Preview The Player Who Can't Level Up | O novo Solo Leveling dos games?
Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira |

A saga de Kim Kigyu em The Player Who Can’t Level Up está perto de chegar aos games, com uma adaptação ambiciosa da webtoon homônima. Um sucesso na Coréia do Sul, agora o objetivo é expandir isso para todo o mundo.
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No entanto, ao contrário de Solo Leveling e The Beginning After the End que construíram uma base sólida com animes, esta obra decidiu seguir o caminho dos jogos eletrônicos. O projeto ficou nas mãos do estúdio independente Tripearl Games, que possui devs com experiência em MMORPGs emblemáticos como MU Legend e Aion.
A proposta de The Player Who Can’t Level Up é explorar a sua estrutura de torres com a mistura de dois gêneros. Enquanto a aventura segue como um roguelite — que permite revisitar os locais e aumentar o fator replay — ele também apresenta elementos de hack ‘em slash.
Com uma build do game pronta, a Tripearl Games e a produtora Smilegate nos convidaram a testar a experiência. Como alguém que já está mais do que acostumado com este tipo de narrativa, me propus a conhecer um pouco mais do herói e de suas espadas gêmeas. Será que entrega o que promete?
Pura ação em The Player Who Can’t Level Up
De forma bem direta, em termos de atitude, a adaptação me surpreendeu positivamente. O ritmo dos combates é muito dinâmico, com conflitos ditados pelos combos que você executa — em combinação com os poderes especiais, evasão e outras mecânicas apresentadas na experiência.
Seja no teclado ou no controle, a versão de testes respondeu muito bem e mostrou como Kim encara todas as ameaças da primeira torre. Encaramos todo o primeiro desafio e, por mais que tenha sido apenas um aquecimento, diz muito sobre o que veremos no jogo finalizado: conflitos desenfreados, protagonista “apelão” e uma narrativa envolvente.
Um aspecto interessante é que mesmo sem “reinventar a roda”, o título consegue entreter bastante. Os diálogos com sua espada, elementos contemplativos e até a caça por itens escondidos geram entretenimento até entre uma horda e a próxima. Este cuidado com o detalhe me agradou muito, já que você não fica correndo do ponto A para B sem interações.
Porém, o que mais chama a atenção é o momento em que você aciona o poder “berserker” do protagonista de The Player Who Can’t Level Up. Embora alguns inimigos sejam apenas “esponja de dano”, outros exigem bastante estratégia e é nestes momentos que essa transformação se faz necessária.
Ainda que tudo agrade, a estrutura é uma velha conhecida dos fãs de roguelite: entre em um lugar, tenha uma quantidade de “andares” para explorar, desbloqueie poderes que aumentam suas chances de sucesso e torça para que nada interrompa seu progresso. Sejam subchefes ou chefões, seu objetivo é alcançar o final sem ter de voltar para o hub principal.
Dito isso, o que mais brilhou nessa versão de testes foram as batalhas. A implementação de uma interface clara, com combos visualmente bacanas, movimentos poderosos e habilidades que auxiliam ainda mais foi um acerto e tanto. É como jogar uma “alternativa de anime” de Devil May Cry, mas sem o Dante.
Engasgos técnicos
É importante notar que essa não é a “atualização final” e jogamos apenas um teste demonstrativo. Porém, The Player Who Can’t Level Up mostrou que ainda tem muito a evoluir antes de ser lançado — tanto pelos seus gráficos quanto pelo desempenho de toda a experiência.
Ele não precisa ser “perfeito” nesse estágio, mas senti que estava diante de um game de anime do PS4. Isso está longe de ser ruim, mas também não aproveita todo o potencial que a nova geração de hardwares traz. É um acerto ter o visual em cel shading, mas sabe quando você nota que personagens e cenários poderiam ter mais detalhes?
Em questão de performance, também é visto que ele tem quedas expressivas quando há diversos elementos em tela. Usar ataques que disparam garras, com habilidade extra de cair meteoros com movimentações e ataques inimigos em simultâneo prejudicaram o rendimento — mesmo com um notebook propriamente gamer.
Claro, tudo isso pode e deve ser aprimorado até seu lançamento. Porém, para um teste eu senti que poderia ter um carinho maior com o desempenho. Para a sorte de todos, há um caminho considerável até seu lançamento e tudo isso poderá ser trabalhado e refinado para a chegada do projeto da Tripearl Games.
Preste atenção na saga de Kim
Mesmo com alguns problemas estéticos e técnicos, eu acredito que a experiência merece sim a atenção: mais pelos seus elementos de hack ‘em slash do que roguelite. No primeiro eles fazem coisas mágicas, enquanto no outro gênero é um arroz com feijão que foi bem-feito.
Um dos aspectos que mais me empolgou foram os confrontos contra os chefões e inimigos diferentes, assim como a possibilidade de evoluir seu personagem, mesmo preso apenas ao primeiro trecho. Assim que terminei a demo, pude usar os poderes adquiridos por Kim e testar estas habilidades que serão mais bem-utilizadas conforme a história avança.
Seja pela confiança do herói, narrativa contada em formato de história em quadrinhos ou pelas hordas de inimigos, vale a pena ficar de olhos atentos em The Player Who Can’t Level Up.
No caminho que Solo Leveling explodiu nos animes, esta pode ser a próxima obra que vai te conquistar. A demo já está disponível para download no Steam, caso sinta curiosidade em baixar para conferir por conta própria.


