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7 jogos indie do último ano que mereciam muito mais atenção

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/TearyHand Studio, The Outer Zone, CRITICAL REFLEX
Divulgação/TearyHand Studio, The Outer Zone, CRITICAL REFLEX

Jogos independentes dominaram os lançamentos de 2025. Não acredita? Basta ver os indicados a Jogo do Ano pelo The Game Awards 2025: Hollow Knight: Silksong, Hades II e até mesmo o vencedor Clair Obscur: Expedition 33, que surpreendeu a todos ao trazer o gênero JRPG de forma magistral ao Ocidente.

Ao passo que a indústria AAA entra em uma espécie de colapso interno com custos de produção milionários, flertando cada vez mais com a ideia de IA no processo criativo, os jogos independentes nunca foram tão importantes como agora.

As grandes empresas estão mais contidas e não se arriscam tanto em jogos mais criativos e fora da caixa como antigamente. Essa responsabilidade ficou a cargo da cena independente, que atende a demandas que os estúdios AAA não conseguem suprir.

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Embora tenham essa importância, os indies seguem subestimados e engolidos por uma indústria que recebe mais de 19 mil jogos por ano (isso apenas no Steam). Nunca é tarde demais para celebrar jogos fantásticos e, pensando nisso, o Canaltech lista 7 jogos indies do último ano que mereciam muito mais atenção.

Estes são os jogos 7 jogos indies do último ano que mereciam muito mais atenção:

  1. Death Howl
  2. CARIMARA: Beneath the forlorn limbs
  3. Drop Duchy
  4. and Roger
  5. The Roottrees are Dead
  6. Pipistrello and the Cursed Yoyo
  7. Keep Driving

7. Keep Driving

Quem diria que viagem de carro e RPG poderiam colidir em um jogo? Ambientado no início dos anos 2000, Keep Driving é um título de gerenciamento e mundo aberto em que a parte de "role-playing" fica a cargo dos aprimoramentos em seu carro, enquanto você acompanha a história de pessoas que pegam carona com você.

Keep Driving é inspirado em grandes jogos de RPG, incluindo Oregon Trail II, FTL e Gloomhaven, apresentando algo que vemos pouco nas grandes produtoras: criatividade. O jogo chegou no início do ano passado, o que é um problema para muitos na hora de fazer um catadão do ano todo.

6. Pipistrello and the Cursed Yoyo

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Pipistrello and the Cursed Yoyo é um metroidvania brasileiro no estilo do The Legend of Zelda clássico que executa tudo o que propõe com maestria. No jogo, nossa principal arma é um ioiô, e a desenvolvedora Pocket Trap usou e abusou da criatividade para trazer diferentes formas de usar a ferramenta.

Outro ponto fortíssimo do título é a progressão, que acontece por meio de uma árvore de habilidades na qual precisamos assinar contratos e coletar uma quantidade certa de dinheiro para conseguir novas skills. Pipistrello and the Cursed Yoyo também faz uso de um sistema de amuletos parecido com o de Hollow Knight, o que permite personalizar a experiência.

5. The Roottrees are Dead

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Para quem curte jogos de investigação, The Roottrees Are Dead pode ser uma excelente pedida por sua jogabilidade simples e intuitiva. O foco aqui é descobrir quem matou a família bilionária dos Roottrees em um incidente envolvendo a queda de um avião.

O game pega emprestado uma estética retrô ao simular uma interface de PC antigo para juntar provas e resolver puzzles complexos. The Roottrees are Dead oferece cerca de 10 horas de gameplay e foi muito bem recebido pela crítica e pelos jogadores.

4. and Roger

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and Roger é um daqueles jogos tão impactantes que fazem qualquer um chorar que nem criança. Na aventura de cerca de 2 horas de duração, acompanhamos uma menina que acorda certo dia e se depara com um homem estranho em sua sala de estar.

Podemos progredir para entender a situação a partir de pequenos minigames, parecidos com os de A Little to the Left, que se encaixam perfeitamente à proposta da narrativa. and Roger passou batido por muita gente, embora seja acessível, barato e curto. Para quem gosta de histórias com plot twist, o jogo irá superar as expectativas.

3. Drop Duchy

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Drop Duchy foi um dos jogos de estratégia mais criativos lançados em 2025. O game mistura Tetris com gerenciamento roguelike e cartas, em que o objetivo é recrutar o maior número de unidades para enfrentar os inimigos.

Embora tenha passado despercebido, Drop Duchy é um excelente exemplo de como Tetris é um jogo flexível, que gerou muitas outras versões e transmutações. Em Drop Duchy, o estilo de puzzle é ainda mais estratégico e muito viciante; um prato cheio para quem gosta de aventuras mais arcade.

2. CARIMARA: Beneath the forlorn limbs

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CARIMARA: Beneath the forlorn limbs é um jogo de terror estilizado, fortemente inspirado em contos de fadas macabros. Nele, nos comunicamos por meio de cartas e precisamos exorcizar um fantasma investigando quem o matou em vida, com o que e como.

Este é aquele tipo de jogo em que, quanto mais cavamos, mais encontramos segredos e surpresas. CARIMARA: Beneath the forlorn limbs carrega uma atmosfera bem pesada e macabra, embora a aventura possa ser um pouco mais curta.

1. Death Howl

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Death Howl me impressionou desde sua demonstração em 2024. Nele, exploramos o mundo espiritual para trazer nosso filho à vida e, para isso, precisamos enfrentar todas as bizarras criaturas do local. Além de possuir um visual lindo, o título apresenta um gameplay fantástico ao misturar combate tático em grades e deckbuilding.

O mais impressionante é a forma como a desenvolvedora The Outer Zone balanceia a experiência. Em Death Howl, o mundo espiritual é dividido em zonas, cada uma com seus inimigos, cartas específicas e mecânicas diferentes. O jogo nos induz a aproveitar ao máximo tudo o que é apresentado. Porém, não espere facilidade: o desafio é grande, principalmente para jogadores mais complecionistas.