Por que as baterias perdem sua capacidade de armazenamento?

Por Pedro Cipoli | 05 de Julho de 2019 às 19h30

Sabemos que as baterias perdem capacidade com o passar do tempo, ainda que seja um processo relativamente lento. Geralmente percebemos quando essa diminuição é significativa, o que costuma acontecer depois de um ou dois anos de uso — o que é válido para qualquer produto que use baterias, de smartphones básicos e notebooks até carros elétricos, sendo um efeito problema bastante “democrático”.

Sabemos “o que” acontece, mas e o “por quê”? Por que todas as baterias vão perdendo carga com o passar do tempo? Motores vão perdendo eficiência pelo desgaste das peças, lâmpadas incandescentes vão perdendo o brilho, e nossas costas começam a doer imediatamente quando fazemos 30 anos de idade. Mas o que exatamente acontece com as baterias?

Química

Em uma bateria de lítio convencional, os íons fluem do cátodo para o ânodo. Este é o fluxo que fornece energia para nossos aparelhos, fluxo que é invertido quando colocamos o smartphone para carregar. Neste caso os íons são “forçados” a voltar do ânodo para o cátodo usando a energia de uma fonte externa (a tomada, no caso). Basicamente é um ciclo, de forma resumida.

As degrações são pequenas, mas acumulam com o tempo

O desgaste acontece pois esse processo não ocorre de forma ideal, o que desgasta o cátodo a cada ciclo. A cada recarga (um ciclo) ele vai perdendo um pouco de sua capacidade. Pouco mesmo, mal percebido entre uma carga e outra. Mas, com o passar do tempo, os ciclos chegam à casa das centenas, acumulando uma boa quantidade de pequenas degradações.

Trata-se sim de um processo inevitável, mas podemos fazer com que ele aconteça de forma um pouco mais lenta.

Do que as baterias gostam

Sim, o processo de desgaste da bateria é irreversível, mas assim como uma alimentação equilibrada melhora a nossa saúde, algumas atitudes prolongam a “saúde” da bateria. Evitar calor excessivo, condições ambientais mais severa (umidade, por exemplo) e usar carregadores de qualidade são um excelente ponto de partida. São atitudes que fazem a bateria funcionar em condições mais próximas da ideal, minimizando o desgaste.

Vale um comentário importante: baterias apresentam desgaste mesmo quando desligadas. Aliás, pode ser até pior do que utilizá-la em más condições, em especial quando as guardamos com 0% de carga (o que deve ser evitado ao máximo). Se você pretende guardar a bateria, o melhor é deixá-la com 50% de carga, prolongando sua vida útil.

Atitudes como essas não tornarão a sua bateria uma "highlander", mas permitirão que ela dure tempo o suficiente desacelerar o processo de troca do seu smartphone.

Com informações de Battery University, Popular Mechanics

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