Alerta no mundo: hackers atacam estações de energia e podem sabotar transmissão

Por Redação | 06 de Setembro de 2017 às 15h44

Não basta a Coreia do Norte. Agora, surgiu outra preocupação. Grupos de hackers estão mirando as estações de distribuição de energia nos Estados Unidos e na Europa e já têm capacidade para sabotar as redes elétricas de vários países. Consequência? Interromper o fornecimento de energia numa metrópole, por exemplo.

Um desses grupos, chamado de Dragonfly pela Symantec, uma empresa de cibersegurança que investiga esses ataques, está em operação desde 2011, mas operava abaixo do radar depois de ter sido exposto pela primeira vez, em 2014. Na época, os hackers tinham instalado secretamente uma backdoor nos sistemas de controle das estações de energia nos EUA e Europa.

Agora, a empresa relata que o grupo retomou as operações e trabalha desde o fim de 2015. Seus membros já teriam invadido as instalações de pelo menos três países: EUA, Turquia e Suíça.

Hackers querem aprender

Em comunicado, a Symantec explica que o grupo está interessado em aprender como funcionam as instalações de energia com o objetivo de tomar o controle dos sistemas.

Aparentemente, o grupo está operando, por enquanto, no modo de coleta de informações, mas a Symantec adverte que um começo silencioso é muitas vezes um prelúdio para tentativas deliberadas de sabotagem. 

Os investigadores ainda não conseguiram identificar quem está por trás dos atos do Dragonfly. Eles já encontraram códigos em russo e francês, mas acreditam que as diferentes línguas são uma forma de despistar a apuração.

Apagão na Ucrânia

Os ataques ao setor de energia têm aumentado nos últimos anos, principalmente na Ucrânia. O país foi vítima de um apagão em 2015, provocado por um grupo chamado Sandworm. No ano seguinte, a capital Kiev também ficou às escuras.

Mas outros países, incluindo a Inglaterra e os EUA, já sofreram tentativas mais silenciosas de infiltração. Agências de segurança alertaram em julho que interceptaram tentativas de conexões de vários endereços de IP do Reino Unido aos sistemas de energia.

Fonte: The Guardian

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