Samsung pinta cenário pessimista e aponta para falta de chips até 2028
Por Raphael Giannotti |
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Diferentes fabricantes de semicondutores têm suas próprias estimativas sobre quando a atual crise de hardware, que tem levado à escassez de memória, vai amenizar. Há quem diga que passará de 2030, mas para a Samsung, a situação permanecerá crítica até 2028. É o que a gigante sul-coreana disse em sua mais recente reunião com acionistas.
Na ocasião, a Samsung divulgou que o lucro operacional entre abril e junho atingiu 89,4 trilhões de won (cerca de US$ 61,9 bilhões), valor alinhado às estimativas prévias e significativamente superior aos 4,68 trilhões de won estimados no ano passado. A receita da fabricante também registrou crescimento expressivo, mais do que dobrando no comparativo anual ao alcançar 171,5 trilhões de won.
Divisão de semicondutores cobre prejuízos
O forte desempenho foi alavancado pela divisão de semicondutores. A expansão acelerada de infraestruturas de inteligência artificial e data centers impulsionou as vendas e elevou os preços das memórias de alta performance, consolidando a divisão de chips como a principal responsável pelo crescimento financeiro da empresa no trimestre.
Em contrapartida, a área de dispositivos móveis enfrentou pressões financeiras por conta do aumento nos custos dos próprios componentes eletrônicos. Essa alta encareceu a produção de smartphones, reduzindo as margens de lucro do segmento. No entanto, os ganhos expressivos obtidos com a venda de semicondutores cobriram com sobra as perdas do setor de celulares.
Curiosamente, a Samsung é a fabricante de memórias e a fornecedora desse componente para seus próprios produtos. A empresa, melhor do que ninguém, sabe o que tem sido esse aumento, já que ela sente no próprio bolso. Além da memória RAM, SSDs também ficaram extremamente caros, superando até a casa dos 200% de encarecimento.