Dell lança servidor PowerEdge XE7745 no Brasil com produção nacional
Por Diego Corumba |

A Dell anunciou nesta terça-feira (20) o lançamento do servidor PowerEdge XE7745 no Brasil. Ele será produzido localmente, com fabricação em instalação própria na cidade de Hortolândia/SP. A meta é oferecer agilidade maior na entrega e preço competitivo.
O grande destaque é que a máquina é uma aposta versátil, com o objetivo de atender os data centers com diferentes demandas para inteligência artificial em nosso país.
Este é o 1º servidor de inteligência artificial produzido em larga escala no Brasil, o que a Dell define como um grande passo para o nosso mercado. O objetivo é mostrar que o território tem aptidão como “AI Factory”.
No evento de lançamento, o presidente da Dell no país, Diego Puerta, afirma que trouxeram o servidor PowerEdge XE7745 por enxergar um crescimento da indústria tech com a sua presença.
“Fizemos um lançamento por acreditar no potencial de transformação”, diz o executivo.
De acordo com Diego, a companhia detém 48% do mercado de servidores no Brasil e, com a chegada do novo equipamento, eles visam manter a liderança e impulsionar ainda mais sua presença.
PowerEdge XE7745 traz versatilidade
A Dell traz o PowerEdge XE7745 como uma opção versátil para o mercado do Brasil. Equipado com 2 processadores AMD EPYC 9005 de 5ª Geração, ele conta com até 192 núcleos e 384 threads, baseados nas arquiteturas Zen5 e Zen5c.
Ele tem suporte a até 8 GPUs NVIDIA Blackwell de largura dupla, ou 16 placas de vídeo de largura única — o que será determinado por cada cliente. O servidor é um modelo modular, o que permite sua saída com diversas configurações distintas.
Em memória RAM, por exemplo, o equipamento traz 24 slots para DDR5 com suporte a até 3,072 TB. Já em relação ao seu armazenamento, o PowerEdge XE7745 é compatível com até 8 NVMe EDSFF E3.S de 5ª geração para, no máximo, alcançar 122,8 TB.
O data center leader Latin America da Dell, Joel Brawerman, também destacou o sistema térmico, com a arquitetura que facilita a passagem do fluxo de ar. Assim, mantém seu desempenho sem a necessidade de alto consumo de energia do resfriamento líquido.
Brasil no cenário de AI Factory
O lançamento serviu de palco para discutir o cenário nacional de inteligência artificial, com a presença do gerente geral da AMD, Sergio Santos, o diretor geral da Kyndryl, Spencer Gracias e o gerente executivo de engenharia de vendas da Ascenty, Rafael Astuto, em mesa redonda com a Dell para o debate.
Na ocasião, foi discutido o papel do Brasil como AI Factory e como o país ainda tem um longo caminho a percorrer no mercado corporativo nacional — assim como os desafios encontrados atualmente.
Sergio revelou que enxerga um crescimento em inferência e na presença de agentes de IA, mas ainda falta infraestrutura pronta e capacitação para trabalhar com a tecnologia.
Já Spencer, da Kyndryl, acredita que o caminho está na arquitetura híbrida: com parte das operações na nuvem, a outra que rode de forma local nos servidores.
Por fim, Rafael, da companhia Ascenty, destaca que é preciso pensar no consumo energético. Ele aponta que as empresas estarão prontas quando reforçarem as suas principais estruturas para servidores como os cabos, geradores e equipamentos NoBreak.
“Antes, 150 Kw eram gastos em uma formação com 100 racks. Hoje, é possível ver um consumo assim em um rack só”, aponta o profissional.
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