Responsáveis pelo Ashley Madison confirmam autenticidade de dados vazados

Por Redação | 19 de Agosto de 2015 às 16h53

Está sendo um dia difícil para quem decidiu apostar na infidelidade online. A Avid Life Media, responsável pelo site de encontros sexuais Ashley Madison, confirmou a veracidade dos dados vazados nesta quarta-feira (19), quando um arquivo de quase 10 GB foi publicado na Deep Web contendo nomes, endereços de email, fotos e informações pessoais de boa parte de seus usuários.

A empresa responsável pelo serviço, que já havia confirmado a invasão original em seus servidores, disse ter verificado o conjunto de dados. Por outro lado, negou que as informações de cartões de crédito associadas à conta também teriam sido obtidas em seus servidores, já que a Avid Life não registraria as informações de cobrança após a assinatura pelos membros.

O vazamento acontece cerca de um mês depois da ameaça dos hackers do Impact Team, um grupo que diz estar agindo em prol da moral e dos bons costumes. Em julho, quando revelou estar de posse dos arquivos, os responsáveis pelo ataque exigiram que o Ashley Madison e outros sites do grupo, como o Established Men, que conecta jovens do gênero feminino a homens bem-sucedidos, fossem fechados. Como os pedidos não foram atendidos, as informações acabaram sendo liberadas.

Como forma de não ser rastreado, o Impact Team liberou o arquivo na Deep Web, mas não demorou muito para que as informações aparecessem também na superfície da internet, seja por meio de redes sociais ou fóruns como o 4Chan e o Reddit. O principal efeito prático do vazamento é a revelação de quem exatamente está no serviço, uma vez que 37 milhões de usuários teriam sido expostos como parte do vazamento.

Especialistas em segurança também teriam analisado os dados, confirmando sua veracidade e até mesmo localizando alguns conhecidos, que negaram a informação de que o Ashley Madison não armazenaria dados de cartões de crédito. Muito pelo contrário, alguns usuários tiveram sim seus dados bancários vazados, o que torna toda a questão muito mais complexa para a Avid Life Media.

O Impact Team também voltou à carga de críticas, afirmando que o Ashley Madison não apenas promove encontros extraconjugais como também adota práticas ilegais com seus clientes. É o caso, por exemplo, de uma suposta cobrança de US$ 19 para que eles tivessem seus dados apagados dos servidores – algo que nem mesmo acontecia de fato – e a existência de milhares de perfis falsos do gênero feminino controlados por funcionários da plataforma, criados para ludibriar os homens e passar a falsa impressão de que existem muitas mulheres utilizando a plataforma.

“Processe-os e peça indenização. Em seguida, siga em frente com sua vida. Aprenda uma lição, faça as pazes. Você vai superar isso”, concluem os hackers em comunicado que acompanha os dados vazados. A Avid Life Media refutou as acusações, afirmando que os responsáveis pelo vazamento são criminosos, e não ativistas, e que serão processados de acordo com a lei.

Fonte: Reuters