Review | Jabra Evolve 75: um headset para chamadas, música e concentração

Por Luciana Zaramela | 20 de Fevereiro de 2020 às 15h15
Luciana Zaramela/Canaltech

Quem procura um fone para conversar ao telefone enquanto trabalha pode ter lá suas preferências, mas vamos combinar que clareza na voz e um nível de concentração bem distinto fazem parte do pacote de exigências de um profissional que quer se manter focado no escritório, certo? O headphone que vamos colocar à prova hoje aqui no Canaltech é o Jabra Evolve 75, um dispositivo profissional e voltado àqueles que precisam manter a concentração no trabalho, participam de muitos calls ou simplesmente precisam ter as mãos livres enquanto fazem e atendem ligações — com a qualidade que uma marca do peso da Jabra pode oferecer.

Na caixinha do Evolve 75 tem os dizeres: "O melhor headset wireless para concentração em escritórios abertos". Segundo a empresa, é um fone incrível para chamadas e também para ouvir música, inclusive unindo o melhor de dois mundos enquanto oferece cancelamento ativo de ruído. Será mesmo? É o que vamos descobrir nas próximas linhas.

Design & Ergonomia

Fones de ouvido com microfone voltados ao público corporativo costumam ter design sóbrio, elegante, com cores neutras predominando — afinal, ambiente corporativo tem esse negócio de "ar sério", então é comum que as empresas não empreguem muitos frufrus em seus headsets. E no caso do Evolve 75, tudo isso confere: temos aqui um headset quase todo preto, com detalhes em vermelho nas conchas e na parte interna do arco, muito bem revestido, para causar o mínimo desconforto possível mesmo se o usuário ficar com ele durante todo o expediente.

Leve, mas ao mesmo tempo robusto, o Evolve 75 é um fone suprauricular com um microfone estilo boom, que você pode direcionar para a boca ou simplesmente levantá-lo e usar o aparelho apenas como fone de ouvido, sem falar. O arco tem armação metálica e uma boa liberdade para que o gadget se adapte bem em cabeças grandes e pequenas, além de ser extremamente flexível, o que garante um conforto excepcional durante uma, duas, três ou mais horas de uso. Ele é muito bem acolchoado e revestido de um material fino, tipo silicone, além de trazer um acabamento de primeira.

Detalhes do arco: armação metálica (em vermelho), revestimento em silicone e um conforto acima da média (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Nas conchas, também vemos que a Jabra se preocupou em manter a sobriedade, revestindo-as com um material leve (que parece couro), resistente, bem acolchoado com uma espuma de memória macia e levíssima, com tecido cobrindo a região dos drivers. Você simplesmente não vê costuras nesse modelo, aliás… o acabamento é realmente de primeira linha.

Do lado externo, temos alguns botões de controle (de ambos os lados); na concha da direita, há uma porta micro USB e switch liga/desliga; e na da esquerda, o botão para cancelamento ativo de ruído (ANC). Falaremos mais sobre esses detalhes a seguir, na seção de controles. Para se adaptarem bem às orelhas e sem machucar quem usa óculos, as conchas são levemente articuladas em relação à sua base. Como o fone todo é muito leve, vai ser difícil você sentir algum incômodo, principalmente se tiver a mania de colocá-lo no pescoço após uma ligação.

O microfone é estilo boom, ou seja, em haste, do lado direito. Você pode ajustá-lo como preferir para falar durante uma ligação ou reunião no Skype, por exemplo, e, ao terminar, basta voltá-lo para a posição neutra, paralela ao arco — que tem um ímã para manter o microfone "guardado" assim, magneticamente.

Controles

Particularmente, eu gosto bastante dos fones da Jabra. Acho que são muito bem construídos, práticos e com controles fáceis para o usuário acessar sem confusão. E neste headset, que é voltado a quem está trabalhando e, mesmo assim, não dispensa uma boa música, essa máxima permanece.

Do lado direito, temos uma série de controles físicos — o que é muito bom, aliás — para que você consiga gerenciar suas chamadas e músicas do seu jeito. Começando pelos botões no aro da concha, temos um switch liga/desliga, uma porta micro USB para carregamento, LEDs que indicam se o Bluetooth está conectado e se a bateria está OK.

Temos, também no lado direito, a haste do microfone e, logo abaixo de sua base, um botãozinho para silenciar ou ativar a captação do áudio — o famoso "mudo". Na face externa, temos os tradicionais comandos de aumentar e diminuir volume acima do botão com a logo da Jabra (pressionando-os por mais de 1 segundo, você pode avançar ou retroceder uma faixa na sua playlist, também). Esse botão, aliás, serve para responder, rejeitar ou encerrar uma chamada, bem como parar e reproduzir uma música.

Botões, controles e microfone estilo boom conferem praticidade e versatilidade ao modelo da Jabra (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Do lado esquerdo, temos menos comandos: no aro, há um botãozinho que ativa/desativa o cancelamento ativo de ruído e o botão com o logo da Jabra serve como talk through, ou seja, te permite ouvir o exterior quando estiver com o ANC ligado. É só apertá-lo para que a função pause a música, cancele o ANC te deixe conversar com um colega sem tirar o fone da cabeça, por exemplo.

O legal é que, na parte externa de ambas as conchas, uma luz de ocupado se acende ao redor do logo da Jabra para indicar que você está em uma chamada naquele momento. Assim, basta avisar seus colegas para que não te interrompam quando o fone estiver com a luzinha acesa.

Bateria

O headset aguenta um ou dois dias de expediente cheio, dependendo do quanto você trabalha, claro. O Evolve 75 conta com uma autonomia de bateria de até 15 horas — o que, para headsets de uso em escritórios, é uma boa duração.

O modelo que recebemos para testes não traz o dock de carga, mas tem uma porta micro USB e vem com cabinho para carregamento direto no computador. O suporte de carga, no entanto, pode ser adquirido separadamente, caso você queira deixar o fone sempre num "pedestalzinho" descansando sobre sua mesa, enquanto ganha carga — e, de quebra, dá um toque mais tech para seu ambiente de trabalho.

Sem auto-off, é necessário ficar atento para desligar o fone quando não estiver mais usando.

Conectividade

O Jabra Evolve 75 é um modelo completamente sem fios, ou seja, sem a opção de uso cabeado/analógico em sistemas telefônicos com saída de 3,5 mm. É necessário pareá-lo com um equipamento que tenha Bluetooth ou então usar um transmissor. Nos dias de hoje, que os PABX estão dentro dos computadores, você não sentirá tanta falta do áudio cabeado — o importante é se lembrar de carregá-lo sempre para que a bateria não acabe no meio da sua conversa.

O alcance do Bluetooth é bom, e a Jabra promete uma liberdade de movimentos em um raio de até 33 metros da fonte. Se você o pareou com o computador, pode se levantar e dar uma alongada, pegar um cafezinho ou mesmo caminhar um pouquinho pelo escritório, sem cortar a conexão. Se você, como eu, gosta de ficar andando enquanto conversa ao telefone, o Evolve 75 te dará essa liberdade. Só não pode passar dos 33 metros ou colocar muitos obstáculos no caminho. Do contrário, é melhor parear o headset com o smartphone e levar os dois com você.

É possível conectá-lo com dois equipamentos simultaneamente. Deixei o headset pareado com um iPhone e um Mac enquanto trabalhava, e tudo funcionou perfeitamente. Para que você conecte o Jabra Evolve 75 com um PC ou Mac, é necessário "espetar" o adaptador Jabra Link em uma porta USB do equipamento.

O Jabra Evolve 75 é compatível com telefone de mesa (com Bluetooth), softphones (no desktop ou notebook), celulares e tablets.

O Evolve 75 vem com este dongle; você espeta na porta USB do seu computador e faz a ponte de conectividade, podendo usar o fone em dois dispositivos simultâneos — computador e celular, por exemplo (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)


ANC: Cancelamento Ativo de Ruído

O cancelamento ativo de ruído é o ponto alto do Evolve 75, principalmente porque a intenção desse modelo é te deixar focado no seu trabalho, concentrado nas suas tarefas, sem se distrair tanto com o movimento e o barulho ao seu redor. Para quem trabalha em escritórios muito movimentados, funciona muito bem. E para quem trabalha em home office, também — afinal, se você divide a casa com alguém ou precisa lutar contra barulho de trânsito, ventilador, vizinhos e ar condicionado, o ANC vai te deixar bastante imerso na sua própria atmosfera.

Testei a performance do cancelamento de ruído do Evolve 75 em um coworking com movimento normal, em uma escola e em home-office. A qualidade é, realmente, muito boa, ainda mais por este ser um fone suprauricular, que não envolve suas orelhas.

Com o ANC ativado, você não escuta quase nada do que, usualmente, escutaria no escritório no auge do expediente: conversas, telefones, máquinas de café, impressoras, pessoas se mexendo ou mexendo em suas coisas, colegas próximos… o fone cancela a maioria dos ruídos ambientes para te deixar focado no seu trabalho e isso é excelente. Para checar o que está acontecendo à sua volta, basta pressionar o botão com o logo da Jabra na concha esquerda e, sem tirar o fone da cabeça, escutar absolutamente TUDO: até mesmo o ruído das teclas do teclado enquanto você digita. Pressione de novo e pronto, a bolha volta — com música e tudo, se preferir.

O legal é que esse fone também pode ser um parceiro de viagens, tanto para quem quer escutar música, quanto para quem não larga as ligações nem mesmo no saguão do aeroporto. Claro; no avião, você não pode falar no celular. Mas aí, ele fica sendo seu fone musical, com ANC e tudo.

Com formato on-ear (suprauricular), o Evolve 75 tem um excelente nível de cancelamento de ruído, ideal para manter o foco no escritório (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Áudio

Quem conhece os fones da Jabra já sabe o que esperar de qualidade de áudio em músicas e chamadas. E quem não conhece, vai conhecer agora: a marca é uma referência mundial em qualidade e fidelidade de áudio, e não errou a mão ao lançar o Evolve 75. Por ser um headset corporativo, a primeira impressão que temos é que ele não vai dar conta de entregar um resultado para música à altura do que entrega para ligações. Ledo engano.

O Jabra Evolve 75 é, sim, moldado para a fala, tanto que chega (do interlocutor), quanto que sai (a sua, captada pelo microfone). Isso, por si só, o deixa com um perfil sonoro mais aberto e voltado às frequências mais agudas, com menos ênfase em graves e um tratamento nos médios próximo ao neutro. Para gerar mais presença, é normal que as marcas façam isso com seus headsets cujo foco principal está em ligações. Mas a Jabra também sabe que música é essencial e colocou drivers com excelente resposta e qualidade para quem não dispensa uma trilha sonora diária enquanto trabalha.

O único "perhaps", se você for pensar exclusivamente em múisca, é o ganho (volume) geral: ele não é um fone muito alto para quem curte ouvir música no talo. O foco aqui é outro...


Graves

Tendo em mente que estamos usando um headset voltado a conferências, você já sabe que não deve esperar graves profundos e robustos. Mas, pode esperar graves precisos. Seja na ligação por telefone ou Skype ou enquanto escuta música, os graves preenchem, mas sem pressão. Durante os testes, gostei do resultado, porque é quase neutro e não subestima os instrumentos nessa faixa de frequência, dando mais definição à música.

Em Money, do Pink Floyd, praticamente não vi defeitos em graves. Toda a linha de contrabaixo de Roger Waters preenche e faz uma base bem gorda para a música inteira. Os trechos mais graves do vocal de David Gilmour, do sax tenor, o bumbo e o surdo chegam superbem aos ouvidos, com definição excelente. Por essa música ser naturalmente grave, com uma progressão de acordes bem "blueseira", serviu bem como um termômetro de graves no Evolve 75. Inclusive, quando a música vira quebradeira, temos uma excelente percepeção de quanto os graves do Evolve 75 são bem alocados.

Durante a fala, os graves também fazem seu papel: se você está conversando com uma pessoa de voz grossa do outro lado da linha, vai ouvi-la com naturalidade, ao invés de parecer que a pessoa está falando debaixo d'água. Isso acontece porque existe definição nas frequências baixas: o ser com a mais gutural das vozes pode conversar contigo sem que você se desdobre para entender o que ele está falando. Para quem tem voz média a aguda, os graves fazem bem as vezes de vocalizações fechadas e anasaladas.

Bom para músicas, excelente para chamadas (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)


Médios

Os médios deste headset são bem localizados, mas não são exagerados. Aliás, é a frequência mais discreta do fone, o que não faz dele um V-Shaped, ou seja… é uma gama equilibrada que, para o que o modelo se propõe, entrega bem diferentes alcances vocais, seja de fala, seja em uma canção.

Ouvindo Stevie Wonder cantar Sir Duke, uma música com muitos instrumentos nas gamas média e aguda, eu senti um resultado harmônico em médios, mas focando apenas em médios — e logo explico o motivo. A música começa com uma frase bem grande de saxofones acompanhados apenas pelo hi-hat da bateria. Quando ela dá a pausa e Wonder chega com vocais e piano elétrico, percebemos a clareza dos médios ainda mais que na frase inicial. Nada supermédio, nada que falte tratamento. Os médios desse fone são bons e não se misturam, nem atropelam frequências vizinhas.

Durante ligações, é importante termos um perfil sonoro que não faça a voz do interlocutor soar como se ele estivesse falando por um radinho de pilha. Para isso, os médios são recuados em relação aos agudos — frequências estas que, convenhamos, merecem um trecho especial nesse review. Esteja você conversando com Alvin, aquele dos esquilos, ou com o Mum-ha, a definição em frequências médias é o que vai fazer com que as vozes graves e agudas soem com qualidade em suas chamadas. Ah, e claro, as médias também.


Agudos

Agora sim temos o grande diferencial entre um headset voltado para ligações e um fone de ouvido voltado estritamente para música. As frequências agudas, quando tratadas para o discurso, recebem mais ganho no alto para gerar transparência, presença e brilho. E é óbvio que um fone como o Evolve 75 traria isso, afinal… ele tem como principal objetivo dar definição às suas conversas. Enquanto isso funciona muito bem durante chamadas, pode soar aberto demais em músicas, incomodando ouvidos mais exigentes.

Já nas músicas… os agudos do Evolve 75 podem soar exagerados, estridentes e superenfatizados. Brilho demais pode dar um efeito legal em voz, principalmente em serviços VoIP, mas definitivamente não dão o mesmo efeito em canções, já que, além dos vocais (quando presentes), temos uma série de instrumentos competindo por espaço em agudos. Em todas, absolutamente todas as músicas que ouvi no headset, senti essa ênfase de agudos. Don't Stop Till You Get Enough, do Michael Jackson, é um excelente exemplo para você imaginar como os agudos se comportam: fora a voz de Michael, que é "fina" por natureza, temos uma percussão constante nessa faixa que sobrepõe absolutamente tudo nessa música aqui no Evolve 75. Palmas, estalos de dedos, agogos, chimbais e chocalhos chegam com mais ganho, inclusive, que outras trilhas agudas, como a do vocal principal e dos riffs de cordas. A caixa da bateria também tem uma cadência bastante aguda, o que faz com que a música inteira soe brilhante em excesso. Você escuta bem o baixo e os sintetizadores do refrão, os trechos vocais mais graves de Michael… mas os agudos incomodam por serem extremamente abertos.

Microfone

Além do ANC, o outro ponto forte do Evolve 75 é o excelente microfone que a Jabra incluiu no headset. Graças à sua haste e seu estilo boom, ele capta, com total clareza, o que você fala — e transmite isso para o interlocutor, até mesmo em ligações via rede celular. Para conseguir o melhor em qualidade, o ideal é usar um serviço VoIP, como o Skype e o Google Meet. Absolutamente todas as pessoas que ouviram minha voz enquanto usei o headset perceberam a diferença e elogiaram a performance do microfone.

Em termos de captação, como o microfone está posicionado à frente da boca do usuário, é natural que ele capte e se foque muito mais na sua fala do que em ruídos ao redor, como um omnidirecional. Então, se seu escritório é movimentado, não se preocupe: o blablablá dos seus colegas e os ruídos de computadores, impressoras e aparelhos de ar condicionado não irão interferir na sua conversa — que permanecerá limpa e o mais livre possível de ruídos indesejados. Isso, aliado ao ANC, faz do Evolve 75 uma excelente escolha para o dia a dia de um profissional que faz muitos calls.

Microfone estilo boom que gira sobre a concha direita: ele tem um íma que, quando não estiver em uso, posiciona a haste paralelamente ao arco (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Preço e onde comprar

O Jabra Evolve 75 não é um headset barato. Ele traz uma série de tecnologias que fazem dele um modelo no segmento premium de fones para conferências. Aqui no Brasil, você encontra o modelo em várias lojas autorizadas da Jabra, e também na Amazon, onde ele está sendo vendido pelo valor de R$ 2.265 + frete (valor registrado na data de publicação deste review).

Specs

  • Tamanho do Driver: 40 mm
  • Microfone: braço boom de comprimento médio com microfone ECM unidirecional de cancelamento de ruído
  • Faixa de frequência do microfone: 150 Hz - 6,8 kHz
  • ANC: sim
  • Tempo máximo de carga da bateria: 120 minutos
  • Tempo de bateria (sem fala): até 30 horas
  • Tempo de bateria (com fala contínua): até 15 horas
  • Bluetooth: 4.0 Classe 1 (alcance até 33 metros)
  • Stand-by: até 15 dias
  • Dimensões: 21 cm x 18,1 cm x 5,3 cm
  • Peso: 177 g

O que vem na caixa

  • Jabra Evolve 75
  • Case semi-rígido de transporte
  • Cabo USB para carga
  • Manuais
  • Adaptador Bluetooth Jabra Link

OBS: o dock de carga é opcional

Evolve 75, case de transporte semi-rígido e apetrechos (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)


Veredicto: vale a pena?

Temos aqui um excelente headset para uso corporativo e que, de quebra, entrega um resultado musical muito bom, também. Com design e ergonomia de um dispositivo premium, ele é leve e acessível a ponto de você se acostumar com ele em seu dia a dia. Não pesa sobre a cabeça, não incomoda as orelhas, esteja você usando óculos ou não. É bem confortável e bonito.

O acabamento não fica atrás: o fone tem uma pegada mais séria, sem muitos frufrus, com botões físicos acessíveis e um microfone que pode ser posicionado à frente da boca durante uma chamada e recolhido paralelamente ao arco quando você estiver apenas ouvindo música — mecanismo que já é usado em outros headsets, aliás.

A qualidade de áudio é bem boa, sendo melhor em chamadas e ligações que em músicas — o que não é exatamente uma surpresa, já que este headset é voltado para quem precisa atender e fazer chamadas enquanto trabalha. Ouvir músicas nele é legal, existe uma boa definição do áudio, mas a ênfase em agudos pode torná-lo enjoativo caso você tenha ouvidos exigentes: na fala, isso gera definição e presença. Nas músicas, isso gera brilho em excesso e pode cansar os ouvidos, dependendo do tipo de som que você escuta. Mas, pode ser que você não se incomode com isso, afinal, ouvidos são subjetivos e, de maneira geral, o resultado sonoro do Evolve 75 é muito bom para você ouvir suas músicas no trabalho.

Pelo preço: vale a pena comprar um desses? (Foto: Luciana Zaramela/Canaltech)

Os dois pontos altos do modelo são o cancelamento ativo de ruído e seu microfone, ambos de qualidade excelente. Para quem trabalha em ambientes movimentados e até mesmo tumultuados, nada melhor que um fone para manter um foco: e isso é a principal vantagem do Evolve 75. Ele vai te manter concentrado — eu percebi um aumento de produtividade enquanto trabalhei durante alguns dias com ele aqui no Canaltech.

O que pesa, mesmo, é o preço: o modelo está saindo por R$ 2.300 o que pode te fazer pensar duas vezes antes de comprar um. Aí, a decisão é toda sua: se você precisa de um equipamento que te ajude a se manter concentrado no trabalho, que tenha excelente qualidade de áudio para ligações, te permita ouvir música e ainda não incomode no dia a dia, é um investimento para durar bons anos.

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