CEO da Ubisoft acredita que PS5 o próximo Xbox serão os últimos consoles

Por Jessica Pinheiro | 07 de Junho de 2018 às 14h09
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Ainda não se sabe exatamente quando o próximo PlayStation e o novo Xbox serão anunciados, mas acredita-se que não deve demorar muito. Você pode não ter reparado, mas já se passaram cinco anos desde a chegada do PlayStation 4 e do Xbox One, e, mesmo que a vida útil da atual geração seja prolongada por mais algum tempo, a chegada dos novos consoles é inevitável. Para Yves Guillemot, co-fundador e CEO da Ubisoft, inclusive, os próximos videogames serão os últimos, uma vez que o executivo acredita que o streaming de jogos é o futuro.

A capacidade de transmitir jogos já existe, mas ainda depende de um hardware para tal. Em seu argumento, Guillemot também acrescenta que a oportunidade de fazer streamings de jogos, independentemente da plataforma, ofereceria à Ubisoft a chance de alcançar uma base ainda maior de usuários. Em teoria, poderia funcionar. O problema seria executar transmissões com qualidade e precisão, algo que as empresas de games ainda não conseguiram aprimorar.

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Nas palavras de Guillemot à Variety: “acho que veremos outra geração, mas há uma boa chance de que veremos cada vez menos hardware. Com o tempo, acho que o streaming se tornará mais acessível para muitos jogadores e não será necessário ter um console em casa [para jogar]. Haverá mais uma geração de console e depois disso, estaremos transmitindo, todos nós”.

O CEO da Ubisoft alega que a capacidade de transmitir jogos AAA em televisores foi uma das maiores inovações da indústria de games, o que segundo ele vai ajudar o segmento a crescer muito mais, e rápido. “Temos que trabalhar na acessibilidade desses jogos, para ter certeza de que eles podem ser jogados em qualquer dispositivo, mas o fato de que seremos capazes de transmitir esses jogos em telefones celulares e telas de televisão sem um console vai mudar muito a indústria”, acredita.

Por fim ele ainda cita a Nvidia como uma das empresas que estão trabalhando em streaming, e alega que essa tendência deve continuar a evoluir. “Eventualmente, a tecnologia vai melhorar dramaticamente, o que nos permitirá ter uma experiência [de transmissão de jogos] facilitada nas grandes cidades do mundo”. Como já comentado por aqui, na teoria é uma ideia bastante interessante, mas há de se levar em conta o quão executável poderia ser extinguir os consoles para se oferecer apenas streamings de games.

Vale lembrar que isso revolucionaria a indústria como um todo, como o próprio Guillemot deixa a entender, e isso significa que o preço dos jogos provavelmente sofreria alterações, não apenas na venda, mas também no custo da produção. As operadoras de internet precisariam investir em uma estrutura muito mais aprimorada também, que pudesse suportar a transmissão de um jogo AAA – o que no Brasil é um tanto quanto burocrático demais; imagine então em locais com acesso ainda mais precário à internet. Além do mais, a experiência offline também sofreria com isso, o que torna a ideia pouco acessível para todos os jogadores do mundo.

Fonte: Gadgets 360

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