Os dados no centro da empresa: como eles deixam o negócio mais competitivo

Por Colaborador externo | 10 de Agosto de 2018 às 09h33
everythingposs/Depositphotos

*Por Rafael Albuquerque

Dados, dados e mais dados. Basta participar de qualquer reunião de negócio atualmente para perceber a importância que as informações têm para o planejamento estratégico de uma empresa. Se até pouco tempo atrás a diretoria executiva ainda confiava em seu feeling para tomar decisões, hoje nenhuma ação é feita sem estar embasada em relatórios e documentos. Esses elementos são a base para o crescimento da organização e, portanto, precisam estar alinhados com os objetivos futuros.

A quantidade de informações disponíveis com a popularização da Internet cresceu exponencialmente a partir dos anos 2000. Previsão da IDC indica que, em 2020, haverá mais de 40 zettabytes de conteúdo no mundo digital – se fosse armazenado em tablets, os equipamentos enfileirados conseguiriam ir e voltar da Lua por três vezes. Entretanto, isso não reflete em qualidade: a mesma pesquisa mostra que apenas um terço desse total será efetivo, ou seja, terá alguma utilidade para análise no ambiente empresarial.

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As empresas confiam em dados para auxiliar e otimizar seus esforços em marketing, vendas, atendimento, departamento financeiro, entre outras áreas. Mas e o que acontece se eles não estiverem corretos? Sem a informação adequada, a organização certamente irá tomar decisões equivocadas e irá correr atrás de leads que não existem. Esse processo torna-se uma bola de neve quando nos referimos ao mundo institucional e corporativo. O número de conteúdo digital aumenta diariamente, dificultando a análise necessária para julgar o que serve, ou não, para o negócio.

Por isso, é necessário enriquecer e até higienizar essas informações. Ou seja, elas precisam passar por constantes processos de auditoria para terem sua validade confirmada e sua qualidade garantida. Há diversas ferramentas que auxiliam os profissionais nesse serviço, atualizando as informações no mesmo instante em que são inseridos na base. Essa prática faz com que os dados dos clientes de uma empresa estejam sempre atualizados – e quanto mais informações sobre o seu público, mais assertiva será a sua decisão.

Quando o banco de dados é bem estruturado, a companhia conhece o perfil de seu cliente, examina seus hábitos de consumo e, assim, não só fideliza como também consegue atrair novos consumidores com campanhas de marketing ou projetos que envolvam diferentes áreas dentro do mercado de atuação. Essas informações funcionam como um mapa estratégico, definindo os melhores caminhos e ajudando a localizar o público-alvo pertinente à organização.

Portanto, ao invés de ter uma grande quantidade, valorize a qualidade. As informações só são eficientes quando organizadas, consistentes, compreensíveis e atualizadas. Sem isso, o grande número só irá atrapalhar o desenvolvimento da companhia. Conteúdo importante é aquele que pode ser estudado, analisado, usado e transformado em conhecimento e estratégia – se convertendo em uma ferramenta essencial em qualquer setor.

*Rafael Albuquerque é CEO da Unitfour, empresa brasileira de fornecimento de dados para as áreas de cobrança, call centers, risco, crédito, antifraude, CRM e marketing.

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