Entre a cruz e a espada: Game Pass virou o grande vilão do XBOX?
Por Diego Corumba | •
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Um novo rumor aponta que o Game Pass não agrada a liderança do XBOX, que busca soluções para os problemas internos que a assinatura provoca. A grande questão é que ela desvaloriza os jogos.
O jornalista Jason Schreier, no podcast Triple Click, revelou que vários executivos “odeiam” o serviço — por causa da arrecadação das vendas, que não são tão grandes quanto foram no passado.
O repórter acredita que a assinatura não será extinta, mas o XBOX pode remover a disponibilidade de “Day One” — algo que já foi visto em lançamentos como da franquia Call of Duty.
Segundo as informações apresentadas, ele questiona “por que eu gastaria US$ 40 em um game, quando ele pode ser resgatado no Game Pass ‘grátis’ ou pelo valor da minha assinatura mensal?”.
Ele utiliza como exemplo o título South of Midnight, que foi lançado em abril de 2025 e teve um desempenho de vendas considerado fraco.
“Vamos considerar games como esse, que não são aclamados pela crítica nem nada do tipo, mas há pessoas apaixonadas e que falam dele. Um jogo desse custa US$ 40, mas você pode consegui-lo pelo Game Pass por US$ 15 ou US$ 20 por mês. Então, qual é o sentido de ele ter sido lançado?”, afirmou Schreier.
Apesar de exemplificar um, ele revela que “acredito que isso aconteceu com muitos títulos e há muita gente na liderança dos estúdios do XBOX que absolutamente detestam o Game Pass e acreditam que ele destruiu o valor dos jogos”.
A indústria e o XBOX contra o Game Pass
Vale notar que as reclamações e críticas em relação ao serviço já surgiram no mercado em múltiplas ocasiões. O diretor da franquia Ori, Thomas Mahler, já expressou diversas vezes não ter ficado contente com o retorno financeiro da série na plataforma.
O ex-CEO da Activision Blizzard, Bobby Kotick, também não era fã do XBOX Game Pass. Em declarações do passado, ele já reforçava que lançar seus títulos nele não era vantajoso aos negócios e via a mesma depreciação que é reclamada atualmente.
Se os estúdios que pertencem à Microsoft enxergam deste mesmo modo, caberá a Asha Sharma se movimentar para acalmar os ânimos — que foram inflamados ao longo dos anos, nas gestões anteriores.
A executiva, que tem se especializado em apagar incêndios deixados por Phil Spencer e Sarah Bond, já revelou que o serviço alimentado durante os últimos 10 anos faz parte do que provocou a “situação crítica” na qual a divisão gaming se encontra.
Na prática, possivelmente os próximos grandes lançamentos estarão fora do XBOX Game Pass — como o tão esperado The Elder Scrolls VI, que teria peso para ser um dos trunfos da assinatura no futuro.
No entanto, outra crise também tem tomado a dianteira nos corredores da Microsoft. Os desenvolvedores relatam pânico após novos cortes, já que a divisão prometeu que até 2027 um total de 3.200 pessoas seriam demitidas.