Varredura no GitHub: Nintendo derruba mais de 10 emuladores de uma vez
Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira |

A Nintendo voltou a atacar emuladores na plataforma GitHub, sob as normas do Digital Millennium Copyright Act (DMCA) – que protege os direitos autorais de suas obras, assim como de diversos estúdios e produtoras.
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Os serviços Citron, Eden, Kenji-NX, MelonNX, Pine, Pomelo, Ryubing, Ryujinx, Skyline, Sudachi, Sumi, Suyu e Yuza receberam notificações de ação judicial e terão de remover os seus softwares do site.
De acordo com o GitHub, quem desobedecer ao comando da Nintendo e não desativar “por bem” o seu emulador, ele será desativado “por mal”: todos têm um dia útil para a remoção e, caso não o façam, terão as suas pastas excluídas.
De acordo com o e-mail da plataforma, eles apenas seguem as imposições da Justiça em ações do gênero.
“Nunca foi nosso objetivo ou desejo derrubar projetos de código-aberto, mas sim ajudar nossos desenvolvedores a lidar com as questões do DMCA em seus projetos”, revela o GitHub.
Não é a primeira vez que a Nintendo toma um caminho contrário aos emuladores. Após encerrar os softwares Yuzu e Tropic Haze, eles também baniram diversos jogadores de Switch 2 que usavam cartuchos MIG Switch.
Manifesto dos emuladores
Alguns desenvolvedores se pronunciaram contra a ação da Nintendo sobre os emuladores de Switch e de outras plataformas que estão presentes em toda a internet.
O responsável pelo software Eden comentou no Discord o que achou desta movimentação e como atuará daqui em diante.
“É verdade, mas não é nada grandioso. Nosso repositório de lançamentos recebeu o aviso, então vocês provavelmente terão de baixar futuras versões diretamente de nós. A maioria deles são apenas “forks”, então era questão de tempo até recebermos uma notificação do DMCA no GitHub. Mas é por isso que nós (e outros emuladores) nunca hospedamos o código-fonte lá”.
Uma versão “fork” é uma cópia independente de um projeto com código-fonte, que permite que desenvolvedores sigam uma direção sem impactar a versão original. Ela é como um “teste”, na qual aplicam novas funcionalidades, corrigem bugs e outras para checar o funcionamento.
Ou seja, ainda que a Nintendo ordene que os arquivos sejam deletados, eles são meras cópias e não devem impactar o original — que permanece com os seus desenvolvedores.
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