Amazon premiará quem desenvolver skills focadas em acessibilidade para a Alexa

Por Rui Maciel | 25 de Agosto de 2020 às 00h00
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A Amazon anunciou nesta terça-feira (24) a criação do Prêmio Alexa de Acessibilidade, concurso que premiará os desenvolvedores que produzirem os melhores skills focados em acessibilidade para a Alexa, sua assistente inteligente de voz.

O concurso foi criado a partir de uma parceria entre a gigante do e-commerce, a AACD, Fundação Dorina Nowill para Cegos e Instituto Jô Clemente. O objetivo do Prêmio Alexa de Acessibilidade é ajudar a dar visibilidade e apoiar pessoas com deficiências com uso da tecnologia. Para serem elegíveis ao prêmio, participantes desenvolvedores devem criar skills de Alexa que promovam aumento de autonomia para pessoas com deficiência por meio dos produtos com Alexa, como os smart speakers da família Echo, ou o app de Alexa presente em smartphones, tablets, smartTVs, entre outros dispositivos.

Desenvolvedores por trás das skills vencedoras estarão qualificados a receber prêmios de até R$10 mil em dinheiro, dispositivos Echo, produtos de casa inteligente, e ainda escolherem uma ONG de uma lista pré-selecionada para receber doações da Amazon, que doará um total de R$100 mil em nome dos vencedores a essas entidades.

"Temos orgulho em dizer que o Brasil é o pioneiro nesta iniciativa dentro da Amazon, uma criação 100% nacional", afirmou ao Canaltech, Thaís Cunha, gerente de marketing para Alexa na Amazon do Brasil. "A ideia é usar o prêmio para um pontapé para encorajar os desenvolvedores a criarem mais skills inclusivas ao longo do tempo, mesmo após o prêmio".

Segundo as regras do concurso, as skills serão avaliadas sob muitos critérios, incluindo usabilidade, qualidade do desenvolvimento, design, experiência do usuário e real impacto na vida de pessoas com deficiência. "Inicialmente, elas serão analisadas pela Amazon, passando pelo processo de certificação", continua Cunha. "Feita a análise qualitativa, para ver se a skill cumpre o papel, elas serão avaliadas pelas ONGs parceiras na sequência que definirão as melhores". Isso significa que os desenvolvedores das dez melhores skills irão apresentá-las em uma rodada de pitching, na qual eles serão avaliados por um júri formado pela Amazon, as ONGs parceiras e pessoas que vivem com variadas deficiências e que são apoiadas por essas instituições.

As skills de acessibilidade da Alexa podem ser usada em dispositivos diversos (Imagem: pocket-lint.com)

Definidas as skills, os três vencedores serão escolhidos e elegíveis aos seguintes prêmios:

  • O primeiro lugar ganhará R$10 mil, um Echo Studio e escolherá uma ONG entre as pré-selecionadas para receber uma doação de R$50 mil;
  • O segundo lugar ganhará R$5 mil, um Echo Show 8 e também escolherá uma ONG para receber uma doação de R$35 mil;
  • O terceiro lugar ganhará um Echo Show 8, um Echo, um kit de casa inteligente, e escolherá uma ONG que receberá uma doação de R$15 mil.

Já os 300 primeiros participantes que desenvolverem e colocarem à disposição de pessoas com deficiência skills elegíveis para o Prêmio Alexa de Acessibilidade receberão um Echo Dot. As inscrições estão abertas a partir desta terça-feira até às 23h59 de 17 de dezembro. A avaliação das skill acontecerá em janeiro de 2021, com a premiação ocorrendo em fevereiro do mesmo ano.

“A Alexa já está ajudando pessoas com deficiências a estarem mais conectadas, mais entretidas e mais independentes. Por exemplo, pessoas com deficiências ligadas à mobilidade podem ligar e desligar as luzes, pedir para tocar músicas, acertar alarmes, timers e lembretes”, declara Cunha. “Nós construímos ótimos produtos e skills, porém, criamos o Alexa Skills Kit porque acreditamos na criatividade dos desenvolvedores para criarem funções que ofereçam mais benefícios a todos os clientes. Tanto que passamos das 1.000 skills na Skill Store do Brasil, em menos de um ano desde que lançamos Alexa no país”.

Embaixadora do concurso 

A Amazon anunciou também que Prêmio Alexa de Acessibilidade tem Laís Souza, ex-ginasta olímpica e ex-atleta de ski aéreo, que ficou tetraplégica após um acidente treinando para as Olimpíadas de Inverno em Sochi, como embaixadora da ação. “Hoje consegui várias vitórias para alguém que não mexe do pescoço para baixo: acender a luz sozinha, a TV, e até mesmo o ar condicionado posso ligar. Estou aprendendo com Alexa. Ela me possibilita sonhar em realizar várias tarefas sem a dependência de outro ser humano”, diz Laís. “O Prêmio Alexa vai dar visibilidade para nós, pessoas com deficiência que necessitam da tecnologia - não só como uma soma, mas como transformação: liberdade e independência para viver melhor”.

Durante o anúncio da iniciativa, a Amazon explicou como foi a escolha das ONGs que são as representantes do Prêmio Alexa de Acessibilidade: " Queríamos ONGs que fossem referência, capilaridade, quantidade de atendimento, compliance", explicou Thaís Cunha". "ONGs que representem e que exigem expertises diferentes. Com isso, a escolha da AACD, da Fundação Dorina Nowill e do Instituto Jô Clemente acabou sendo algo natural por tudo o que eles representam".

“Essa iniciativa mostra como a tecnologia pode ajudar pessoas com deficiência a serem mais independentes", diz Edson Brito, superintendente de Marketing e Relações Institucionais da AACD. "Esperamos que este projeto, combinado com o trabalho que realizamos diariamente, tenha um impacto positivo em nossos pacientes”.

As skills de acessibilidade da Alexa podem interagir com dispositivos de casas inteligentes, para facilitar a vida de pessoas com deficiência (Imagem: Rui Maciel)

Já para Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos, não há ninguém melhor do que as próprias pessoas com deficiência para apontar suas ideias e necessidades para transformar essa realidade. "Esse é o grande feito do Prêmio Alexa de Acessibilidade: ouvir usuários, considerar ideias e desafiar profissionais da área de tecnologia para que, juntos, possam transformar a sociedade”, afirmou.

Por fim, Daniela Mendes, superintendente-geral do Instituto Jô Clemente, afirma que a instituição (a antiga Apae de São Paulo) atua há 59 anos pela causa das pessoas com deficiência intelectual no Brasil. "Acreditamos na importância de participar do desenvolvimento de tecnologias para a inclusão social de pessoas com deficiência”, declarou Mendes. “Nós precisamos investir em tecnologias que facilitem e promovam a acessibilidade a todas as pessoas com deficiência, seja ela qual for. Para nós, projetos como esse ajudam a promover autonomia e independência e estão alinhados com o nosso propósito de construir uma sociedade na qual qualquer pessoa possa ser protagonista de sua própria história, incluindo as pessoas com deficiência. Esperamos que esse prêmio inspire as pessoas a se engajarem nessa causa”.

Para saber mais sobre os termos e condições e como inscrever skills, acesse o site oficial do concurso.

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