Adolescente que hackeou autoridades dos EUA é condenado a dois anos de prisão

Por Natalie Rosa | 24 de Abril de 2018 às 10h45
photo_camera ITV News

Um adolescente britânico foi condenado a dois anos de prisão por hackear os computadores de oficiais do governo americano, entre eles o diretor da CIA e o vice-diretor do FBI.

O crime aconteceu entre junho de 2015 e fevereiro de 2016, ganhando destaque na mídia em outubro do ano passado. Kane Gamble, que na época tinha apenas 15 anos, se declarou culpado de 10 acusações, sendo oito por "executar uma função com a intenção de garantir acesso não autorizado" e duas de "modificação não autorizada de material em computador".

Os crimes

Utilizando o codinome "Cracka", Gamble era líder de um grupo conhecido como "Crackas With Attitude (Crackas com Atitude), ou CWA, e tinha como missão chegar até os governantes dos Estados Unidos. Os fatores que motivaram os cibercriminosos a fazerem os ataques surgiram por entenderem "o quão corrupto e frio é o governo dos EUA".

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Os jovens obtiveram acesso à conta de e-mail da AOL de John Brennan, ex-diretor da CIA, e disseram que "foi muito fácil" e que "até uma criança de cinco anos poderia fazê-lo".

Em seguida, o grupo invadiu diversas contas pertencentes a James Clapper, ex-diretor de inteligência nacional, como seu e-mail pessoal, o de sua esposa, além de sua conta de telefone e de internet. Supostamente, os hackers também fizeram com que todas as chamadas para o número residencial de Clapper fossem redirecionadas ao Movimento Palestino Livre.

Também sofreram ataques as contas de Amy Hess, diretora assistente da divisão de ciência e tecnologia do FBI, usadas para baixar filmes como Hackers, V de Vingança e filmes pornográficos.

Os cibercriminosos também atacaram as contas de outros nomes importantes, como Mark Guiliano, ex-vice-diretor do FBI; Avril Haines, o vice-conselheiro de segurança nacional de Barack Obama; e John Holdren, conselheiro sênior de tecnologia de ciência e tecnologia, também do ex-presidente dos Estados Unidos.

Os adolescentes tiveram acesso a documentos secretos com informações sobre operações militares e de inteligência no Iraque e no Afeganistão, divulgando dados de contato de mais de 2 mil policiais federais e locais.

Justificativa

Apesar de afirmar à Justiça que estava sendo ingênuo e que nunca teve a intenção de prejudicar suas vítimas, Gamble foi sentenciado. Segundo informações da BBC, o juiz descreveu o crime do jovem como "uma campanha extremamente desagradável de terrorismo cibernético com motivação política".

Para aliviar sua reputação, Gamble estava divulgando bugs de segurança que podem ser perigosos para dados de empresas, mas agora vai passar dois anos cumprindo pena em um centro de detenção para jovens.

Fonte: Gizmodo, The Guardian

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