Prepare o bolso: notebooks e PCs devem ficar até 20% mais caros em 2026, alerta Acer
Por Diego Corumba |
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O CEO da Acer, Jason Chen, revelou que os preços de PCs e notebooks vão continuar a subir até o segundo semestre de 2027. Para o executivo, a expectativa é que ainda em 2026 tenha um aumento de 5% a 20% nos valores dos computadores — principalmente aqueles que tenham memória RAM ou armazenamento maiores.
Ao Money UDN, ele explicou que ainda que a crise de componentes seja encerrada antes deste período, leva meses para que os custos se reduzam. Ele observa que o processo de produção, envio e de vendas diretas em lojas demora, assim como a adequação final das quantias.
Apesar da previsão, Chen encara a redução dos valores apenas como uma probabilidade. Sua fala é bastante categórica e não deixa margem para muita esperança: “Talvez haja uma chance disso ocorrer por volta da metade de 2027”.
Na prática, isso significa que os preços de PCs e notebooks continuarão altos por mais algum tempo e mudanças não chegarão tão em breve. Mesmo em promoções como a Black Friday e outras ações que reduzem os custos, em 2026 o consumidor não deve enxergar melhorias para o peso que os componentes trarão ao bolso.
A tendência observada pela Acer
Jason Chen afirma que vê um movimento na indústria que leva a uma possível queda na metade do próximo ano. Ele declarou que as memórias DDR4 e DDR5 não estão mais em escassez, assim como os estoques de processadores também são melhores para modelos custo-benefício.
Ainda assim, a mudança não levou a reduções nos preços para montagem de PCs e notebooks. A Acer espera que uma ampliação na produção de memórias RAM e armazenamento pressione a indústria a trazer reajustes — contudo, como depende de diversos fatores, pode ser uma questão complexa.
Conclui-se que há uma tendência para que os preços caiam a partir do segundo semestre de 2027, algo que outros executivos também visualizaram nos últimos meses. Porém, isso também dependerá de fabricantes como a Samsung, SK Hynix e outras grandes companhias que produzem estes componentes.
A afirmação do executivo da Acer nada contra a maré do que foi revelado pela indústria, sobre a memória RAM esgotada até 2027: gigantes vendem tudo e "somem" do mapa. Ainda que sejam especulações, o cenário segue incerto neste mercado.