Uber pede desculpas e promete mudanças para reverter banimento em Londres

Por Redação | 25 de Setembro de 2017 às 12h58

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, pediu desculpas à prefeitura de Londres pelos erros que levaram ao possível banimento do aplicativo de transportes na capital inglesa. Na última sexta-feira (22), a prefeitura da cidade negou o pedido de renovação de licença da companhia, impedindo seu funcionamento a partir do dia 30 de setembro, quando a documentação atual chega ao fim.

A carta aberta de Khosrowshahi chega no mesmo dia em que a companhia inicia seu recurso junto à cidade, pedindo por uma análise adicional e reversão da decisão. No texto, o CEO afirma que o apelo é feito em nome dos milhões de cidadãos que utilizam o serviço em Londres todos os dias, mas que a companhia também reconhece seus erros e sabe que precisa melhorar, comprometendo-se a fazer isso não apenas em Londres, mas em toda sua operação ao redor do mundo.

O executivo não entrou em detalhes sobre os erros que estão sendo reconhecidos, mas essa resposta veio, em partes, na fala do diretor de cidades da Uber para o Reino Unido, Fred Jones. Segundo ele, entre os esforços que já estão em andamento está uma cooperação com a polícia local para saber como os incidentes devem ser reportados e qual a melhor maneira de dar apoio tanto aos passageiros quanto à justiça caso algo aconteça com os usuários. Entretanto, o executivo afirma que o departamento de transportes londrino não foi muito claro quanto ao que, especificamente, precisa ser trabalhado pela companhia.

Alguns dos pontos, entretanto, estão na própria justificativa da prefeitura para negar a renovação da licença. A decisão divulgada na última semana e assinada pelo prefeito Sadiq Khan acusa a Uber de irresponsabilidade corporativa, principalmente na análise dos motoristas que são aprovados para a plataforma e no cuidado com os passageiros depois disso.

A prefeitura acusa a companhia de não realizar checagem de antecedentes criminais dos colaboradores interessados em dirigir pelo aplicativo, além de falhar em registrar crimes ocorridos durante sua utilização ou atender as vítimas da maneira adequada. Para a administração municipal, essa “falta de sensibilidade” por parte do aplicativo perdurou mesmo após sucessivos avisos e notificações.

Além disso, a prefeitura de Londres levantou preocupações quanto ao uso de softwares para rastreamento de passageiros mesmo após a finalização de corridas e também citou a utilização de plataformas que podem impedir a ação de órgãos regulatórios. A administração afirma que, na tentativa de se manter na vanguarda do mercado de transportes, a Uber acabou infringindo regras básicas, algo que a cidade não pode tolerar.

A atual licença de operação da Uber em Londres se encerra no próximo sábado (30), mas motoristas poderão continuar operando enquanto o recurso para reversão da decisão estiver vigente. A expectativa é de que os trabalhos na justiça durem, pelo menos, alguns meses, podendo se estender até 2018 de acordo com a deliberação de juízes e argumentos apresentados pela companhia.

O possível banimento da Uber em Londres gerou reações inflamadas de usuários, com uma petição realizada durante o final de semana chegando a 750 mil assinaturas. O pedido, entregue por representantes da sociedade civil à prefeitura da cidade na manhã de hoje, pede uma reversão imediata da negativa e o retorno do aplicativo a seu funcionamento pleno na capital do Reino Unido.

Fonte: Reuters

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