Serasa Experian revela que 16,4% dos e-commerces brasileiros não possuem SSL

Por Se Hyeon Oh | 16 de Maio de 2019 às 09h19

O Serasa Experian, em parceria com a BigData Corp, revelou um estudo onde diz que a cada seis lojas de e-commerce no Brasil, uma ainda não possui certificado de segurança para proteção de dados, indicando que vários brasileiros podem ter tido os seus dados pessoais expostos durante alguma compra online.

Ao todo, 16,4% dos 920 mil e-commerces nacionais não possuem certificado de segurança SSL (Secure Socket Layer), que criptografa os dados trafegados no servidor e permite uma conexão segura.

Apesar disso, a pesquisa também revelou que houve uma melhora no volume de lojas que buscaram o certificado de segurança. Conforme os dados de abril de 2019 analisados pela Serasa Experian e BigData Corp, 83,6% das lojas online já possuíam o SSL, em comparação com os 79,9% constatados em agosto de 2018.

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Mauricio Balassiano, diretor de certificação digital da Serasa Experian, diz que as pessoas correm riscos ao buscar produtos em sites desprotegidos e que é importante verificar as evidências que indicam a segurança da loja online, tais como a imagem de um cadeado na barra de endereço, além do “s” que vem logo após o “http” (https).

Imagem do cadeado e a presença do "https" que indicam que o site é seguro 

Além disso, Maurício ainda frisa que, em períodos de grande movimento no varejo eletrônico, como na Black Friday e datas especiais como o Dia das Mães, as tentativas de ataques e fraude aumentam consideravelmente através de iscas que envolvem e-mails falsos com ofertas inacreditáveis.

Portanto, apesar de o comércio online estar em constante crescimento, a quantidade de cibercriminosos que miram os internautas também aumenta e é sempre necessário estar atento ao supracitado “cadeadinho” da barra de endereços, a presença de um “s” após o http, formando a sigla “https” antes do endereço do site. É válido destacar também que ofertas, promoções e condições muito abaixo da média do mercado costumam ser uma grande armadilha, podendo levar o usuário a ser vítima de práticas de phishing. Afinal, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”, não é?

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