NVIDIA apresenta CPU Vera com foco em IA e promessa de 2x mais eficiência
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira |

A NVIDIA não quer ser conhecida apenas por suas GPUs que dominam o mercado de games e IA. Durante a GTC nessa semana, o Time Verde revelou a CPU Vera, seu primeiro processador desenvolvido do zero para a era da "IA Agêntica" e do aprendizado por reforço. O chip chega como sucessor espiritual da Grace, prometendo 50% mais desempenho e o dobro de eficiência energética em comparação com CPUs tradicionais de data center.
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A grande sacada da novidade é o foco em agentes de IA; modelos que não apenas respondem perguntas, mas planejam tarefas, usam ferramentas e validam códigos. Segundo Jensen Huang, CEO da NVIDIA, estamos em um ponto de virada, onde a CPU não está mais apenas dando suporte ao modelo, mas agora é um dos responsáveis pelo processamento principal.
"A Vera chega em um momento decisivo para a IA. À medida que a inteligência se torna autônoma, capaz de raciocinar e agir, a importância dos sistemas que orquestram esse trabalho se torna ainda maior. A CPU não está mais apenas dando suporte ao modelo, ela o está impulsionando. Com desempenho e eficiência energética revolucionários, a Vera possibilita sistemas de IA que pensam mais rápido e escalam ainda mais", disse.
Especificações da CPU NVIDIA Vera
Para aguentar o tranco, a Vera conta com 88 núcleos customizados, chamados de "Olympus", baseados na arquitetura Arm. Uma das inovações é o Spatial Multithreading, que permite que cada núcleo execute diferentes tarefas simultaneamente com performance previsível, algo crucial para ambientes de nuvem onde vários processos rodam ao mesmo tempo.
Se você acha que a memória do seu PC é rápida, a Vera opera em outro patamar. Ela utiliza um subsistema de memória LPDDR5X que entrega impressionantes 1,2 TB/s de largura de banda. Para se ter uma ideia, isso é o dobro do que as CPUs de uso geral oferecem atualmente, consumindo metade da energia.
Além disso, a integração é a chave. Através do NVLink-C2C, a CPU Vera se comunica com as GPUs Blackwell e Rubin a uma velocidade de 1,8 TB/s. Essa "estrada" de dados permite que o processador e a placa de vídeo compartilhem informações quase instantaneamente, eliminando os gargalos que costumam travar sistemas de IA em larga escala.
Embora não seja um componente que você verá nas prateleiras para o seu PC gamer, a Vera tem potencial de definir o futuro do que consumiremos via nuvem. Gigantes como Meta, Google Cloud e Microsoft já estão na fila, com sistemas da Dell e HPE previstos ainda para 2026.