Como escolher o melhor pacote de hospedagem?

Por Pedro Cipoli

Seja para criar um blog pessoal ou um site com um grande volume de tráfego, escolher um pacote de hospedagem costuma ser uma tarefa inglória. Como escolher? Pensando no tráfego inicial ou já assinar um plano pensando no futuro? Para Camila Kamimura, gerente de marketing de produtos da Locaweb, o primeiro passo é descobrir a sua necessidade.

"A primeira coisa é identificar o tamanho do seu projeto, o que você espera de acessos, já que isso determina a capacidade que você vai precisar.", comenta Camila, e isso quer dizer basicamente o seguinte: quantos acessos você pretende no curto, médio e longo prazo? Dimensionar ou mesmo mensurar essa variável pode não ser tão simples assim, ou mesmo preciso, mas é importante trabalhar com uma estimativa e ir adaptando o pacote conforme a demanda de acesso.

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Um ponte extremamente importante de considerar é o tipo de conteúdo que o site hospedará. Conteúdos multimídia consomem um tráfego muito maior do que um material em texto, por exemplo, então não é somente o número de pessoas online que entra na conta, mas quanto esses usuários consumirão de banda. Camila comenta sobre o assunto: "Não é recomendado escolher uma hospedagem muito barata para conteúdos pesados, pois no momento em que você começar a ter muitos usuários simultâneos, ou site vai travar ou cair, ou mesmo você vai atrapalhar outros sites que estão hospedados com você (no caso de um plano compartilhado)".

E no caso das hospedagens grátis, primeira opção de muitos usuários que estão começando? "No caso da hospedagem grátis não há um SLA (garantia de serviço), já que o próprio provedor precisa diminuir os seus custos ao máximo para ele ser rentável.". Resumo da ópera: não há uma garantia de fornecimento de serviço (afinal, você não está pagando por ele, certo?), e por outro temos o apelo comercial, afinal não é interessante para um provedor colocar um plano grátis de qualidade muito grande, já que isso diminuiria a procura por planos pagos, com garantia de serviço.

SLA

E outra, nada é de graça nesse mundo. "Há um serviço de rentabilização por trás dos serviços gratuitos, seja publicidade ou coleta de dados", garante Camila. Para quem ainda está nos primeiros dias, escolher um pacote pago, de qualquer provedor, é mais vantajoso, já que os custos acabam sendo diluídos pelos benefícios de um plano contratado. "Dependende muito do retorno que você espera. Se você espera gerar dinheiro com seu blog, por exemplo, você não pode confiar em um plano grátis que pode te deixar na mão, pois aí você perde dinheiro.", segundo Camila.

Então, para um blog pessoal, até vai um serviço gratuito, mas não é uma boa escolha para quem precisa do site no ar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e isso é válido desde um blog rentabilizado por AdSense e anúncios pagos até grandes serviços de e-commerce.

Acima comentamos sobre hospedagem compartilhada sem explicar o que isso significa, dúvida de muitos usuários que acabam sendo atraídos pelo preço desse tipo de serviço (muitas vezes gratuito), e acabam se arrependendo no futuro. Basicamente, o seu site ou serviço estará compartilhando recursos com outro ou outros sites/serviços. Se todos possuem um volume baixo de tráfego (que, na maioria das vezes, é pura sorte), tudo bem. Como não é o caso, se um site compartilhado começa a ter muitos acessos, o seu acaba sendo prejudicado ou vice-versa, então é bom ter isso em mente na hora de contratar esse tipo de plano.

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Por último, mas não menos importante, resta falar sobre o nível de conhecimento técnico necessário para montar um site. Por exemplo: "quero criar um blog e não sei nada de programação", como fazer? Dependendo do tipo de serviço contratado, muitos provedores oferecem ferramentas que facilitam a vida de muitas pessoas, bastando apenas produzir o conteúdo. A outra escolha é contratar um profissional ou empresa que faça esse tipo de serviço, cuidando de toda a parte de baixo nível, opção geralmente mais cara.

Para ver o que vale mais a pena, vale consultar diferentes empresas ou profissionais que cuidam dessa parte e consultar vários planos de vários provedores, colocando na balança o nível do serviço prestado, qualidade de assistência e, claro, o preço.