Juíza substituta da Lava Jato diz que também teve o celular invadido por hackers

Por Se Hyeon Oh | 13 de Junho de 2019 às 10h11

Na semana passada, o ministro Sergio Moro disse ter tido o seu celular invadido por um hacker (ou um grupo de hackers) e ainda teve as suas mensagens de Telegram expostas ao público. Não bastando isso, esse mesmo invasor enviou mensagens aos membros do grupo do Telegram do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) através do celular pertencente ao conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza. Pelo visto, essa história está longe de acabar e, possivelmente, pode ser apenas a ponta do iceberg de uma invasão colossal.

Isso porque, nesta quarta-feira (12), algumas horas após o incidente com Weitzel, a juíza substituta da Operação Lava Jato, Gabriela Hardt, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, afirmou que também teve seu celular invadido.

A informação foi corroborada pela Justiça Federal, que, em nota oficial, afirma que a invasão aparentemente foi feita “pela mesma pessoa/grupo que invadiu os aparelhos dos procuradores". Essa mesma nota diz que a juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e enfatiza que a invasão de aparelhos de autoridades públicas “atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme”.

Obviamente, a Polícia Federal já está investigando as recentes invasões estão colhendo indícios para averiguar o autor (ou os autores) desses crimes, além de estarem tentando saber quais informações das conversas privadas do ministro foram expostas e qual o método utilizado pelos hackers. Quatro inquéritos investigam os ataques semelhantes.

Fonte: G1

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