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12 maiores casos de propaganda enganosa da indústria dos jogos

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Imagem de propagandas enganosas nos jogos
Reprodução/Canaltech

A indústria dos jogos é feita de encanto e grandes promessas, com expectativas altas para que uma experiência cumpra tudo aquilo que foi dito e mostrado.

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Contudo, isso muitas vezes se torna um verdadeiro tiro no pé. Afinal de contas, dá para trazer toda a magia que traduza as palavras e vídeos em uma aventura incrível?

Algumas vezes, isso é possível. Em outras, se torna uma grande mentira que deixa milhares (às vezes, milhões) de jogadores amargurados com grandes franquias e produtoras.

Veja 12 dos maiores casos de propaganda enganosa dos jogos, que passaram bem longe de honrar com as palavras que foram ditas.

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12. Loot boxes em Star Wars Battlefront II

Após dividir a comunidade em Star Wars Battlefront (2015), a Electronic Arts jurou de pés juntos que consertaria a falta de conteúdo vista na experiência na sua sequência. A ideia era trazer um game recheado em Star Wars Battlefront II (2017), sem cobrar DLCs. 

Porém, o sistema agressivo de loot boxes caiu como uma verdadeira bomba na comunidade: alguns itens, como personagens, só podiam ser obtidos após 40 horas de grinding intenso (ou o gasto excessivo em microtransações). A situação ficou tão fora de controle que a Disney precisou intervir. 

11. Downgrade inexplicável

Já viu aquele trailer maravilhoso para, no final, ter uma experiência bem diferente daquilo que prometeram? Isso acontece de vez em quando, mas nenhum que tenha se equiparado a casos como de Alien: Colonial Marines (2013) e Watch Dogs (2014).

Além de desapontarem o público com seus gráficos diferentes daquilo que foi garantido em trailers, ambos tinham diversos problemas de desempenho que impactaram o público. No fim, a SEGA e a Ubisoft conseguiram se redimir com os fãs, mas foram os maiores exemplos de propaganda enganosa nos jogos. 

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10. Foco no PlayStation 5? Não é bem assim

Antes do PS5 chegar em 2020, o antigo CEO da marca, Jim Ryan, prometeu que o videogame estaria repleto de exclusivos e não replicaria a abordagem “cross-gen” vista na concorrência. Na prática, vimos mais do mesmo na plataforma da Sony.

Horizon Forbidden West (2022) God of War Ragnarök (2023), Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (2020), Gran Turismo 7 (2022) e outros foram disponibilizados no console atual e no PS4 — o que fez muita gente se sentir traída por “correr” para comprar o console mais recente. 

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9. Fable passou longe do que foi prometido

O desenvolvedor Peter Molyneux sempre foi conhecido por prometer o impossível, mas em Fable (2004) ele foi além e garantiu que os jogadores veriam um RPG vivo, dinâmico e que teria uma passagem de tempo similar à vista no mundo real.

No fim, era mais uma propaganda enganosa da indústria dos jogos. Linear, o título passava distante do simulador de vida que foi declarado pelo time de produção e sequer era possível “plantar uma semente e vê-la crescer” com o passar dos anos. 

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8. Multiplayer ilusório de No Man’s Sky

O estúdio independente Hello Games prometeu o universo (literalmente, nesse caso) com No Man’s Sky (2016), que traria entre uma das suas principais funções o multiplayer online. Os criadores já afirmavam que seria difícil encontrar jogadores pela amplitude, mas desde quando o público não aceitaria o desafio, não é?

No lançamento, dois streamers combinaram de ir para o exato mesmo planeta e se encontrarem na mesma coordenada. Mesmo com os dois no mesmo lugar, não conseguiam se ver. Na prática, ele não tinha modo online — que chegou anos depois, mas que deixou muitos fãs irados com a desenvolvedora por muito tempo.

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7. SimCity não funciona offline

Quando a EA decidiu retomar SimCity (2013), um dos aspectos que mais deixou o público curioso era a obrigatoriedade de estar conectado o tempo todo. A produtora revelou que era assim por causa do peso da simulação, tão “complexa” que offline não seria possível administrar o game.

A propaganda enganosa do jogo caiu no dia do lançamento, no momento em que os servidores caíram. Modders, ao alterar uma linha de código, provaram que o título rodava perfeitamente sem conexão e descobriram que a obrigação era para o sistema antipirataria (DRM) funcionar

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6. Zelda exclusivo no Wii U não existiu

Toda geração de consoles Nintendo recebeu um grande jogo da franquia The Legend of Zelda, desde o NES. Quando The Legend of Zelda: Breath of the Wild (2017) foi anunciado em 2014, foi para mostrar que o Wii U ainda tinha forças e receberia a aventura de Link como o grande chamariz da geração.

Após ser adiado diversas vezes, ele virou na verdade o maior atrativo do Switch — console híbrido que veio na sequência. Ainda que a Big N tenha cumprido a promessa de liberar a aventura no antecessor, muitos que compraram o videogame apenas na expectativa de tê-lo apenas ali se sentiram traídos. 

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5. Modo história (PvE) em Overwatch 2

Após o imenso sucesso que Overwatch (2016) fez, a Blizzard começou a trabalhar em Overwatch 2 (2023) e prometeu muitas coisas ao longo dos anos. A justificativa para o novo projeto seria a inclusão do PvE cooperativo com uma história inédita que envolvesse os seus heróis.

Os constantes atrasos e adiamentos obrigaram o time de desenvolvimento a abrir mão desta modalidade, que caiu como uma bomba para o público. No fim das contas, a produtora queria apenas mudar o modelo de monetização (para incluir os Passes de Temporada) e reduzir o número de jogadores em partidas. 

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4. Cyberpunk 2077 no PS4 e XBOX One

A CD Projekt Red prometeu o mundo em Cyberpunk 2077 (2020), com a afirmação de que eles rodariam perfeitamente em plataformas como o PS4 e XBOX One — mesmo com uma nova geração de consoles já presentes no mercado.

Porém, o problema já estava nos reviews: eles mandaram para análise apenas as versões de PC. Na sua chegada, o título estava injogável nos videogames de 2013 e sofreu diversas ações para proteger o consumidor. A Sony, por exemplo, o removeu das lojas digitais e ofereceu reembolso. 

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3. Kinect obrigatório

Na chegada do XBOX One em 2013, um dos fatores que mais afastava o consumidor era seu preço. Porém, a justificativa é de que ele tinha de ser acompanhado pelo Kinect — seu sensor de movimentos. A Microsoft afirmava que ele era uma parte essencial de como o público jogaria no console naquela geração.

Com vendas em queda, a companhia atualizou o sistema para não exigir mais o acessório e o tirou das caixas. Assim, seu preço foi reduzido e ele voltou a vender de forma mais saudável. O desuso do Kinect veio logo depois, o que deixou muita gente que tinha comprado o periférico na mão e com um grande peso de papel.

2. Fallout 76 e sua famosa “bolsa de lona”

A Bethesda também tem sua cota de propaganda enganosa na indústria de jogos, principalmente com a chegada de Fallout 76 (2018). Foi prometido aos jogadores que eles receberiam uma bolsa de lona com a Edição de Colecionador, com resistência e temática militar.

Na prática, apenas influenciadores e pessoas selecionadas ganharam esse item em um evento. Quem a comprou por US$ 200 recebeu em casa uma sacola de nylon que mais parecia um saco de lixo. A companhia até tentou alegar sobre a “escassez de materiais”, mas a desculpa não colou. 

1. PlayStation: “como você empresta e compartilha jogos?”

Quando o XBOX One foi anunciado em 2013, com restrição online e com jogos “presos” no sistema dos jogadores, a Sony Interactive Entertainment foi brincar com a situação e gravou um vídeo para mostrar como o usuário podia emprestar e compartilhar seus games no PS4. 

O tom bem-humorado marcou a época e mostrou uma superioridade do PlayStation. Como o mundo não gira, ele capota: hoje a companhia digital ameaça a produção de discos e todos os seus títulos serão vendidos pela PS Store — que impede de emprestar e compartilhar, veja só. Propaganda enganosa total. 

Não caia em golpe nos jogos

Ainda que veja essa seleção com 12 promessas descumpridas, existem várias outras histórias — como Silent Hills com Hideo Kojima, uma nova era para Final Fantasy com “Versus XIII”, a falsa campanha de Halo 5: Guardians e vários outros.

Para não cair em propaganda enganosa, é importante que nunca bote a mão no fogo por declarações e promessas. Pode ser um trailer, uma mensagem nas redes sociais e o que for: só há garantia de algo certo quando ele já está disponível. Entre os maiores golpes na indústria dos jogos, você já viu:

  1. PlayStation: “como você empresta e compartilha jogos?”

  2. Fallout 76 e sua famosa “bolsa de lona”

  3. Kinect obrigatório

  4. Cyberpunk 2077 no PS4 e XBOX One

  5. Modo história (PvE) em Overwatch 2

  6. Zelda exclusivo no Wii U não existiu

  7. SimCity não funciona offline

  8. Multiplayer ilusório de No Man’s Sky

  9. Fable passou longe do que foi prometido

  10. Foco no PlayStation 5? Não é bem assim

  11. Downgrade inexplicável

  12. Loot boxes em Star Wars Battlefront II