Chefe do PlayStation se diz "frustrado" com alcance dos jogos da Sony

Chefe do PlayStation se diz "frustrado" com alcance dos jogos da Sony

Por Felipe Goldenboy | Editado por Bruna Penilhas | 11 de Outubro de 2021 às 15h16
Reprodução/GamesIndustry.biz

O chefe da divisão PlayStation e presidente da Sony Interactive Entertainment (SIE), Jim Ryan, afirmou que se sente “frustrado” pelos jogos da Sony não chegarem a tantas pessoas. A vontade do executivo era que os games competissem frente a frente com o alcance de filmes e de música, chegando a "centenas de milhões de pessoas", e não apenas a dezenas de milhões.

A declaração foi feita durante um evento ao vivo do site GamesIndustry.biz. Na sua visão, alguns dos jogos que o PlayStation Studios cria são “alguns dos melhores entretenimentos já feitos em qualquer lugar do mundo”, e que, infelizmente, muitas pessoas não conseguem consumi-los.

“[...] Limitar nossa audiência em 20 ou 30 milhões me deixa frustrado. Eu adoraria ver um mundo onde centenas de milhões de pessoas pudessem aproveitar esses jogos”, desabafou. “Agora mesmo, quando você fala de um grande sucesso do PlayStation no modelo atual, você está falando de 10 ou 20 milhões de pessoas conseguindo jogar esse jogo.”

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Entretanto, ele almeja que o futuro do PlayStation 5 seja promissor. “Espero que o PS5, e eu realmente acredito que o PS5 será o maior, melhor e mais amado PlayStation da Sony até então. Espero que isso aconteça”, disse Ryan. Esse pode ser um sonho difícil de se concretizar, já que é raridade encontrar um console da nova geração à venda no varejo devido à crise global de semicondutores, a qual deve continuar em 2022.

Jim Ryan, presidente da Sony Interactive Entertainment (SIE) (Foto: Divulgação/Sony Interactive Entertainment)

O executivo citou a iniciativa Play at Home como uma tentativa de democratizar o acesso aos games. A campanha distribuiu, em duas ocasiões, jogos de graça como uma forma de incentivar o isolamento social durante a pandemia de covid-19. Segundo o executivo, pelo menos 60 milhões de cópias foram resgatadas gratuitamente pelos jogadores.

Questionado se a ação poderia voltar pela terceira vez, ele respondeu: “depende se o covid acabar. [...] Se o lockdown continuar em 2022 em diante, quem sabe? Podemos sentir que teremos que fazê-lo de novo”.

Você pode assistir à entrevista completa abaixo (em inglês):

Enquanto isso, Microsoft oferece mais opções aos jogadores

As falas de Ryan são curiosas, visto que o Xbox, principal concorrente do PlayStation, tem apostado fortemente em serviços que aumentam a oferta de jogos por valores menores (o que inclui tanto jogos exclusivos, lançamentos e títulos third-parties). Exemplos disso são o Xbox Game Pass, que oferece mais de 100 jogos por mensalidades a partir de R$ 29,99, e o Xbox Cloud Gaming, recurso que permite que usuários joguem games através da nuvem (pelo computador, tablet ou celular) sem um console por perto, mediante o pagamento de mensalidade de R$ 44,99 — valores muito menores que os R$ 350 (ou U$ 70) cobrados por lançamentos de PlayStation.

Microsoft permite que pessoas que não têm um console joguem games de Xbox (Foto: Divulgação/Microsoft)

Ryan já declarou anteriormente que a Sony não tem planos de competir diretamente com o Xbox Game Pass. Apesar de a empresa ter o seu próprio serviço de streaming em alguns países, o PlayStation Now, os jogos costumam chegar ao catálogo anos após o lançamento. “Não achamos sustentável”, avaliou na época. “Nossa pegada”, afirmou, “é ‘novos jogos, grandes jogos’”.

Outra prática comum da Microsoft é lançar seus games simultaneamente nos consoles e no PC. A Sony também passou a lançar seus games no PC, mas apenas títulos lançados há algum tempo, como Days Gone, Horizon Zero Dawn e a futura coletânea de Uncharted, a qual será lançada em 2022.

Fonte: GamesIndustry.biz, VGC

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