Alerta na Intel: AMD abocanha fatia histórica no mercado de CPUs, ultrapassando 30%
Por Raphael Giannotti |
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Desde o lançamento dos processadores Ryzen em 2017, a AMD começou uma longa jornada de retomada da parte perdida da fatia do mercado, amplamente dominado pela rival Intel. Quase 10 anos depois, o Time Vermelho agora passa de 30% de presença em CPUs x86, uma recuperação graças às mudanças com a arquitetura Zen e ao comodismo da Intel na época.
A informação vem da empresa de pesquisa de mercado Mercury Research em seu mais novo relatório. Segundo ela, o segundo trimestre de 2026 fechou com a AMD dominando 30,3% da fatia e a Intel ficando com os 69,7% restantes, já que o mercado de CPUs x86 tem o duopólio das duas empresas.
Crescimento de CPUs desktop e mobile da AMD
Os dados mostram que esse crescimento foi puxado principalmente pelos chips para computadores de mesa. No segmento de CPUs para desktops, a participação da AMD subiu para 34,9%, registrando um avanço de quase 3% no comparativo ano a ano. Em contrapartida, a Intel manteve 65,1% da fatia nesse segmento.
No mercado de notebooks e dispositivos móveis, a empresa liderada por Lisa Su atingiu 28,9% de participação, o que representa um aumento de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Somando todos os clientes (desktops e notebooks), a AMD alcançou 30,3% de participação total em envios de chips x86, alta de mais de 6% nos últimos 12 meses.
A única métrica em que houve um leve recuo foi no envio bruto de unidades para desktops em relação ao trimestre passado, caindo cerca de 1%, embora as receitas com essas vendas tenham subido devido ao aumento no preço médio dos processadores vendidos.
Esse avanço reflete o impacto de uma reconstrução de quase uma década na divisão de hardware. Ao sair de uma posição marginal na era dos processadores FX para romper a barreira dos 30%, a empresa colhe os frutos de uma estratégia focada no design modular de chiplets e na eficiência da arquitetura Zen.
O cenário coloca pressão sobre a Intel, que enfrenta o desafio de conter a perda de espaço nos PCs enquanto tenta reestruturar suas linhas de produção e recuperar a confiança de usuários e parceiros. Em se tratando de processadores Ryzen para desktop, a AMD tem dominado as vendas com folga em vários mercados.
A AMD e a Intel são parceiras na proteção do ecossistema x86, na tentativa de barrar o avanço da arquitetura Arm no Windows com os chips Qualcomm Snapdragon e os RTX Spark da NVIDIA que chegam ainda nesse ano.