Quais são os modelos de placa de vídeo Nvidia à venda no Brasil?

Por Felipe Demartini | 06 de Março de 2020 às 11h00
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Comprar a placa de vídeo ideal para o hardware e o título que se quer jogar muitas vezes se assemelha a um game por si só. São muitas variantes a serem exploradas, opções para se experimentar e, principalmente, existe a necessidade de um conhecimento não apenas do que está acontecendo no momento, mas também do que está por vir. Tudo para atingir as sonhadas marcas de resoluções mais altas e contagem estável e com mais de seis dezenas de frames por segundo, no mínimo.

É essa a impressão que fica quando damos uma olhada no portfólio de placas de vídeo da Nvidia à venda no Brasil. Em nosso país, a companhia trabalha com quase duas dezenas de modelos que vão desde os mais básicos, de entrada e voltados para quem não quer investir muito, como os topo de linha, que apresentam o que há de melhor na tecnologia gráfica e a mais alta performance nos jogos mais recentes.

A escolha sobre qual placa escolher vai do bolso de cada um e também das necessidades dos jogadores em termos de desempenho, qualidade de imagem e longevidade. Basicamente, a linha de GPUs da Nvidia disponível no Brasil é composta por três famílias, que indicam, basicamente, os modelos de entrada, os intermediários e, por fim, os mais avançados.

GeForce GTX Série 10

GeForce GTX 1060 é citada pela Nvidia como o melhor custo-benefício das placas de entrada disponíveis no Brasil (Imagem: Divulgação/Nvidia)

Ao contrário do que a sequência numérica pode fazer parecer, a Nvidia não trata esta família de GPUs como dispositivos de entrada. Isso se deve a um fato simples: estamos falando das placas de vídeo mais populares em todo o mundo, com a GeForce GTX 1060, especificamente, estando presente em 20% de todos os computadores utilizados para acessar o Steam, o maior marketplace de games digitais para PC da atualidade.

“Com isso, veio também amplo suporte das desenvolvedoras. Mesmo nos jogos mais recentes, as configurações recomendadas ainda pedem uma GeForce GTX 1060 devido à popularidade dessas placas”, explica Alexandre Ziebert, diretor de marketing técnico da NVIDIA para a América Latina, em entrevista ao Canaltech. Aqui, a fabricante dá uma garantia: todos os títulos disponíveis no mercado, mesmo os mais recentes, podem rodar em um computador com essa GPU.

A ambição é de um funcionamento com resolução 1080p a 60 quadros por segundo, e essa promessa é efetivamente entregue na maioria dos games, principalmente aqueles que possuem drivers dedicados da empresa e sistemas de otimização para as unidades da marca. De acordo com o especialista, isso faz da GeForce GTX 1060 o melhor custo-benefício do mercado brasileiro atual, com componentes que podem ser encontrados na faixa dos R$ 1.000 nas lojas nacionais.

A Série 10 de placas é composta pelos seguintes modelos, em ordem crescente de desempenho:

  • GeForce GTX 1050 2 GB;
  • GeForce GTX 1050 3 GB;
  • GeForce GTX 1050 Ti;
  • GeForce GTX 1060 3 GB;
  • GeForce GTX 1060 6 GB;
  • GeForce GTX 1060 Ti;
  • GeForce GTX 1070;
  • GeForce GTX 1070 Ti;
  • GeForce GTX 1080;
  • GeForce GTX 1080 Ti.

Produzidas com a arquitetura Pascal, as GeForce GTX 10 até podem rodar games com Ray Tracing e tecnologias modernas de iluminação e processamento, mas, claro, sofrerão queda de performance por conta disso. De acordo com Ziebert, a grande diferença entre os sistemas é justamente a presença de mecanismos dedicados aos visuais mais modernos, e é por isso que, entre outros aspectos, a Nvidia dá destaque a seus modelos intermediários e superiores.

GeForce GTX Série 16

Arquitetura Turing traz maior poder de fogo e sistemas de otimização às placas intermediárias da linha GeForce GTX (Imagem: Divulgação/Nvidia)

Aqui, já estamos falando de uma mudança completa em termos de arquitetura, com as GeForce GTX 16 assumindo a tecnologia Turing e também um grande salto no desempenho. Neste segmento, o melhor custo-benefício fica com a GTX 1660, mas aqui já estamos falando de modelos que não darão tanto trabalho ao jogador na hora de otimizar performance e qualidade de imagem ao jogar.

Como Ziebert explica, cada título tem seu perfil de desempenho, alguns são mais pesados e outros mais leves, mas com uma GeForce GTX 1660, por exemplo, a ideia é que a marca do 1080p a 60 fps seja o padrão a ser obtido em todos os jogos, com os usuários podendo até mesmo brincar com contagens de frames mais altas em games competitivos ou um aumento na resolução caso tenham monitores maiores ou telas ultrawide.

Também dá para ter uma noção do que é o Ray Tracing, mas o impacto ainda será grande. “A falta de aceleração específica [nas GPUs da série 16] fará com que algumas configurações tenham que ser feitas para que um jogo rode bem”, explica o especialista, que indica a linha superior para quem desejar fazer uso constante da tecnologia de iluminação.

A Série GeForce GTX 16 de placas da Nvidia é composta pelos seguintes modelos, em ordem crescente de poder de fogo e com os modelos adicionais que garantem ainda mais performance:

  • GeForce GTX 1650;
  • GeForce GTX 1650 Super;
  • GeForce GTX 1660;
  • GeForce GTX 1660 Super;
  • GeForce GTX 1660 Ti.

Na média, as placas de vídeo dessa família custam de R$ 1.300 a R$ 1.500, levando em conta o modelo 1660, indicado pela Nvidia como o melhor custo-benefício da categoria.

GeForce RTX Série 20

Chips dedicados a Ray Tracing e inteligência artificial de otimização tornam linha RTX o topo de linha da Nvidia no Brasil (Imagem: Divulgação/Nvidia)

Agora vamos falar do panteão e dos modelos mais poderosos do mercado atual. As GPUs da família RTX não apenas chamam a atenção por suas especificações brutas, mas também pela presença de sistemas otimizados voltados para o tão comentado Ray Tracing, citado por Ziebert como “um sonho antigo da indústria de jogos” que está se tornando realidade agora, bem como pelos sistemas de inteligência artificial que otimizam o desempenho e os recursos de acordo com o que é pedido pelo game.

O que torna esse novo sistema de iluminação tão incrível é o seu realismo. “Até agora, o que tínhamos era uma interpretação artística da iluminação, criada e manipulada por desenvolvedores. O Ray Tracing traz uma simulação fidedigna de como os raios de luz se comportam em um ambiente”, explica o especialista, indicando que esse aspecto traz novas maneiras de se jogar e até vantagens competitivas.

Como dá para imaginar, trata-se de um elemento bastante dispendioso em termos de desempenho. Para garantir que tudo funcione bem, as placas de vídeo da linha RTX possuem chips dedicados exclusivamente a essa tecnologia, que fazem todo o trabalho e, sendo assim, não “roubam” processamento dos núcleos centrais da placa de vídeo.

O mesmo também vale para outro mecanismo, chamado DLSS (Deep Learning Super Sample), uma inteligência artificial que balanceia os recursos do sistema para entregar o melhor desempenho possível e, ao mesmo tempo, realizar upscalling nas imagens, garantindo que esse funcionamento aprimorado também acompanhe uma boa qualidade de imagem e resoluções mais altas. O sistema é aplicado pela fabricante em parceria com as desenvolvedoras de jogos e a ideia é que os principais títulos do mercado contem com ele.

Nesse segmento, falar em 1080p e 60 fps é mais do que o padrão, com Ziebert apontando que o modelo mais indicado, a GeForce RTX 2060 Super, é capaz de rodar os games nesse aspecto com todos os elementos gráficos no Ultra. Em modo High, resoluções de 1440p podem ser atingidas tranquilamente, e os usuários podem até ir além caso manipulem as configurações de acordo com o exigido e fazendo uso do DLSS.

A Série 20 de placas da Nvidia é composta pelos seguintes modelos, em ordem crescente de poder de fogo e com os modelos adicionais que garantem ainda mais performance:

  • GeForce RTX 2060;
  • GeForce RTX 2060 Super;
  • GeForce RTX 2070;
  • GeForce RTX 2070 Super;
  • GeForce RTX 2080;
  • GeForce RTX 2080 Super;
  • GeForce RTX 2080 Ti.

Por mais que as placas de vídeo anteriores sejam plenamente capazes de rodar o Ray Tracing, a Nvidia indica que apenas a linha RTX possui os componentes necessários para que esse processamento seja otimizado. O mesmo também vale para o DLSS, com sistemas de otimização até presentes em placas anteriores, mas funcionando da melhor maneira possível apenas aqui.

Toda essa performance, claro, traz uma etiqueta de preço grandinha. Modelos da GeForce RTX 2060 custam em torno dos R$ 2.000, podendo chegar até os R$ 7.000 caso o jogador esteja mirando numa RTX 2080 Ti. E, aqui, claro, o sonho dos 4K a mais de 60 quadros por segundo é realizado plenamente, com performance de sobra para rodar absolutamente qualquer coisa.

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