Análise | Pokémon Sword/Shield tem vários erros, mas avança na franquia

Por Wagner Wakka | 03 de Janeiro de 2020 às 12h55
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Ficha técnica

Quando a Pokémon Company anunciou o que seriam os jogos dos monstrinhos para esta geração, criou toda uma programação para dar conta do recado de se fazer o primeiro jogo da série principal para os consoles.

Para isso, apresentou três títulos diferentes, também com foco em públicos distintos. O primeiro foi Pokémon Quest, lançado como free-to-play do Switch (posteriormente para smartphones), com gráficos voxelizados e mecânicas bem mais simples que de jogos com que os mais fanáticos estavam acostumados. Quest era um jeito de apresentar a uma nova geração o que são estes personagens e como funcionam parte de suas estruturas.

O segundo foi Pokémon Let’s Go Eevee/Pikachu, os títulos que tentaram surfar no sucesso de Pokémon Go, levando parte dos jogadores também para o Switch.

Contudo, ambos games eram somente um aquecimento do que estava por vir. Pokémon Sword/Shield seriam os games principais desta nova geração. A primeira tentativa real de um jogo principal lançado para consoles na história da companhia.

Como qualquer obra cultural, é basicamente impossível falar deste game sem posicioná-lo no tempo e espaço. Contudo, é até mais injusto falar de Pokémon dissociado de todo espírito do tempo que rondou esta franquia, antes e depois de seu lançamento.

Todo jogo é feito sob uma intenção final. Nem todo desenvolvedor quer ou pode fazer o game mais incrível do mundo. Por isso, uma análise, para ser justa, precisa considerar uma relação de intencionalidade e entrega.

Dito isso, peço licença para uma pequena digressão, uma volta no tempo para falarmos primeiro do que os desenvolvedores pretendiam e, só depois, analisarmos o que, de fato, foi lançado.

Pokédex nacional 

Durante a E3 deste ano, a Game Freak, braço de desenvolvimento da série, anunciou que Pokémon Sword/Shield não teria a pokédex nacional. De forma bem simples, isso significaria que o game não teria todos os monstrinhos já criados em toda a saga de Pokémon até hoje. Trata-se de um número que ultrapassa a casa de mil.

Jogo traz novidades como a forma gigantamax (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

A justificativa foi muito simples: a proposta de Sword/Shield era não só trazer o game em gráficos 3D para um console de mesa, mas também adicionar novas mecânicas e modos de se ver o mundo do jogo.

Como consequência, era preciso cortar mais da metade dos personagens já criados e deixar somente 400 deles escolhidos a dedo para a versão inicial do jogo. Assim, os desenvolvedores teriam mais tempo para trabalhar em animações e novidades para este título.

A decisão e justificativas foram muito acertadas. Um dos principais problemas da série é que há Pokémon demais, sendo que fazer animações e novos desenhos 3D para cada um deles (de um modo diferente dos portáteis) iria consumir todo braço de trabalho.

A decisão, contudo, deixou muito fã desgostoso, já que parte da alegria da série é exatamente o colecionismo. Afinal, “temos que pegar” sempre foi a marca da franquia.

Passados alguns meses, já às vésperas do lançamento, alguns usuários que tiveram acesso a versões pirateadas do game começaram a apresentar vídeos e fotos de problemas técnicos, envolvendo exatamente falta de polimento e animações pobres.

Em um deles, havia um personagem que surgia do nada, como se o título não tivesse sido otimizado para as capacidades do Switch. Outro vídeo mostrava texturas pobres e personagens sem animação nenhuma em seus golpes.

Ou seja, antes mesmo que Sword/Shield chegasse às lojas, havia muita gente criticando e subindo a #gamefreaklied nas redes sociais (Game Freak mentiu, em tradução livre). Sem nem colocar as mãos no game, um grupo de fãs já havia decidido que aquela desculpa de cortar Pokémon para refinar o jogo não colava. Além disso, também houve denúncias de que algumas pessoas estariam modificando o jogo para fazê-lo parecer tecnicamente pior.

Diante de tanta confusão e possibilidade de mentiras, afinal, a Game Freak mentiu ou não?

Cobertor curto

No fim do dia, desenvolver um game é um exercício de gerenciamento de capacidades diante de potenciais. Ou seja, é preciso abir mão de algo para se conseguir algo. Partindo desta premissa, é necessário dizer que os fãs que apresentaram tais vídeos e GIFs antes do lançamento não estavam de todo errados. Contudo, isso não faz da Game Freak uma “mentirosa”.

Por um lado, há sim falta de textura em grande parte dos mundos apresentados em Sword/Shield. A Game Freak aproveitou (com razão) parte dos assets de Let’s Go. Prova disso, é que Pikachu e Eevee têm movimentos mais bem elaborados e são os únicos personagens que têm efetivamente fala. Com isso, o primeiro game principal da franquia para consoles não tem exatamente os gráficos mais bonitos que o Switch já viu.

Apesar de cartunizado, jogo não tem tanto elementos (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Pode-se argumentar que o aparelho não tem lá muita capacidade gráfica para ambientes complexos, o que é uma verdade. Contudo, estamos diante de uma geração da Nintendo que nasceu com The Legend of Zelda: Breath of the Wild e seu universo muito mais complexo, é difícil desculpar tais deslizes da Game Freak.

A empresa poderia, ao menos, ter mais cuidado com animações de golpes dos Pokémon iniciais. Por exemplo, na forma Raboot (evolução do inicial do coelho fofo Scorbyunny), há um golpe que se mantém para o qual simplesmente não há uma animação. O que seria um chute se transforma em algo semelhante a um movimento vertical de um frame do personagem. Como estamos falamos de um Pokémon inicial, ou seja, quase que um protagonista na trama, esta falta de animação é bem percebida.

As outras críticas técnicas de Sword/Shield também estão presentes aqui. Os personagens constantemente surgem do nada, como se o jogo estivesse fazendo o loading o tempo todo das áreas e parte dos monstrinhos que estão livre no mundo não têm movimentos.

Diante disso, é preciso dizer: sim, Pokémon Sword/Shied tem vários detalhes técnicos que poderiam ter sido melhorados. Entretanto, isso faz da Game Freak uma empresa mentirosa?

Não, com certeza, não e vamos entender o porquê.

Faltou diálogo 

Pokémon Sword/Shield é uma nova proposta e, como tal, tem suas tentativas e erros. A desenvolvedora errou em dizer que gostaria de polir mais as animações de cada personagem. É visível que a parte principal do desenvolvimento não foi para este lado.

Contudo, ela criou algo bastante novo para a franquia, o que merece um grande destaque. O novo jogo se passa na região de Galar, o qual conta com pequenas cidades separadas já pelas conhecidas rotas do universo da franquia. Contudo, há uma imensa parte chamada de “wild area”, ou região selvagem. Em tese, é aqui que estão os Pokémon livres, sem muita contato com a sociedade, fora dos feudos que se transformaram as cidades de Galar.

Wild area é parte mais interessante e bem desenvolvida do jogo (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Na diferenciação entre estes dois ambientes, há também uma mudança de câmera e visual. Quando se está nas rotas ou cidade, o jogo mantém uma visão de câmera fixa, quase isométrica, permitindo ver poucos detalhes dos entornos.

Contudo, quando se está na wild area, o jogador pode movimentar o visor em 360º, com a câmera acompanhando a traseira do personagem. O ambiente é bastante vasto e recheado de detalhes (não tanto quanto Zelda), o que, por si só, é um feito bastante impressionante e um bom refresco para a série.

Assim, pode-se dizer que a Game Freak, de fato, investiu no desenvolvimento de outras áreas e ambientes, jogando para escanteio o argumento de que ela teria mentido a seus fãs.

Apesar dos erros de animação, técnica e textura, o jogo avança na mesmice que seguia há anos nos portáteis, o que, por si só já é um grande pulo a se reconhecer para a série.

Evolução 

A wild area é, de longe, o espaço mais bem elaborado desta nova dupla de games da série. É lá que estão grande parte das novas mecânicas, principais interações multiplayers e inovações da série.

A começar pela raids em conjunto. Nesta região, é possível chegar a uma espécie de buraco que emite energia, dentro da qual há um Pokémon em sua forma Dynamax. Ele não só fica maior, como também possui novos golpes e atributos melhores.

Regiões centrais são as que concentram os melhores ambientes (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Ao enfrentar um inimigo deste tipo, você pode escolher entre convidar outros 3 jogadores para batalhar com você ou se manter sozinho e as vagas são preenchidas por bots.

Esta mecânica de interação é interessante, pois é bem recompensadora. É com ela que você ganha balas para dar os Pokémon que melhoram experiência e outros atributos. Ou seja, vale muito a pena fazer esta batalha.

Nas wild areas, o jogador também pode criar o seu acampamento, no qual os Pokémon ficam livremente brincando e ganham também experiências. É neste espaço que a desevnolvedora adicionou uma mecânica de cozinhar, muito semelhante ao do novo Zelda. Você precisa unir elementos para criar seu próprio prato, o que traz boas recompensas para sua equipe.

Vida melhor

Sword/Shield traz boas melhorias nesta versão. Algumas mecânicas que já apreciam como opção nas versões anteriores chegam como padrão por aqui. Uma delas é o compartilhamento de experiência entre todos Pokémon da sua equipe. Ou seja, não é somente quem batalha que ganha um total de XP, mas todos. A parcela do total é dividida de forma inversamente proporcional ao nível do Pokémon e maior caso ele participe da batalha. Só isso torna o jogo muito mais dinâmico e fácil para evoluir e treinar seus monstrinhos.

Menus estão mais simples e informam golpes que são mais efetivod (Foto: Wagner Wakka/canaltech)

Outro ponto de ajuste que é bastante bom é permitir que você possa mudar o seu Pokémon depois que você derrota um monstrinho do seu adversário. Essa mecânica está disponível no jogo convencional e pode ser desligada em momentos de batalha multiplayer.

O jogo também tem um botão exclusivo para colocar e retirar a bicicleta no mundo, o que também cria um bom avanço para você não ter que entrar e sair do menu toda vez para subir na sua bike. Todas estas novidades são muito, mas muito bem-vindas para Pokémon Sword/Shield.

Em contrapartida, a Game Freak ainda insiste em um sistema de turno muito antiquado para as lutas. O motivo é que há uma caixa de diálogo para cada uma das ações e características que seu personagem pode ter.

Ou seja, se houve um ataque crítico, é preciso que isso apareça escrito. Se o golpe é efetivo, também há um texto. Simplesmente, para tudo há uma referência caso você não tenha pego.

Isso cria momentos bastante monótonos, como quando se está lutando sob chuva de granizo. Em uma das batalhas em grupo de 2x2 a cada rodada o jogo precisava me indicar que todos Pokémon tomaram dano, pois tinham sido acertados com uma pedra na cabeça.

Só que, no lugar de informar isso tudo de uma só vez, o jogo passa de um por um, reduzindo o dano e apresentando uma caixa de diálogo para indicar cada um deles. Ou seja, você perde uns bons minutos só em repetição o que torna a região de gelo uma das mais indesejáveis do game.

Ginásios

Voltando ao que o jogo faz de bom, os espaços em que você precisa enfrentar os líderes são os momentos mais frescos de Sword/Shield. Se nas versões de console, você só precisava enfrentar uma série de mínions antes de combater o líder, agora há todo um minigame diferente em cada um dos ginásios.

Ginásios são pontos altos do jogo (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Por exemplo, no de água, você precisa passar por plataformas desligando e ligando canos para chegar até o fim. No meio disso, é preciso enfrentar outros treinadores que também estão por ali.

Esta estética de combate com os líderes também se mantém bastante interessante e dá um ar de grandiosidade para o evento, maior do que nas versões para portáteis.

Jogo de extremos

Sword/Shield é um título que deve agradar pouco quem está na metade do espectro de público alvo. Por um lado, ele é feito para crianças. Por outro, para quem já é fã da série e quer tudo de mais complexo que a franquia pode oferecer.

É incrível como este game é extremamente acessível para qualquer pessoa que queira tentar jogar. O título conta com um modo em que se pode controlar basicamente tudo somente com uma mão.

Não é preciso grande habilidade manual para seguir com o game e, se você quiser curtir toda história, não há muito desafio.

Game oferece pouco desafio na sua narrativa principal (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Por um lado, isso é um mérito da Nintendo e Pokémon Company de criar um game completamente acessível. Contudo, em contrapartida, cria uma narrativa completamente sem desafios. Se você entende o mínimo que seja do pedra-papel-tesoura que é Pokémon, facilmente vai passar por todos os inimigos sem muitas dificuldades. O sistema de compartilhamento de XP é bem-vindo, mas sem o devido balanceamento, torna a história principal sem nenhum desafio.

Entretanto, para quem terminou o jogo, há uma torre com inimigos muito mais poderosos que qualquer um que você encontra durante a trama principal, para os quais é necessário entender mais das minúcias da série.

Diante disso, Pokémon Sword/Shield se torna um game de extremos: interessante para quem gosta de algo muito simples só para diversão, ou àqueles que querem pegar todos os bichinhos, fazê-los os mais fortes possível e investir horas e horas na sua melhor equipe.

Pormenores

Por fim, a Game Freak também comete alguns outros vacilos relacionados à história e à trilha sonora. A começar pela narrativa, Sword/Shield é baseado na lenda de que um grande herói salvou a região de Galar do que eram chamados antigamente os “dias mais escuros”. Basicamente, o que acontece é que a energia que permite os Pokémon virarem Dynamax era tanta que muitos deles se transformaram e acabaram com os entornos.

Depois se descobre que estamos falando dos dois Pokémon lendários Zacian e Zamazenta que são os grandes heróis da história. Esta narrativa segue bastante óbvia até o perto do final, quando há uma reviravolta que não faz nenhum sentido. Os roteiristas mostram que queriam transformar a experiência em algo surpreendente, mas só demonstraram falta de habilidade para isso.

Ambientação conta história do game, mas não impressiona pela narrativa (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

A trilha sonora é outro ponto fraquíssimo do game. Sem fala de nenhum personagem, somente com caixas de texto, a música do game pouco contribui para criar uma boa ambientação em momentos tensos ou alegres. Em grande parte do jogo você ouve a mesma trilha de novo e de novo, com parcas variações o que convida o jogador a escutar um podcast enquanto batalha.

Sem impacto nenhum, o som não acompanha a emoção que o game quer dar, fazendo da trilha mais um ruído incômodo do que algo que colabora para o todo. Tendo em vista que não há falas nos diálogos, a Game Freak deveria ter dado mais carinho para este setor.

São dois jogos? 

Pois bem, vale lembrar que o game, como é clássico da série, foi lançado em duas versões: a Sword e a Shield. Esta análise foi feita com base na primeira, mas nem por isso deixamos de ressaltar pontos da Shield. Para isso, convidamos o jornalista Felipe Demartini para falar de suas impressões em algumas horas do game:

Retornar a um game da franquia depois de mais de duas décadas é como observar um mundo todo novo, mesmo que as vagas lembranças o tornem um bocado familiar. Tudo se tornou muito maior e melhor, como não poderia deixar de ser, o que antes eram sprites monocromáticos se tornaram belos visuais, monstrinhos gigantes que de diminutivo não tem nada e batalhas um bocado mais épicas, mesmo que não percam tanto o ar estratégico que sempre esteve presente.

São os momentos de encher os olhos que mostram que o feedback sempre negativo da comunidade pode não ser tão acertado assim. É difícil não se impressionar com os visuais de Ballonlea, a cidade iluminada dos Pokémon do tipo Fada, um destaque entre cenários belos de maneira geral. Mas, por mais que retornar depois de tanto tempo faça da experiência especial, não dá para deixar de notar que há algo faltante aqui.

O principal elemento que deixa a desejar aqui é a estratégia. Caso você saiba o básico sobre as fraquezas, vantagens e combinações de monstrinhos, e tiver um pouco de paciência para explorar cenários e capturar personagens, não terá problemas. A dificuldade de Pokémon Shield parece ter sido configurada para o mínimo possível em relação às mecânicas, com até mesmo as transformações Dynamax e Gigantamax, que alteram a aparência dos combatentes e os tornam gigantes e mais fortes, fazendo pouco para mudar o balanço dos combates, já que todos preservam suas propriedades, mesmo no tamanho maior.

Como alguém que sempre foi mais atraído pelo lado “temos que pegar” de Pokémon, foram os outros novos detalhes que acabaram encantando mais. Há um quê de antecipação e frio na barriga envolvido nas trocas surpresas de personagens, principalmente quando temos a expectativa de dar a sorte de receber uma versão exclusiva da outra versão, Sword, ou um com características especiais.

A Wild Area é outro destaque desse tipo, sendo o lugar ideal para a aventura e um campo aberto cheio de Pokémon para capturar. É o lugar perfeito para completar a lista, procurar aquele monstrinho específico ou farmar níveis de experiência enquanto testamos habilidades e combinações de time. E o fato de enxergarmos qual personagem está nas proximidades, como em Let’s Go, ajuda a tornar as coisas mais diretas e interessantes.

Dá para entender o que os fãs dizem quando afirmam que a Game Freak poderia ter ido além em seu primeiro grande game para um console de mesa. Muitos dos conceitos de Pokémon Shield parecem ter sido desenvolvidos somente até a metade, principalmente no caso das batalhas, com ideias sendo jogadas, mas não efetivamente amadurecidas como deveriam. A sensação é de estar jogando uma versão melhorada de títulos antigos, e não necessariamente algo efetivamente novo.

Alguns elementos técnicos nesse sentido causam estranheza, como a transição imediata entre zonas com direito a alterações no clima ou algumas quedas de quadros por segundo nos momentos mais movimentados. Enquanto o design de cenários, em si, parece fresco, a performance deixa a desejar não em seu próprio funcionamento, mas por não aproveitar o que o Switch tem a oferecer.

A impressão que fica de Pokémon Shield é de um título divertido e que faz jus ao legado da franquia nos portáteis, mas não ao potencial de sua chegada em um console mais poderoso. A esperança é que o título sirva como uma ponte entre esses dois mundos e que a própria Game Freak também siga adiante em abordagem em pegada, dando à série a evolução que ela merece e os fãs tanto esperam.

Vale a pena? 

Jogo traz novos personagens, mas precisa deixar outros de fora (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Se você estava com medo de que a Game Freak havia feito uma lambança muito grande com este jogo, fique tranquilo, que isso não aconteceu. Sword/Shield é um bom experimento e avanço na série de Pokémon e, por isso, tem seus grandes tropeços.

Contudo, ainda carrega a essência e profundidade da franquia. Ou seja, se você gostou dos outros títulos, provavelmente, vai gostar deste aqui também.

Entretanto, se você não tem a intensão de mergulhar de cabeça, pegar todos os monstrinhos e entender os mínimos detalhes para os fazer fortes, talvez, Sword/Shield lhe seja somente uma monótona e atrasada experiência.

Apesar de ter evoluído e dado um bom passo para longe da mesmice dos últimos títulos da série, ainda carrega fortes hábitos que o fazem parecer antiquado.

Pokémon Sword/Shield foi lançado em 15 de novembro para o Nintendo Switch. Esta análise foi feita com cópias de ambos os games cedidas gentilmente pela Nintendo.

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