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CBLoL 2019 | INTZ surpreende e é campeã da primeira etapa

Por Felipe Ribeiro | 13 de Abril de 2019 às 19h51
Riot Games Brasil

A camisa pesou. Apesar de todo o favoritismo do Flamengo, a INTZ, de virada, bateu os cariocas por 3 a 2 e levou seu quarto título do CBLoL. Com o resultado, a equipe de Navy e companhia será a representante brasileira no Mid-Season Invitational (MSI), que acontecerá em maio, em Taiwan e no Vietnã.

A derrota acaba por confirmar o estigma do Flamengo em decisões (nunca venceu) e mostra que mesmo nos eSports, a camisa – no caso da INTZ – acaba pesando. Os rubro-negros haviam sido o melhor time do campeonato, tendo sido derrotados apenas em uma oportunidade durante toda a temporada, mas a INTZ, uma das equipes mais tradicionais do circuito nacional de League of Legends, mostrou sua força e levou a taça pra casa.

Mudanças no CBLoL surtiram efeito

A primeira etapa do CBLoL apresentou algumas das mudanças mais significativas desde quando o campeonato começou a ser disputado. Segundo Carlos Antunes, o formato melhor de um, todos contra todos, em três turnos, trouxe mais dinamismo e deixou as equipes mais encorpadas e competitivas para as disputas.

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"Nosso objetivo com as mudanças na competição foi alcançado. Trouxemos mais competitividade e tornamos o campeonato mais atrativo não apenas para os jogadores e equipes, mas para o público também", concluiu Antunes.

Como uma final deve ser

Ao contrário do que os torcedores e analistas pensavam, tivemos uma final de CBLoL muito equilibrada, com cada equipe jogando ao seu estilo para obter a vitória. No primeiro jogo, o Flamengo, melhor equipe da temporada e que havia sofrido apenas uma derrota em todo o campeonato, protagonizou um massacre contra a INTZ. O placar de abates mostrava 17x5 e, com apenas 22 minutos de jogo, a partida já havia sido decidida. Foi o recorde de tempo em todo o certame.

Para o segundo jogo, a INTZ adotou uma postura extremamente cautelosa, levando a partida para o late game, 'cozinhando' o Flamengo e apostando em uma tarde inspirada de Envy. O jogo permanecia 1x1 em kills até os 18 minutos, quando a INTZ decidiu deixar o jogo mais franco, mesmo abusando do uso de sentinelas. O empate veio e a sensação de superioridade do Flamengo acabou ali mesmo. A INTZ venderia caro qualquer resultado.

Torcida da INTZ comemora vitória no segundo jogo (Foto: Flickr Riot Games)

"O Flamengo é uma equipe com estrutura internacional, moldada para ter grande sucesso. Já a INTZ é mais tradicional, tem uma cultura mais intimista dentro do time, sempre apostando nas categorias de base", comentou Carlos Antunes, diretor de eSports da Riot Games no Brasil.

Na terceira partida, o Flamengo fugiu um pouco de suas características e adotou uma postura mais cautelosa, mas não menos ofensiva. Apesar de uma reação tardia e demonstração de força – principalmente mental – da INTZ, a vitória rubro-negra fez-se justa, mas o alerta estava dado. Prova disso foi a jogada da partida, um penta kill de Envy que, até então, rivalizava com BrTT como o melhor da final.

E o que se mostrava no terceiro jogo, se confirmou no quarto, mas ainda mais surpreendente. A INTZ aplicou um domínio sobre o Flamengo que os cariocas certamente não devem ter sentido em todo o CBLoL 2019. Foram 25 abates da INTZ contra seis dos rubro-negros, sendo que Envy, com sua Le Blanc, conseguiu incríveis 11/0. A vitória levou a INTZ ao empate e uma teórica vantagem psicológica para o jogo derradeiro.

BrTT, capitão do Flamengo (Foto: Flickr Riot Games)

E foi o que aconteceu. No quinto e decisivo jogo, vimos uma INTZ dominante, aterrorizando os cariocas que, mesmo com BrTT iniciando uma ofensiva e emplacando duas kills, logo o controle da partida voltou para as mãos dos Intrépidos, que finalizaram a partida em pouco menos de 30 minutos e caminharam para o título com uma campanha avassaladora no campo dos adversários.

Superação da INTZ

Na coletiva após a vitória, o sentimento era de redenção. Para Lucas "Maestro" Pierre, técnico da INTZ, o fato de o Flamengo ter sido colocado como favorito por todos, inclusive pelo próprio time, foi um dos fatores que contribuíram para a vitória dos Intrépidos. "Muito se falou sobre essa diferença entre as equipes, mas, na nossa preleção, falei para os jogadores que, ao apagar das luzes, poderíamos brigar de igual para igual", comentou.

E, de fato, o que se viu nas partidas foi uma INTZ vibrante e com os nervos no lugar e, mesmo nos jogos em que foi derrotada, a equipe demonstrou muito mais capacidade de reação que o Flamengo. A semana de trabalho, segundo Maestro, também ajudou muito na parte mental. "Tudo o que falaram de nós acabou servindo de motivação e usamos isso na semana. Foi um período complicado, mas deu certo. Nos unimos cada vez mais", avaliou.

Coletiva depois da vitória da INTZ (Foto: Felipe Ribeiro / Canaltech)

É perceptível, de fato, a intimidade e parceria que os jogadores da INTZ possuem. Segundo Antunes, os Intrépidos são modelo na preparação de atletas, desde a base até o profissional. "A INTZ tem um trabalho de base dos melhores do circuito. Uma relação muito próxima entre treinadores, profissionais e os jogadores mais novos", afirmou.

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