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Mercado de PCs enfrenta pior fase em anos e vendas desabam 21%; pior ainda está por vir

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Notebooks Dell sobre uma mesa
Reprodução/ChatGPT, Dell

Com a atual crise de hardware, não é difícil imaginar que as vendas têm sido severamente impactadas, já que os preços dos componentes estão nas alturas. Um novo levantamento da Counterpoint Research deixa isso bem claro, mostrando que o envio de PCs caiu 21% em um ano, considerando o terceiro trimestre, número que deve aumentar até o fim do ano.

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No terceiro trimestre de 2026, o envio de PC caiu para 57 milhões de unidades contra os 72 milhões do mesmo período do ano passado. Quem mais sofreu o baque foi a HP, registrando queda de 31%, seguida da Dell com 25% e da Lenovo com 23%. O top 5 de empresas que mais sofreram prejuízo é composto ainda pela Apple com 11% e pela ASUS com 7%. Outras empresas somam 16% juntas.

Somente Apple e ASUS aumentaram participação no mercado

Mesmo com essas quedas, a posição de cada fabricante permanece a mesma no mercado. A Lenovo ainda é líder com 26,3% da fatia. Mesmo com a maior queda, a HP ainda segue em segundo lugar com 18,1% e a Dell vem em seguida com 13,3%. Apesar da queda, Apple e ASUS aumentaram suas participações para 9,8% e 9,2%, respectivamente.

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Esses 21% de queda no período em questão mostram a gravidade do cenário atual, mas ele promete ficar pior. A previsão para o quarto trimestre de 2026, comparada ao mesmo período de 2025, é de queda de 27% nesse mercado.

Esse levantamento revela ainda que um módulo de 8 GB DDR4 SODIMM (para notebooks e mini PCs) e um SSD NVMe de 1 TB tiveram pico de encarecimento no primeiro trimestre de 2026, chegando a ficar 110% e 126% mais caros, respectivamente, o que acaba elevando os preços dos notebooks e mini PCs e, consequentemente, diminuindo o volume de vendas por conta do repasse dos reajustes.

A Counterpoint Research diz ainda que entre o final desse ano e o começo de 2027, deve haver uma estabilização nos preços desses componentes para menos do patamar atingido no período em que o encarecimento começou, embora executivos das maiores fabricantes, como a Micron, afirmem que a situação deve ficar pior até meados de 2028.