Amazon inicia oferta de acesso à computação quântica a seus clientes

Por Wagner Wakka | 05 de Dezembro de 2019 às 22h10
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A Amazon está começando a oferecer um novo serviço de computação quântica a partir da sua divisão de cloud computing, a Amazon Web Services (AWS). A empresa anunciou o preview do Amazon Braket, um serviço para que pesquisadores possam usar a poderosa capacidade de cálculos dessa tecnologia por acesso remoto.

“Este é um serviço que permite que cientistas, pesquisadores e desenvolvedores comecem experimentos com computadores de múltiplos provedores de hardware quântico em apenas um lugar”, explica anúncio da empresa.

Apesar de não restringir o acesso, a Amazon direcionará o produto para seus clientes corporativos, especialmente aqueles que necessitam de alta capacidade de computação. Atualmente, a companhia trabalha com parceiros de nível quântico como D-Wave, IonQ, e Rigetti. Ou seja, a Amazon no vai fornecer exatamente os hardwares, mas usar seus servidores na nuvem para permitir que seus clientes acessem tais serviços de qualquer lugar.

“Você pode construir e testar seus circuitos em ambientes simulados e então rodar em um atual computador quântico”, aponta a companhia.

No anúncio, contudo, ela apresentou outra novidade. A primeira é o AWS Center for Quantum Computing. Este é um centro no California Institute of Technology, em que a Amazon deve, efetivamente, desenvolver suas tecnologias para computadores quânticos. Assim, a empresa não vai permanecer somente como mediador do processo. Em entrevista para a Wired, a empresa já falou que está trabalhando em seu próprio hardware.

Admirável mundo novo? 

A computação quântica é uma tecnologia que permite o processamento de informações de forma diferente ao bit, com seus valores de 0 e 1. Em determinadas condições, é possível que eles assumam os dois valores ao mesmo tempo (chamados de qubits), aumentando exponencialmente a capacidade de processamento. Quando um material consegue fazer esta superposição, diz-se que atingiu o estado quântico da matéria.

Em termos práticos, isso significa que os aparelhos podem ter capacidades exponencialmente muito maiores que dos atuais. Um salto em desenvolvimento além do compreensível para o consumidor final.

Fonte: Amazon, Wired

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