Ex-empreiteiro da NSA é sentenciado a 9 anos de prisão por roubo de dados

Por Wagner Wakka | 24 de Julho de 2019 às 09h19
Divulgação

Um ex-empreiteiro contratado pela Agência Nacional da Segurança (NSA na sigla em inglês) foi preso no último dia 19 de julho em um caso que começou em 2017. Harold “Hal” Martin III foi sentenciado a nove anos de prisão sob a acusação de roubar, durante duas décadas, documentos secretos do governo dos Estados Unidos.

A acusação começou em 2017, quando Hal teria pego e levado para sua própria casa uma centena de páginas de documentos com informações sigilosas. Ele já contava com 20 acusações, mas, após se considerar culpado, fechou acordo que reduziu a ação a apenas uma, resultando em nove anos de prisão.

“Harold Martin teve acesso a algumas das informações mais sensíveis da nação. No lugar de respeitar a confiança colocada nele pelo povo americano, Martin violou tal confiança e colocou a segurança da nação em risco”, escreveu o advogado assistente geral da nação, John Demers, em nota.

Mas não é só isso a que Hal deve ser submetido. Após a soltura do ex-empreiteiro, ele ainda permanecerá em vigilância por três anos. A suspeita é de que Hal tenha passado duas décadas, enquanto trabalhava para a NSA, roubando informações do órgão. Com acesso irrestrito a diversas áreas da agência, ele simplesmente entrava nos locais e pegava cópias dos documentos.

Segundo os procuradores, ele tinha pilhas e pilhas de documentos em um abrigo, em seu carro e também em casa. Em uma busca no computador de Hal, a polícia encontrou cerca de 50 terabytes de informações sigilosas. Entre os arquivos, havia planos de operações extremamente confidenciais, nomes de agentes infiltrados, além de 10 armas sem registro. Os procuradores, contudo, ainda não sabem dizer se tais informações foram parar nas mãos de adversários estrangeiros.

Esta não é a primeira vez que ele vai preso. Em 2016, Hal foi detido por conta do vazamento de ferramentas de hacking da NSA. Um grupo chamado Shadow Breakers tomou para si a autoria do vazamento. Havia suspeitas de que Hal estivesse envolvido no evento.

Contudo, ainda é incerto se tais ferramentas foram enviadas ao governo russo diretamente e se há uma relação com a quantia de informação que Hal tem em casa.

A defesa do ex-empreiteiro informa que ele tem doenças mentais, o que o faz ter um impulso por guardar coisas, principalmente documentos secretos.

O número de casos de vazamento de informações secretas tem preocupado os últimos governos dos EUA. Tanto a administração de Donald Trump quanto a de Barack Obama aumentaram investimentos para segurança de dados sigilosos do país.

Fonte: Wall Street Journal

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