Open Source: benefícios que o licenciamento livre traz ao mercado

Publieditorial | 29 de Junho de 2018 às 12h37
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Os benefícios do open source, ou código aberto, vão além de simplesmente fornecer licenciamento livre para um serviço. Pequenas e médias empresas veem no open source uma oportunidade para entrar e se firmar no mercado, e diversas áreas de interesse público também se beneficiam, como segurança e educação, por exemplo. Ainda, vantagens financeiras são atrativas.

Mas, primeiro, vamos explicar o que é o open source. O modelo de desenvolvimento promove licenciamento livre para um produto, que pode ser distribuído livremente ou ser examinado e modificado por terceiros sem consequências legais. Trata-se de uma alternativa ao modelo de negócios adotado pela indústria de software, sendo um modelo colaborativo que dá um outro olhar ao conceito de direito autoral — e muitas grandes empresas do setor investem pesado na adoção do open source, como é o caso da Microsoft, por exemplo.

Definição de open source

Criada pela Open Source Initiative (OSI), com base no texto original da Debian Free Software Guideline, a definição determina que um programa de código aberto deve ser/ter:

  • Distribuição livre, não restringindo a venda ou distribuição, que deve ser livre e gratuita, sem aquisição de licenças
  • Código-fonte aberto, permitindo que qualquer programador o acesse e faça as modificações que desejar (neste caso, o desenvolvedor pode dar um nome ou número de versão diferente ao programa após modificar o código-fonte original)
  • Livre de discriminações contra pessoas, grupos de pessoas ou área de atuação

A importância do open source no mercado

Com o open source, empresas de pequeno e médio porte, especialmente, têm liberdade de escolha em suas infraestruturas de TI, podendo escolher por soluções que possam ser adaptadas às sua necessidades. Ainda, o código aberto permite que seus desenvolvedores alterem o software em questão, reduzindo custos de manutenção e segurança. E um software open source, por não possuir custos de licença, dá oportunidade para que a empresa invista em outros serviços e formação para seus profissionais de TI.

Hoje, vemos soluções de código aberto em diversas aplicações, incluindo softwares para computadores e dispositivos móveis, além de soluções em nuvem. No caso da Microsoft, o open source faz parte da nuvem Azure, que oferece demos, documentação e treinamentos que ensinam como tirar o melhor proveito do open source em conjunto com as tecnologias da gigante. Por exemplo, a companhia permite integrar coisas como MySQL, WordPress, PostgreSQL, Node.js e Apache Guacamole com o Azure. Com isso, a Forrester Research chegou a eleger, em 2016, o Azure como a melhor experiência para o desenvolvedor.

Vantagens de adotar o open source

Segundo um estudo da Oxford Economics chamado The Open Source Era, de 2015, 80% das empresas entrevistadas usavam softwares de código aberto em seus negócios. Foram ouvidos 100 executivos de negócios e tecnologia de indústrias como finanças, saúde, varejo e órgãos governamentais.

Isso porque o open source traz diversos benefícios que vão além do baixo custo para licenciamento. O modelo apoia o desenvolvimento de novos produtos e serviços; promove uma colaboração mais eficaz tanto dentro das empresas, quanto nas comunidades de desenvolvimento; fornece agilidade no desenvolvimento de novas funcionalidades, ou atualizações de produtos e serviços; e é um papel importante na hora de a empresa definir ações estratégicas.

E o custo-benefício não pode ser ignorado, uma vez que a compra de softwares com aquisição de licenças representa um dos maiores gastos de TI dentro de uma empresa. Ao escolher por soluções de código aberto, a companhia reduz grande parte desses gastos. Ainda, a possibilidade de personalização de um software é outra vantagem, pois isso não pode ser feito com um programa de código fechado.

Já falando em segurança, o open source conta com uma comunidade global que constantemente varre os códigos em busca de falhas e vulnerabilidades, testando soluções e as implementando a todo instante. Pacotes de atualização, portanto, ficam independentes de uma única empresa (que seria a proprietária do software fechado). Ainda, optar pelo open source isenta a empresa das burocracias referentes à fiscalização com relação ao uso incorreto de softwares pagos (como a pirataria), que também não precisa se preocupar com licenças expiradas e renovação das mesmas.

Open Source na esfera pública

Além de empoderar pequenas e médias empresas, o código aberto também é essencial para serviços voltados à população, considerando todas as vantagens que citamos acima. E a Microsoft é uma das gigantes que apoiam a adoção de soluções open source em áreas como educação e segurança.

"Como desenvolvedores estamos acostumados a utilizar tecnologias open source, sejam linguagens de programação ou ferramentas. Sabemos também da importância de manter esse ambiente colaborativo para melhorar as ferramentas e as próprias soluções, também conhecemos a importância da comunidade engajada, pois é ela que cria, consome e dá suporte para a evolução constante do Open Source", diz a companhia de Redmond.

Falando sobre o âmbito da educação, a Microsoft disponibiliza plugins do Office 365 para o Moodle, uma plataforma de aprendizagem de código aberto que é usada por grandes instituições públicas, como Unicamp e USP, por exemplo. E a empresa também criou a Open Source Academy, com vários cursos gratuitos voltados à tecnologia.

Já na segurança, o uso do open source é amplo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a NSA (Agência de Segurança Nacional) já lançou várias ferramentas de código aberto no Github — principal repositório de códigos-fonte do mundo, que recentemente foi adquirido pela Microsoft por US$ 7,5 bilhões. E a gigante também tem uma ferramenta chamada Sonar, que fornece a visualização de problemas e erros de segurança encontrados em sites com uma análise gratuita.

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