Exército dos EUA investe em veículos de combate robóticos e realiza testes

Por Redação | 17 de Julho de 2019 às 17h07
Pixabay

O Exército dos Estados Unidos está investindo em uma nova maneira de dar fôlego às suas forças de combate: veículos robóticos. Alguns testes já foram feitos com esse tipo de veículo, como é o caso do MUTT (Multi-Utility Tactical Transport) e do ATLAS (Advanced Targeting and Lethality Automated System).

No início do mês, a conta oficial do Twitter do Exército americano compartilhou a foto de um desses veículos robóticos de combate e escreveu: "Aproveitando a mais recente tecnologia em câmeras, exibição de dados, capacidade drive-by-wire, vídeo aéreo não tripulado e comunicação avançada para ajudar na conscientização situacional do campo de batalha e aprimorar a capacidade de comunicação".

Reprodução - Twitter (U.S. Army CCDC Ground Vehicle Systems Center)

Já na última quinta-feira (11), o Exército fez um comunicado para apresentar um novo veículo de combate modificado, cujo nome ficou MET-D (Mission Enabler Technologies-Demonstrators), e os testes serão realizados por meio de controle remoto. De acordo com o comunicado, esses veículos "possuem recursos de ponta, como uma torre remota para a pistola principal de 25 mm, câmeras de consciência situacional de 360 ​​graus e estações tripuladas aprimoradas com telas sensíveis ao toque".

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Além disso, o comunicado do Exército americano levantou alguns esclarecimentos sobre os testes: "O teste inicial incluirá dois MET-Ds e quatro veículos de combate robóticos em plataformas substitutas M113. Cada MET-D terá um motorista e um artilheiro, bem como quatro soldados em sua traseira, que conduzirão manobras de nível de pelotão com dois veículos substitutos que disparam metralhadoras de 7,62 mm".

A primeira fase de testes começará em março de 2020 em Fort Carson, no Colorado, mas já há outros testes programados, que devem acontecer na Europa em maio de 2020, enquanto em 2021 o Exército dá início à segunda fase de testes, envolvendo mais veículos que a fase anterior.

Em meio ao comunicado oficial, o chefe do Escritório de Capacidades Emergentes, David Centeno Jr., indicou que os veículos terão kits avançados de sensores infravermelhos, e que a proposta é prestar auxílio aos soldados durante o avanço sobre posições inimigas, sem que eles fiquem expostos ao fogo. O Major Cory Wallace completou trazendo a previsão de um campo de batalha onde o Exército americano poderia atacar primeiro com os veículos robóticos: “Isso reduz o risco expandindo a geometria do campo de batalha para que antes que a ameaça entre em contato com o primeiro elemento humano, seja necessário fazer contato com os robôs”.

Fonte: The Verge via Gizmodo

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