Microsoft planeja usar o cérebro humano para minerar criptomoedas; entenda

Por Felipe Ribeiro | 31 de Março de 2020 às 08h20
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A Microsoft registrou um pedido de patente no mínimo curioso. No documento "Sistema de criptomoeda usando dados sobre a atividade corporal", a gigante de Redmond descreve como está trabalhando em um algoritmo que utilizaria ondas cerebrais e outros dados biométricos, como o fluxo sanguíneo e a temperatura corporal, para minerar criptomoedas numa espécie de mineração subconsciente.

A Microsoft faria uso de sensores que seriam alocados no corpo de uma pessoa que, por sua fez, realizaria uma série de tarefas fornecidas por um provedor de informações e serviços para que suas ondas cerebrais e mudanças do fluxo sanguíneo começassem a agir. Logo depois, esses dados seriam enviados para um computador, que faria uma espécie de "tradução" das ações desse indivíduo para substituir as ordens de um trabalho de computação que faz a mineração.

Ainda de acordo com a patente, o sensor seria capaz de detectar diferentes ondas cerebrais, incluindo os sinais gama e beta, que envolvem aprendizado, memória e pensamento lógico, e alfa, relacionadas ao subconsciente. A Microsoft lembra, no entanto, que o trabalho realizado pelos indivíduos será "inconsciente", o que sugere que as ondas cerebrais do tipo alfa serão as mais utilizadas e farão seu serviço enquanto a pessoa foca o consciente em outras atividades.

Imagem: Microsoft

Segundo o pessoal do Decrypt, o sistema patenteado pela Microsoft deve ser capaz de ler qualquer coisa que possa ser detectada e representada por imagens, ondas, sinais, textos, números, graus ou quaisquer outras formas de informação. Como esta notícia envolve uma patente, é bom sempre sermos céticos quanto ao seu lançamento no mercado. Mas, ao que tudo indica, a Microsoft está mesmo disposta a ampliar seu raio de atuação e desenvolver um produto para trabalhar com criptomoedas, um setor altamente volátil e que pode mudar com a menor das novidades.

Fonte: TechRadar, Decrypt

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