Testes mostram que DLSS 5 faz a GeForce RTX 5060 engasgar em Full HD
Por Diego Corumba |
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Novos testes na tecnologia DLSS 5 mostram que o upscaling funciona em todas as placas de vídeo da linha GeForce RTX 50, porém a taxa de quadros por segundo se tornou o seu maior problema. Em casos extremos, ela pode cair em até 60%, mas o que preocupa o usuário é como o recurso se portará no cotidiano.
A Digital Foundry mostrou que na NVIDIA GeForce RTX 5060, por exemplo, com NBA 2K27 nas configurações Ultra em Full HD, a performance salta de 72,8 FPS para 42,3 FPS — uma redução maior do que 40%. Na prática, a GPU engasga para entregar um bom desempenho com a ferramenta recém-lançada.
Oficialmente, o único game que possui suporte para a novidade é a principal linha de basquete da 2K Games, que já apela normalmente para visuais realistas e mecânicas que simulam o esporte de um modo similar ao que vemos no mundo real. Porém, a um custo bem alto para os usuários que não abrem mão de alta qualidade.
Para a equipe que testa diversos jogos e hardwares, a visão sobre o DLSS 5 é positiva. Contudo, ela ressalta que cada pessoa terá de escolher do que abrirá mão conforme a experiência se mostrar no PC: bons gráficos cobrarão da taxa de quadros, mas o jogador encontrará a mesma cobrança no caminho reverso.
O fundador da Digital Foundry, Richard Leadbetter revelou que a tecnologia da NVIDIA o surpreendeu, mas que espera vê-la ser aplicada em obras mais amplas para avaliar o quanto um jogador terá de comprometer para utilizá-la.
“Isso é super pesado. Porém, também roda em toda a linha RTX 50, inclusive em computadores, o que eu não esperava. Somado ao fato de que, comparado aos colossos AAA, isto é um jogo relativamente leve, então há um impacto”, revelou Leadbetter.
A aplicação do DLSS 5
Em NBA 2K27, não foram notadas alterações expressivas nas texturas dos personagens — o que traz uma mudança positiva em relação ao que foi visto no início do ano. O apresentador John Linneman menciona que a integração foi “muito sutil”, o que o deixou surpreso.
Ele reforça que a tecnologia “funciona muito bem” e explica como a iluminação na plateia e roupas adiciona sombras que sequer imaginava existirem. Além disso, comenta que sentiu “que era um passo para trás contra o que vimos em março”.
Nas demonstrações apresentadas no início de 2026, o DLSS 5 da NVIDIA foi extremamente criticado por entrar no “Vale da Estranheza” — muitos títulos foram modernizados, o que mostrou interpretações curiosas de alguns jogos emblemáticos e levantou a questão sobre a liberdade criativa de cada estúdio.
“Isso representava mudanças radicais e enormes no visual dos jogos, a ponto de parecer quase que foram adicionadas luzes em locais onde, logicamente, não haveria luz. Eu não tive essa sensação com o NBA; por isso, foi um exemplo que me convenceu”, aponta Linneman.
No entanto, o custo para a ferramenta funcionar nas GPUs GeForce RTX 50 é muito alto. De acordo com os testes, a utilização do upscaling aumenta o tempo de processamento de 8,2 ms a 13,7 ms — a depender da placa de vídeo e resolução que são utilizadas.
Enquanto Leadbetter revela que “oito milissegundos em 4K em uma 5090 é muito caro”, John Linneman reforça que é “um jeito muito caro de adicionar detalhes de iluminação legais nas imagens”. Na prática, você terá de sacrificar o desempenho para rodar os títulos de forma visualmente satisfatória.
Além de NBA 2K27, eles mostraram uma versão modificada para fazer o recurso funcionar em Final Fantasy VII Rebirth, Monster Hunter Rise e Starfield. A conclusão é de que a NVIDIA terá tempo para otimizar e aprimorar toda a forma como esta tecnologia opera.
A NVIDIA garante que o DLSS 5 também chegará às placas antigas, mas de que forma isso as impactará? Logo, ainda é cedo para discutir sobre como os computadores se portarão com a nova ferramenta de upscaling.