Presidente Bolsonaro também foi alvo de hackers, diz Ministério da Justiça

Por Felipe Ribeiro | 25 de Julho de 2019 às 11h34
OitoMeia

Deflagrada na terça-feira (23), a Operação Spoofing, da Polícia Federal, pendeu quatro suspeitos de terem realizado as invasões aos celulares do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e de procuradores da Operação Lava-Jato, como Deltan Dallagnol. Mas parece que as invasões não pararam por aí. O Ministro da Economia Paulo Guedes, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL) e o presidente Jair Bolsonaro também foram vítimas dessas invasões.

Por meio de nota, o Ministério da Justiça confirmou a invasão aos celulares do presidente:

"O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi, por questão de segurança nacional, informado pela Polícia Federal de que aparelhos celulares utilizados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, foram alvos de ataques pelo grupo de hackers preso na última terça feira (23). Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao Presidente da República".

Segundo apuração do Estadão, a informação foi transmitida pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, a Bolsonaro em uma reunião na manhã desta quarta-feira (24). O ministro classificou a situação como gravíssima. A PF está aprofundando as investigações para ver a extensão dos ataques criminosos.

A investigadores da Operação Spoofing, Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, um dos presos, afirmou ter dado ao jornalista Glenn Greenwald acesso a informações capturadas do aplicativo Telegram. A defesa do jornalista, fundador do site The Intercept Brasil, disse, em nota, que “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

Muito embora tenha confessado o crime, Neto é estelionatário e já teve passagens pela Polícia. Segundo a PF, as investigações serão aprofundadas para que haja certeza de que ele é, de fato, o invasor dos aparelhos e a principal fonte das matérias de Greenwald. Ainda segundo o Estadão, que obteve informações com duas fontes de alto escalão dentro da operação, "Vermelho" confirmou que teve contato com Greenwald, afirmando conhecê-lo. Mas, justamente por seu histórico de estelionato, a corporação vai aguardar para confirmar.

Fonte: Estadão

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