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Faz sentido lançar um spin-off de God of War em 2D agora?

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/Sony
Divulgação/Sony

Em 2025, God of War celebrou 20 anos e todos os fãs ficaram eufóricos para o anúncio de um novo jogo e novidades sobre o próximo arco da história. O último lançamento da saga foi em 2022 e desde então ela segue silenciosa. 

Porém, tudo que os fãs ganharam foi um controle DualSense de design questionável. Enquanto a comunidade se sentiu “traída”, Sony e Santa Monica Studio continuavam a fazer a egípcia — ignorando os apelos e seguindo a vida.

Com o desenvolvimento cada vez mais longo dos jogos, um lançamento AAA de God of War deve chegar em 2028 ou 2029 no PlayStation 6, se pensar de forma otimista. Contudo, a Sony precisava de algo para preencher este espaço sem ter de gastar milhões ou bilhões de dólares no projeto.

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A solução para este dilema pode ser God of War: Sons os Sparta, projeto metroidvania recém-lançado baseado nas primeiras aventuras de Kratos. Com um formato 2D, isso é bem mais barato e rápido de se produzir, além de manter a marca viva na mente dos fãs. Mas será que faz sentido um game do gênero em 2026?

Como God of War funcionaria em 2D?

Existem vários fatores em God of War que poderiam ser traduzidos para um metroidvania e manter o espírito da franquia intacto. A maior preocupação talvez seria o combate, mas isso é algo facilmente adaptável.

Enquanto os originais seguiam o gênero hack ‘n slash, os mais recentes títulos da saga foram um jogo de aventura e ação. No entanto, foram mantidos elementos como os combos aéreos, juggling e trocas rápidas de armas — algo que poderia permanecer sem qualquer tipo de problema.

Inclusive, se tudo isso fosse adaptar eventos recentes, serviria tanto para Kratos quanto para o seu filho, Atreus. Com suas transformações, ele poderia avançar contra os adversários como urso, isso sem mencionar o seu arco e flecha para os golpes à distância. Ou seja, não há impedimentos nesta categoria. 

Em exploração, um dos principais aspectos dos metroidvania, Kratos brilharia. Consigo imaginar as Lâminas do Caos como gancho, para alcançar plataformas altas ou inimigos distantes. O retorno do Machado Leviatã, para congelar engrenagens ou água para resolver os quebra-cabeças. Você não?

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Ou quem sabe usar a Lança Draupnir para criar apoio nas paredes e abrir novas áreas do mapa. Se for pensar “mais longe”, até Atreus teria vantagens nisso — só de lembrar de Castlevania: Symphony of the Night com Alucard, as transformações em lobo ou morcego para chegar em áreas diferentes, que a nostalgia vai bater forte. 

Ainda assim, a Sony decidiu revisitar a origem do herói do PS2 em God of War: Sons os Sparta. A ideia é mostrar como ele se transformou no icônico guerreiro e respeitar a estrutura de ganhar poder, voltar na fase anterior, abrir novas partes e mais elementos que fazem parte de todo bom metroidvania que se preze. É a essência de um que atingiria a alma do outro, há casamento melhor?

Por que multiplataforma e não exclusivo do PS5?

A Sony parece resistente em lançar seus títulos AAA em outras plataformas, logo é possível que um God of War principal não apareça no Xbox ou no Switch 2. Porém, um spin-off de outro gênero e 2D? Se encaixaria muito bem nesta proposta, de vários modos diferentes.

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God of War: Sons os Sparta foi lançado com exclusividade no PS5, mas poderia chegar em outras plataformas para cativar ainda mais fãs para a franquia, sem o peso de ter de dividir a sua jornada central. Se os jogadores gostarem da trama, teriam de comprar um PlayStation para jogar o que veio antes e o que virá no futuro.

É a mesma estratégia que já vimos a Sony exercer nos PCs. Um exemplo disso é Marvel’s Spider-Man Remastered, disponível no Steam a partir de 2022 — com o 2º game da saga agendado para lançar em 2023. Quem jogou e desejou conferir a sequência, teve de comprar um PS5 (ou esperar mais 2 anos para ver o episódio nos computadores).

Além deste fator, o valor de jogos 2D costumam ser menores. Se a Sony vender apenas para a base instalada do PlayStation, possivelmente não terá um retorno financeiro que justifique o investimento no projeto. Contudo, ampliar a sua presença para o PC, Switch e Xbox deixa as portas abertas para uma compensação maior e mais lucro. 

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A lore: uma ponte, não um fim

God of War: Sons of Sparta acerta ao tomar a decisão de não avançar drasticamente com a história principal, para não ter de obrigar os fãs a jogar os títulos mais recentes — e aos demais de diferentes plataformas, caso seja lançado nelas futuramente, de não se conectarem à sua própria narrativa.

Mesmo ao não explorar mitologia egípcia ou maia, sem a necessidade de criar um mundo aberto 3D gigante ou uma jornada épica, tomar a trama como um "flashback" pode renovar a sua base de fãs e mostrar alguns eventos que ele passou antes de iniciar sua cruzada contra os deuses gregos.

E neste aspecto, é uma ampla abertura para todos os lados. Quem não conhece Kratos, saberá onde o espartano deu seus primeiros passos. Quem conhece, poderá ter uma imersão maior dentro deste vasto universo. E, se tivermos sorte, essa trama se conectará diretamente com o futuro da franquia. 

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God of War 2D faz sentido

Com o tempo de desenvolvimento de jogos cada vez mais longo, God of War: Sons of Sparta é uma grande oportunidade para manter a saga viva no coração dos fãs.

Inclusive, seria uma excelente saída para diversas franquias que estão no limbo — como Uncharted, inFAMOUS, Jak and Daxter, Sly Cooper e outros. Não precisa ser necessariamente um metroidvania, mas outros gêneros podem ser explorados como roguelites, títulos interativos e muito mais.

O projeto tem potencial para acalmar os fãs, abrir as portas para Kratos em outras plataformas e testar a presença do personagem em outros formatos. Antes um spin-off criativo agora do que 6 anos ou mais de silêncio absoluto com a aparição de controles que “celebram” a sua história.

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