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Review Control Resonant | Outro combo magnífico da Remedy

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Imagem de Control Resonant
Divulgação/Remedy Entertainment

Exige muito de um estúdio e de uma franquia mudar de gênero subitamente, mas nenhum projeto é difícil demais para a Remedy Entertainment. Control Resonant sai do sci-fi de ação para um verdadeiro hack and slash com uma missão: impedir o avanço do Ruído por todo o planeta.

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No papel de Dylan, o jogador encara todas as bizarrices e problemas vistos na sede do Federal Bureau of Control (FBC), mas no mundo externo. Em vez de corredores pequenos e salões distorcidos, tudo o que há de mais estranho está espalhado pelas ruas, avenidas e edifícios do cartão-postal estadunidense.

Contudo, o próprio protagonista não é uma pessoa comum. Ele é irmão de Jesse, heroína que se tornou diretora do FBC na primeira aventura da saga. Logo, ele possui habilidades excepcionais que serão utilizadas conforme você desce a porrada em dezenas de criaturas e chefões que encontra.

A missão é complexa, mas a Remedy Entertainment entregou um projeto extremamente consistente e que está repleto de alma. Em Control Resonant, não há mais uma história que contempla os maiores terrores que existem, mas sim uma em que poderá encará-los com unhas e dentes, o que é espetacular.

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Prós

  • Um hack and slash de muita qualidade

  • O gameplay tem tantas opções que se adapta a vários estilos

  • O estilo artístico é emblemático

  • Não reinventa a roda, mas a utiliza muito bem

  • Mesmo em “mundo aberto”, ele te direciona de forma acessível

Contras

  • Câmera não ajuda durante embates

Pancadaria de Control Resonant

O que mais se destaca na experiência é a possibilidade de, literalmente, “sair no soco” contra tudo o que se movimenta e te ameaça. Imagine se tivessem soltado os demônios em Nova York e Dante, de Devil May Cry, pudesse correr livremente para matá-los — é assim que você se sentirá com Dylan sob controle.

Óbvio que ele não tem metade do estilo do protagonista de DMC, porém se levar em conta que essa é apenas a primeira vez que ele sai do FBC, ainda há tempo para ele adotar uma postura de grande herói de ação. O básico, ao menos, ele sabe: “descer o braço” em monstros e distorções

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Control Resonant faz isso muito bem, diga-se de passagem. É possível executar combos, encarar uma verdadeira horda de inimigos simultaneamente, jogá-los para cima e finalizar no ar ou derrubá-los de penhascos, assim como criar diversos efeitos para causar mais dano — queimar, envenenar e outros. 

Confesso que, no fim de cada exército de inimigos e quando era desferido um golpe derradeiro, senti falta de um AAA ou SSS+ na tela, contudo isso não é um problema. A parte principal é que o herói consegue passar aquela sensação que Kratos, Dante e até Raiden passavam há algumas décadas. 

“O personagem principal de Control Resonant pode não ser o herói que você queria, mas com certeza era o que precisava nos videogames”, Diego Corumba

Um aspecto que me chamou a atenção em Control Resonant é que, dentro deste sistema, há tantas opções que a obra se torna quase personalizável por completo. Embora a aparência de Dylan seja mudada apenas até certo ponto, em questão de poderes você terá recursos até demais para utilizar

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Logo de início, terá três armas para escolher — cada uma com um fim distinto. Depois, surgem outras para usar em combinação com a sua principal. Somado à ampla árvore de habilidades de cada uma, um punhado de finalizadores diferentes, itens que o protagonista carrega e tudo mais, está aí a fórmula completa para ter um gameplay único.

Cada chefão derrotado concede um poder inédito, para completar, que pode ser selecionado entre duas escolhas. Ouso dizer que poucos jogadores verão alguém com habilidades extremamente similares, o que garante que muitos podem ter em mãos o que melhor se adapta ao seu estilo e não serem forçados a “aprender do zero” algo único. 

Além disso, nenhuma opção destas é definitiva. Se você se cansar de alguma delas ou sentir que outra escolha poderia facilitar mais o seu trabalho, estará livre para alterar em quase qualquer momento (exceto por momentos-chave da trama). Experimentei várias formas de lutar e todas são espetaculares.

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O visual aprimorado

Graficamente, Control Resonant não foge muito do que já foi apresentado em seu antecessor. Contudo, a iluminação e efeitos gráficos trazem o que havia de melhor em Alan Wake 2 para ressaltar o que já era excelente em 2023. 

A Remedy Entertainment, para elevar o patamar, ainda modifica toda Nova York de uma forma que, visualmente, impactará. Como se misturasse os filmes A Origem (2010) e Doutor Estranho (2016), temos prédios, ruas e parques que “se dobram” em si mesmos e formam cenários que, com certeza, você vai parar para contemplar.

Quem pensa que isso é apenas um apelo gráfico cometerá um engano grave. Muitas vezes o jogador sairá de uma calçada plana para caminhar em um prédio vertical, trocar de lado e realizar outras façanhas que desafiarão a sua percepção no meio do gameplay.

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Quando vi isso em trailers, confesso que assumi que isso tornaria a jogabilidade muito mais complexa do que deveria. Porém, a Remedy Entertainment sustentou a naturalidade que é mudar de “retrato para paisagem” durante a exploração, batalhas e outros momentos. É simples, veloz e bastante maneiro, vale notar.

Conforme avança, os jogadores ganham mais habilidades ao passar por missões para encontrar pistas sobre Jesse. Do pulo duplo e de planar em pleno ar do início ao “magnetismo arquitetônico” e à mudança na rotação do seu corpo, esses elementos adicionam mais camadas e fazem tudo se tornar mais divertido.

O caminho de Control Resonant

A história de Dylan também é algo que vai te impactar. Ele cresceu como uma cobaia do FBC e a sua aventura é o primeiro contato dele com o mundo externo em décadas. O protagonista não sabe como interagir socialmente, como funcionam as coisas e até é hostilizado por seus aliados pelos eventos que ocorreram no Control original. A vida dele não é simples.

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Enxergar as coisas por seu ponto de vista, ver suas relações evoluírem e ele passar de um completo peixe fora do aquário para um protetor é um caminho belíssimo e cheio de nuances. Vale o destaque para os personagens secundários como Zoe, a presença “ausente” de Jesse e outros que abrilhantam a experiência.

Toda essa construção, ao lado da trilha sonora, dos dilemas que Dylan encara com a monstruosidade dentro de si e os cenários que dobram a realidade, é muito valorizada. Há tudo o que torna os títulos da Remedy tão memoráveis, assim como mostra a maestria do estúdio ao mudar de gênero e acertar em cheio. 

Control Resonant não reinventa a roda, não há nada técnico ali que o jogador já não tenha visto em outros games — separadamente. O título reúne o que há de melhor de gameplay, cenário, trilha sonora e ação e somam ao seu know-how para se contar excelentes histórias e trazer personagens envolventes para dar vida à obra.

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Você não sente, em momento algum, que ele é cópia de outros hack and slash. Do mesmo modo, também vê como uma sequência autêntica de Control — ainda que siga um caminho único. Conseguir isso é algo louvável e este é, de longe, uma das melhores experiências do mercado dos games em 2026.

“Levando tudo em consideração, valorize seu suado dinheiro e pense bem entre aquele AAA duvidoso de R$ 400 e uma obra dessas por até R$ 231”, Diego Corumba

Minha única crítica a tudo que joguei é em relação à câmera, que não acompanha tão bem Dylan durante os momentos intensos. Aqui e ali verá um inimigo na frente dela, um prédio ou veículo que cobre a sua visão e até um certo “atraso” em movimentos velozes durante os combates. 

Também notei algumas quedas de quadros e leves bugs, mas acredito que a atualização de day one de Control Resonant resolverá parte destes problemas. Nenhum deles atrapalhou a ação, então é notável que houve um carinho neste aspecto. 

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O melhor de 2026

Este mês de setembro está repleto de games incríveis e que colocarão o seu bolso em uma posição delicada. Onimusha: Way of the Sword, Silent Hill: Townfall e até Marvel’s Wolverine conquistaram um espaço que dividiu os fãs. Dito isso, se você tiver de escolher algo, recomendo a obra da Remedy Entertainment.

Não é apenas o melhor jogo que eu pude experimentar em 2026, como Control Resonant faz tudo de forma fluida e sem subestimar os jogadores. Os poderes customizáveis também são incríveis, assim como os visuais e a imersão que ele oferece. Seria injusto compará-lo com Alan Wake 2 (2023), mas diria que tem o mesmo peso, ao seu próprio modo. 

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Sem saber que era impossível agradar gregos e troianos, o estúdio conseguiu entregar um gameplay iradíssimo, uma história que toca o coração, músicas que vão entrar na sua playlist instantaneamente e cenários que vão demorar uma eternidade para sair de sua cabeça (se é que vão sair). Como bônus, vai encarar até ônibus possuído e chefões marcantes. 

O lançamento de Control Resonant será no dia 24 de setembro de 2026, com edições para o PlayStation 5, XBOX Series e PC. Seu preço, sem promoções, está entre R$ 220 e R$ 230 nas principais lojas digitais.