Metal Gear Rising: Revengeance é redenção de Raiden aos fãs de Kojima

Por Redação | 23.09.2012 às 15:24

Fatiar as coisas. A Kojima Productions e a Platinum Games praticamente reduziram a essência de Metal Gear Rising: Revengeance em cortar, cortar, se divertir, e cortar. Vamos ver um jogo que tem por objetivo básico atrair um novo público, usando a mecânica hack n´slash como saída para uma experiência que, no fundo, nem é tão nova assim.

O que segura as pontas da série é justamente a sua reputação, porém, não veremos o Solid no logo e nem Snake se escondendo em lugares inóspitos. Agora vamos para um momento mais futurista da franquia, com um plot especial que explicará alguns buracos passados.

Para começo de conversa, o polêmico personagem Raiden apareceu pela primeira vez em Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty, no qual ele era um agente linha dura que não ganhou nem um pouco a empatia dos fãs da série. Os jogadores estranharam, mas o figurão, apesar da carinha de bebê, tinha muito a oferecer em habilidades de combate, especialmente com espadas.

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Em Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots, sua aparição foi dura. Já como um ciborgue modificado, depois de ter tido sua cabeça e coluna arrancados e implantados em um corpo artificial, ele surgiu com uma frieza muito maior, durão e hábil com suas katanas modificadas. Sua performance foi melhor aceita e por conta disso chegamos onde chegamos: em Revengeance.

Em MGR, Raiden volta ainda mais “tunado”. É, seu visual ciborgue de MGS4 não é mais o mesmo, e os desenvolvedores fizeram um upgrade em sua armadura, dando um aspecto sério e aterrorizante, uma vez que sua mandíbula de metal parece a de uma caveira, e seu olhar vem carregado de vingança. Com o passar do tempo, ele se tornou mais poderoso e ao sofrer novas amputações em Revengeance, é que o bicho pegou de verdade.

Depois de sacrificar bem o seu corpo, ele volta para ajudar na reconstrução de um país africano que sofreu uma Guerra Civil e ainda pena com os resquícios desse conflito. Inicialmente ele é direcionado a cuidar da proteção do primeiro-ministro e levá-lo em segurança até um determinado local, mas no meio do caminho ele sofre uma emboscada liderada por outro ciborgue: Sam. O cara é tão faca na caveira que acaba levando na surra um olho e um braço de Raiden (outch!).

A história tem intensidade justamente por conta de tudo o que o personagem já passou e ainda terá que passar para cumprir sua missão. Desgraça pouca é bobagem. Agora, Raiden quer a todo custo destruir Sam e seu grupo, e pra isso vai fazer bom uso das suas espadinhas afiadinhas.

Furtividade? Oi?

Temos algo realmente novo aqui e o elemento que mais fez a fama da série não será tão presente: a furtividade. O stealth foi praticamente extinto, mas o personagem poderá executar os inimigos, algumas vezes, na surdina, sendo possível obter recompensas maiores.

Já a grande sacada do game está no uso das espadas, que poderão ser usadas indiscriminadamente, sendo possível fatiar os oponentes de formas variadas. Sob comandos específicos, o jogador terá maior liberdade na hora de realizar os combos com a arma, podendo fazer uso de um recurso chamado Slash Stance, que dá vazão a golpes que levam à decapitação e até a deixar os oponentes no chão, aleijados e...vivos.

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Kenji Saito, diretor da Platinum Games, falou (à Playstation Magazine) mais sobre a inserção da ação de combate desenfreada que veremos na nova entrega: “O conceito central de Rising é fatiar. Simplificando, o jogador usa a lâmina para cortar um objeto em pedaços, com precisão na hora de escolher onde cortar. A habilidade de fatiar livremente é fundamental para o combate e estratégia. Raiden pode achar um obstáculo que ele vai precisar cortar para avançar ou ele pode fatiar um objeto do cenário para jogar no inimigo e ferí-lo. O uso eficiente da postura de fatiar é o coração de Rising”.

Fora a porradaria que vai comer solta, outras características importantes nas atividades de Raiden estão inclusas, como o Ninja Run, que permite que o personagem passe mais facilmente por obstáculos diversos, bem como correr pelas paredes. Para explorar os ambientes, essa ferramenta será muito bem-vinda. Além disso, as subarmas são familiares aos fãs, como lançadores de foguetes, granadas e mísseis teleguiados.

Com a ideia original de manter o jogo sob os cuidados de uma produtora ocidental, Kojima resolveu mudar de ideia e trouxe a Platinum Games para fazer parte dessa experiência, que dará vida a um persongam que ninguém botava fé. Mas o motivo de investirem tanto em algo que muito julgam incerto? Simples, com cinemáticas tão atraentes em Metal Gear Solid 2 e 4, não era justo não aproveitar os momentos do personagem e criar algo exclusivo.

Metal Gear Rising: Revengeance é aparentemente muito mais frenético e com jogabilidade direta e fluída, porém, como estamos falando de figuras distintas (Raiden e Snake), nada mais justo do que criar algo singular para ambos. E para Raiden, o negócio vai se resolver na faca.

MGR:R chega às lojas nos dias 19 e 21 de fevereiro de 2013.