Antes de eleições, União Europeia define medidas para punir cibercriminosos

Por Thaís Augusto | 17 de Maio de 2019 às 18h40

A União Europeia (UE) anunciou nesta sexta-feira (17) medidas para penalizar hackers responsáveis por ciberataques que afetem países do bloco econômico. A punição será aplicada apenas para ataques que se originam fora da União Europeia.

Os cibercriminosos flagrados podem ser proibidos de entrar em qualquer um dos 28 países que compõe a União Europeia e ainda podem encarar o congelamento de bens. Holanda e Grã-Bretanha foram os primeiros a concordar com as medidas, superando uma relutância inicial da Itália.

"Esta é uma ação decisiva para impedir futuros ataques cibernéticos", disse o secretário de Relações Exteriores britânico, Jeremy Hunt, em um comunicado.

O anúncio acontece há poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu, entre 23 e 26 de maio – a novidade deve ajudar as autoridades que monitoram campanhas de desinformação e ataques cibernéticos.

As medidas da União Europeia também podem acabar atingindo países como Rússia, China e Coreia do Norte, onde autoridades ocidentais acreditam existir uma sofisticada operação de hackers e softwares de vigilância. De acordo com a teoria, os países usariam grupos criminosos para mascarar a origem de seus ciberataques.

No caso da Rússia, CIA e FBI concluíram que o país coordenou ataques cibernéticos para interferir nas eleições presidenciais de 2016 em favor de Donald Trump.

"Nossa mensagem aos governos, regimes e gangues criminosas que estão se preparando para realizar ciberataques é clara: a comunidade internacional tomará todas as medidas necessárias para preservar o estado de direito e as regras do sistema internacional que tornam nossas sociedades seguras", afirmou Hunt no comunicado.

Fonte: Reuters

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