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Falta de controle sobre a tecnologia afeta a saúde mental, indica estudo

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Pesquisa Logitech sobre saúde com tecnologia
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A sensação de controle sobre as ferramentas tecnológicas do cotidiano deixou de ser um detalhe para se tornar um fator determinante para a saúde mental, o bem-estar e o potencial de realização. A conclusão é do levantamento da Logitech, chamado de "Ctrl Tomorrow", após ouvir mais de 9 mil pessoas e 1.350 gestores de TI em nove países, incluindo o Brasil.

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A pesquisa revela que apenas 30% da população global relata ter alto grau de autonomia na gestão das tecnologias com as quais lida no dia a dia, enquanto somente 10% sentem que estão verdadeiramente no comando do ecossistema digital que utilizam. Em contrapartida, cerca de 4,2 bilhões de pessoas sofrem com o impacto emocional da falta de domínio sobre seus equipamentos, convivendo com sensações recorrentes de exaustão, ansiedade e impotência diante de falhas técnicas.

O peso do atrito tecnológico e o otimismo dos brasileiros

A perda de controle sobre o hardware e o software gera custos diretos para o equilíbrio pessoal. Cerca de três em cada cinco pessoas afirmam que os atritos e problemas com a tecnologia afetam negativamente o seu humor após o expediente de trabalho. No entanto, quando as ferramentas funcionam com fluidez, 52% dos entrevistados relatam ter alcançado objetivos que antes pareciam impossíveis.

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O levantamento também apontou discrepâncias culturais relevantes sobre a percepção das inovações. Enquanto a Europa demonstra maior ceticismo em relação aos avanços digitais, os mercados emergentes demonstram altos índices de otimismo. No Brasil, 84% das pessoas acreditam que a tecnologia cria novas oportunidades de vida em vez de gerar mais pressões, e 78% concordam que as ferramentas digitais alavancam seu desenvolvimento pessoal.

Analisando a aceleração das inteligências artificiais e das plataformas abstratas, a CEO da Logitech, Hanneke Faber, pontuou que "quando os seres humanos controlam a tecnologia de hoje, controlamos o amanhã". A pesquisa revelou ainda um movimento de ancoragem no mundo físico: quase dois terços das pessoas dizem se sentir mais seguras e no controle quando interagem com hardwares táteis e dispositivos tangíveis.

Por último, uma observação interessante: 81% dos gamers dizem que os jogos desenvolvem sua confiança na vida real e reduzem a ansiedade, resultando em melhor desempenho no trabalho. Essa não é a primeira (nem será a última) vez que jogos são atrelados a algo positivo (sempre na dose certa, é claro). A ciência já chegou até mesmo a listar alguns títulos que ajudam a relaxar e reduzir a solidão, por exemplo.