IoT coleta dados para tornar as máquinas cada vez mais inteligentes

Por Redação | 26 de Junho de 2019 às 18h00

Em um vídeo, um dançarino e um robô conectado a internet performam um número de dança, onde sensores instalados na máquina identificam os movimentos humanos e interagem de forma harmônica. Esta foi a analogia utilizada por Sudha Jamthe, CEO na IoT Disruptions e Professora na Stanford University, para abrir a palestra “Global IoT Disruptions for the Connected World”, apresentada no primeiro dia do Abinc Summit - Conexão IOT, primeiro congresso realizado pela Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC) para fomentar o avanço da aplicação da tecnologia na economia brasileira.

Segundo Sudha, a Internet das Coisas (IOT) torna as coisas comuns ao nosso redor mais inteligentes: “O grande volume de dados coletados podem ser processados para definir a inteligência humana, o que nos faz questionar o que é artificial sobre a I.A.”, destaca. 

O aprendizado da máquina aplicado às coisas inteligentes modificam a interface homem-máquina, logo, se a inteligência humana puder ser replicada e a experiência humana puder ser profundamente aprendida por meio dos dados coletados, a barreira entre o homem e a máquina começará a desmoronar: “Os dispositivos de IoT estão sentindo nossos ambientes com computação gestual, sentindo nossas emoções com computação afetiva e personalizando nossas experiências com computação de reconhecimento, com isso, estamos ajudando as máquinas a desenvolverem autoconsciência com personalidade e opiniões, para se tornarem nossas amigas, parceiras e até mesmo parte de nossas famílias”.  

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Com todas essas possibilidades, os dados gerados pelos dispositivos conectados à internet fortalece a construção de uma inteligência artificial cada vez mais assertiva e personalizada. Com isso é possível gerar inúmeras aplicações, como a tomada de decisões, em tempo real, sobre o andamento de um ciclo produtivo na indústria, por exemplo, ou a realizar uma previsão de demanda e até mesmo em negócios B2B.

“A mobilidade da informação é o grande trunfo da IOT. Ela leva a uma inteligência cada vez maior na administração de cidades, nos transportes, formas de pagamentos e diversas outras aplicações feitas para tornar o dia a dia mais prático, ágil e eficiente. Toda informação coletada é de grande valia para ajudar as empresas a entenderem as necessidades de seus consumidores para, a partir daí, inovarem na elaboração de seus produtos e serviços”, conclui.

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