Smartphone de Jeff Bezos pode ter sido hackeado por príncipe saudita

Por Wagner Wakka | 22 de Janeiro de 2020 às 11h55
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O CEO da Amazon, Jeff Bezos, teve seu WhatsApp hackeado pelo príncipe saudita Mohammed bin Salman. O caso aconteceu em maio de 2018, de acordo com levantamento do The Guardian.

Os dois começaram a conversar pelo mensageiro depois de Bezos realizar uma viagem à Arábia Saudita. Foi quando o príncipe enviou um vídeo ao executivo. Após rodar o arquivo, o smartphone do fundador da Amazon foi comprometido e “uma alta quantidade de dados transferida”. O jornal não especifica o que exatamente foi acessado.

Salman teria se utilizado de uma vulnerabilidade do app descoberta em maio de 2018, chamada de Pegasus. Em resposta, a embaixada saudita nos Estados Unidos rebateu a acusação. “A reportagem recente que sugere que o governo esteja por trás do hack ao telefone de Jeff Bezos é um absurdo. Exigimos uma investigação sobre essas acusações de forma que possamos descobrir os fatos”, escreveu a embaixada no Twitter.

Esta hack pode ter relação com um caso de chantagem que veio a tona em fevereiro de 2019, quando Bezos acusou o site National Enquirer de ameaçar expor fotos íntimas e textos dele sobre um caso extraconjugal.

Meses depois, Bezos e sua então esposa MacKenzie anunciaram o divórcio, o que teria feito o executivo buscar a origem do vazamento das informações. A suspeita recaiu sobre o vídeo enviado pelo saudita, que supostamente teria sido o informante do site National Enquirer.

O príncipe também é acusado pelo assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, quem advogava por direito civis no país. Em entrevista ao The Guardian, o especialista em Oriente Médio, Andrew Miller, aponta que o hack a Bezos poderia ser uma forma de encontrar algo para controlar o Washington Post, veículo que cobriu amplamente o caso de Khashoggi.

Apesar da acusação, ainda não há provas de que Salman esteja envolvido com os vazamentos do executivo da Amazon.

Fonte: The Guardian

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