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Nada de passar mal: sensor de LED avisa se a comida na geladeira está estragada

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Simonapilolla/Envato
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Pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, e da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, desenvolveram novo dispositivo de LED capaz de detectar se a comida está estragada. O emissor de luz infravermelha também pode ser sintonizado em diferentes comprimentos de onda para identificar gases letais no ambiente.

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Espectrômetros de infravermelho são equipamentos que utilizam uma amplitude de ondas invisíveis ao olho humano para identificar diferentes categorias de materiais por meio de assinaturas infravermelhas. O problema é que essas máquinas são muito volumosas, caras e dificilmente podem ser usadas longe do ambiente controlado dos laboratórios.

“Nossa nova tecnologia une uma fina camada de cristais de fósforo preto a um substrato flexível semelhante ao plástico, permitindo que ele seja dobrado e fazendo com que o fósforo emita luz com diferentes comprimentos de onda. Esse dispositivo pode ser miniaturizado para caber em smartphones ou sensores de bolso”, explica o professor de engenharia eletrônica Kenneth Crozier, autor principal do estudo.

Na geladeira

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Alguns alimentos que permanecem por um bom tempo na geladeira podem ser contaminados por fungos e bactérias invisíveis ao olho humano. Mesmo conservados em temperaturas abaixo dos 5 °C, o crescimento de microrganismos nocivos à saúde limita o prazo de validade de carnes, frutas, verduras e legumes.

Bactérias encontradas na carne, por exemplo, liberam gases enquanto se multiplicam, indicando que o produto está em processo de degradação e impróprio para o consumo. Ao ingerir alimentos com essas características, uma pessoa poderia desenvolver quadros de infecções intestinais como gastroenterite, com dor abdominal, vômito e diarreia.

“O dispositivo de LED colocado dentro de uma geladeira poderia enviar uma notificação de que a carne está estragando ao detectar a presença de gases prejudiciais. Além disso, quando apontado para uma bolsa, ele poderia revelar se o produto é feito de couro real ou com um substituto sintético mais barato”, acrescenta o professor Crozier.

Menos camadas

Equipamentos fotodetectores infravermelhos e dispositivos de LED para detecção de gases são difíceis de fabricar porque precisam ser construídos com várias camadas de cristais perfeitamente alinhados. Com essa nova tecnologia, os pesquisadores utilizaram o fósforo preto que necessita de apenas uma camada para funcionar, permitindo o desenvolvimento de sensores menores e flexíveis.

“A mudança no comprimento de onda na emissão do fósforo preto dobrável é sensivelmente maior, permitindo que o LED seja sintonizado em vários espectros de infravermelho. Isso reduz a quantidade de camadas utilizadas e garante a fabricação de dispositivos compactos e mais eficientes”, afirma o professor de engenharia elétrica da Universidade da Califórnia Ali Javey, coautor do estudo.

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A ideia dos cientistas é criar um equipamento que também possa ser usado para auxiliar bombeiros, mineiros e militares no trabalho de identificação de gases potencialmente letais, a uma distância mais segura. Os dispositivos ultrafinos seriam colocados em drones para sobrevoar áreas contaminadas, alertando sobre possíveis perigos.

“Nossos detectores infravermelhos podem ser integrados a uma câmera para podermos olhar para a tela do telefone e ver vazamentos de gases ou emissões nocivas. Com esse dispositivo, também seria possível determinar qual o tipo de gás está presente no ambiente sem que uma pessoa tenha que entrar lá para isso”, encerra o professor Kenneth Crozier.