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Filtro movido a energia solar transforma água contaminada em potável

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 23 de Abril de 2022 às 12h00

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Reprodução/EPFL
Reprodução/EPFL

Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, desenvolveram um novo filtro capaz de purificar água usando apenas energia solar como fonte de alimentação. O dispositivo é feito com nanofios de dióxido de titânio e nanotubos de carbono.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 2 bilhões de pessoas consomem água contaminada por fezes em todo o planeta e, até 2040, boa parte da população mundial sofrerá com o estresse hídrico causado pela insuficiência de água potável disponível.

“Ao juntarmos químicos, físicos e biólogos em um mesmo projeto, nós conseguimos desenvolver um aparelho de purificação de água muito eficiente, barato e que não precisa de nenhuma fonte de energia que não seja a luz que vem do Sol”, explica o professor de física László Forró, autor principal do estudo.

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Energia solar

Durante os testes realizados em laboratório, os cientistas descobriram que os nanofios de dióxido de titânio por si só conseguiam purificar a água de maneira eficiente quando expostos à luz solar. Ao adicionar os nanotubos de carbono, eles obtiveram uma camada extra de descontaminação, capaz de matar patógenos como bactérias e vírus.

Segundo os pesquisadores, quando a luz ultravioleta (UV) atinge o filtro, ela faz com que o dispositivo produza um grupo de moléculas conhecidas como espécies reativas de oxigênio, incluindo peróxido de hidrogênio, hidróxido e oxigênio, elementos reconhecidos como aniquiladores eficientes de vários tipos de patógenos nocivos à saúde.

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“Além de ser excepcionalmente capaz de remover todos os patógenos da água, nosso filtro também mostrou resultados promissores para eliminar micropoluentes, como pesticidas, resíduos de medicamentos e cosméticos descartados em mares e rios sem qualquer tipo de tratamento”, acrescenta Forró.

Purificador de água

O novo filtro foi capaz de remover da água diversos tipos de patógenos bacterianos, como campylobacter jejuni (causador de diarreia), giardia lâmblia (microrganismo indutor de infecção intestinal), salmonela, bactéria E. Coli, vírus da hepatite A e ​​legionella pneumophila (responsável pela maioria das infecções pulmonares em humanos).

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A ideia dos cientistas é que o novo filtro purificador de água possa ser usado para descontaminar fontes de abastecimento sem que seja necessário gastar grandes quantidades de dinheiro durante o processo, tendo apenas a energia solar como fornecedora de energia sustentável.

“Nosso protótipo pode fornecer água potável mesmo em lugares remotos para pequenas populações pobres em regiões mais afastadas, podendo ser facilmente ampliado para atender à demanda de aldeias e vilarejos inteiros que sofrem com a escassez hídrica no seu dia a dia”, encerra o professor László Forró.

Fonte: Ecole Polytechnique Federale de Lausanne