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CEO da Epic Games alfineta modelo de negócios do Steam e recebe críticas

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O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, resolveu alfinetar o Steam após receber críticas ao modelo de negócios da loja digital desde a última sexta-feira (16). Para o executivo, os estúdios reclamam de barriga cheia das facilidades que possuem dentro da plataforma.

"Os desenvolvedores na Epic Games Store são livres para processar seus próprios pagamentos e ficar com 100% [da receita], e muitos jogos grandes, como GTA, fazem isso", afirmou.

Ele reforça que as operações da loja digital não devem ser subestimadas em comparação ao Steam, mesmo ao admitir que as compras representem apenas cerca de 7% do volume de pagamento de terceiros

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Sweeney também diz que a Epic Games Store tem de 55% a 60% do tamanho da Steam em usuários ativos mensais e que esse engajamento se deve ao Programa de Jogos Grátis. O executivo alfinetou Gabe Newell ao argumentar que o modelo de negócios da Epic Games Store faz com que a receita trabalhe em prol dos desenvolvedores "de uma maneira que aqueles iates e dentes de diamante não fazem".

The more telling number is monthly active users, where Epic Games Store is 55%-60% the size of Steam. We heavily reinvest back into engaging users through the Free Games Program, putting our revenue back to work for developers in a way that those yachts and diamond teeth don’t.

Não demorou muito para que outra figura entrasse no assunto. O diretor de publicação da Larian Studios, Michael Douse, respondeu a Tim Sweeney ao usar o caso de Alan Wake 2 como argumento. O premiado jogo da Remedy Entertainment levou mais de um ano e dois milhões de unidades vendidas para se tornar lucrativo, e muitos apontam que a exclusividade na Epic Games Store foi um dos grandes fatores para a lenta performance financeira do título.

"Eu entendo que a Epic financiou inteiramente Alan Wake 2, mas essa conversa altruísta pró-desenvolvedor não cai bem quando a Remedy aparentemente entrou em crise financeira porque não pôde aproveitar a Steam para as vendas de AW2, sofrendo potencialmente centenas de milhões em receita perdida", disse Douse.

O diretor da Larian não acredita na viabilidade da Epic Games Store, visto que, para isso acontecer, a empresa depende da capacidade de "converter centenas de milhões de jogadores de Fortnite em jogadores 'premium' de nível médio a hardcore", e Douse não vê isso acontecendo.

"Dar tudo de graça a todos pode aumentar os números, mas não cria uma loja viável a partir da qual se possa vender experiências premium", completou o diretor de publicação da Larian Studios, Michael Douse.
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A briga começou com o CEO da produtora de New Blood, Dave Oshry, que revelou que o shooter Blood West vendeu 200% mais no Steam no mesmo dia em que o jogo ficou gratuito na Epic Games Store.

Na ocasião, Oshry deu a entender que, embora o título tenha sido disponibilizado gratuitamente, os jogadores ainda preferem adquiri-lo na plataforma da Valve com um desconto camarada. Não demorou muito para que o CEO da Epic Games, Tim Sweeney, defendesse a loja e iniciasse os ataques.

"A Epic e a Steam competem por cada cliente e cada venda. Em algumas transações, a Epic ganha. Em um número maior, a Steam ganha", afirmou Sweeney. Para o executivo, jogadores e desenvolvedores ganham ao ter mais opções e melhores ofertas.

Epic Games Store não é a única plataforma que oferta jogos gratuitos

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Apesar de vez ou outra contar com grandes títulos, a Epic Games Store não é o maior destaque na oferta de jogos gratuitos. Há várias empresas que atuam com este modelo, mas como um benefício, não como estratégia central de vendas. A Amazon, por exemplo, disponibiliza títulos gratuitos de várias plataformas para assinantes do Prime Gaming.

A PlayStation oferta mensalmente jogos para assinantes da PS Plus, o que, apesar de os títulos não serem realmente dos jogadores, é outro bom exemplo. O Xbox até fazia algo parecido na época da Live Gold, mas agora, com seu foco em serviços, disponibiliza jogos gratuitos todos os fins de semana por meio do Dias Para Jogar de Graça.

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