Participação da Intel no mercado de CPUs cai para pior nível desde 1995
Por Raphael Giannotti |
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Um relatório recente sobre a situação da indústria de processadores revelou um marco histórico e preocupante para a Intel: pela primeira vez em mais de três décadas, a fatia do Time Azul no mercado total de processadores x86 caiu para menos de 70%, atingindo o menor patamar desde 1995. As informações são da empresa de pesquisa de mercado Mercury Research.
A retração levou a participação da Intel no ecossistema de CPUs x86 para 69,3% (considerando envios para PCs e servidores), uma queda de 6,5% na comparação ano a ano. Quem abocanhou essa margem perdida foi a AMD, que acelerou o ritmo de crescimento impulsionada pela demanda de inteligência artificial e pela expansão da linha de servidores EPYC, alcançando o recorde histórico de 30,7% do mercado global.
Grande avanço da AMD em notebooks e servidores
A perda de terreno da Intel foi sentida em praticamente todas as frentes de negócios. O segmento mobile foi a maior alavanca da rival liderada por Lisa Su, onde a AMD saltou para 28,9% de fatia de mercado, um ganho expressivo de 8,4% nos últimos 12 meses. Nos PCs de mesa, a dona da arquitetura Zen encostou nos 35% de participação (34,9%), mantendo a preferência entre os entusiastas e gamers.
No entanto, o que realmente levou a essa virada está no mercado corporativo e de infraestrutura. No segmento de data centers, a participação bruta da AMD subiu para 34,5%. Quando ajustado pelas métricas de receita e capacidade de processamento dedicada a datacenters e IA, analistas apontam que a fatia de receita ajustada da AMD em chips para servidores já atinge impressionantes 46,4%, contra 53,6% da Intel.
A briga entre Intel e AMD continua na próxima geração
Parte da estratégia da Intel para amenizar essa questão está no lançamento da arquitetura Nova Lake no segmento de desktops. Voltada prioritariamente para os entusiastas e gamers, a nova geração promete estrear uma reformulação em seus núcleos de desempenho para disputar o topo dos benchmarks, tentando recuperar o prestígio e a margem de lucro onde a marca sempre foi referência.
Por outro lado, a AMD não dá sinais de desaceleração e já prepara a próxima virada de chave com a arquitetura Zen 6. Os novos processadores Ryzen prometem elevar ainda mais a eficiência energética e o desempenho por núcleo, trazendo melhorias na interconectividade de chiplets que podem aprofundar as dores de cabeça da Intel tanto nos PCs quanto no mercado de servidores.