Estudo prevê fim dos consoles como os conhecemos até 2035; como será o futuro?
Por Diego Corumba |
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Um estudo inédito da Bloomberg Intelligence prevê que os jogos por streaming representarão US$ 38 bilhões no mercado em 2035 e que os consoles dedicados serão “coisa do passado”. A análise estima que eles não serão mais produzidos em grande escala e se tornarão dispositivos voltados para um nicho.
A previsão ainda não é dada como certa e depende de a quantidade excedente de GPUs reduzir o preço de computadores e hardwares até o fim desta década. Contudo, em 2026 não há sequer um plano para reajustar os valores do que é fabricado por NVIDIA, AMD, Intel e suas parceiras comerciais.
Os dados foram apresentados pelo analista Nathan Naidu, que enxerga que a inteligência artificial terá um papel muito importante nesta iniciativa. Para o executivo, ela ajudará a baixar ainda mais os custos e auxiliará na infraestrutura de data centers na qual os games estarão hospedados para streaming.
Na sua visão, até o fim da década teremos um excesso de placas de vídeo em estoque. Neste momento, com uma demanda menor pelo produto e uma quantidade maior disponível, os valores reduzem e isso impulsionará a viabilidade econômica para que o projeto siga em frente.
Hoje, no entanto, o mercado se porta de forma diferente do que a Bloomberg Intelligence apresentou. Em julho, a AWS (da Amazon) elevou em 20% o preço de GPUs — o segundo aumento em seis meses. A elevação foi provocada pela escassez de memórias, que segue sem uma previsão de ser estabilizada.
O fim dos consoles em menos de 10 anos?
Segundo o estudo de Naidu, os consoles podem ser comparados aos toca-discos (as famosas vitrolas, que tiveram seu auge no mercado brasileiro entre os anos de 1950 e 1980). Para ele, os dispositivos de gaming também serão mantidos por entusiastas e colecionadores, mas não terão um papel fundamental como no cenário atual.
Atualmente, a Microsoft possui 40% do mercado de streaming de jogos com o XBOX Cloud Gaming. A NVIDIA segue na dianteira com a GeForce NOW e a Tencent possui um grande público na China que adotou o formato. Recentemente, a Amazon entrou nessa iniciativa com o Luna Gaming — também presente no nosso país.
Isso não significa que o formato tem um futuro garantido, porém várias companhias já investem nele atualmente. Contudo, o mercado japonês ainda segue a passos lentos com a tecnologia. A Sony executa a estratégia com a PS Plus em apenas alguns países seletos, enquanto a Nintendo está bem longe disso hoje em dia.
Enquanto isso, elas continuarão a investir em consoles. O PlayStation 6 está em produção, assim como a XBOX já garantiu que lançará o seu Project Helix em breve. O desempenho deles, em conjunto ao Nintendo Switch 2, pode ser essencial para mostrar o que veremos na próxima década em gaming.
Por outro lado, o cenário recente está complicado. Por exemplo, a Sony anunciou PS5 todo preto de fábrica, mas enxurrada de travas revolta fãs. Nesse ritmo, possivelmente o público iniciará sua migração para outras plataformas sem qualquer peso na consciência.