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Responsável por falha do WhatsApp avisa que trabalha para evitar o problema

Por Rafael Rodrigues da Silva | 15 de Maio de 2019 às 16h09
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Nesta quinta-feira (15) o atual dono do NSO Group, empresa israelense de segurança eletrônica, afirmou que fará o que for necessário para garantir que o spyware da empresa não seja usado para violações dos direitos humanos.

A declaração veio dias depois da descoberta de que a companhia havia criado um código malicioso que podia ser enviado através de uma chamada de voz no WhatsApp, e instalado no computador da vítima mesmo que ela não tivesse atendido a ligação. Esse código criava uma vulnerabilidade no app que permitia a hackers acessar o aparelho onde o mensageiro estava instalado e colocar nele spywares sem o conhecimento da vítima — fato que fez com que a Anistia Internacional pedisse pela revogação da licença para exportação de produtos da NSO.

Desde fevereiro deste ano, a NSO pertence à Novalpina, um fundo de investimentos pertencente ao bilionário inglês Stephen Pell. Ainda que os porta-vozes da Novalpina não tenham entrado em detalhes sobre ataques específicos que utilizaram a ferramenta da NSO, eles afirmaram que irão investigar todas as alegações de uso inapropriado do programa israelense, retomando ainda que essa tecnologia havia sido criada para a utilização apenas em investigações de agências de inteligência para a prevenção de ataques terroristas.

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Ainda que a companhia esteja tentando mostrar boa vontade, é preciso lembrar também do fato de que há meses a NSO tem negociado com a Anistia Internacional modos de como os aplicativos e ferramentas de espionagem da companhia poderiam ser usados sem ferir a Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas em nenhuma dessas conversas ela sequer citou a brecha no WhatsApp provocada por uma dessas ferramentas.

Apesar disso, em carta endereçada nesta quinta (15) para a Anistia Internacional, a NSO garante que a descoberta desta brecha será um novo marco para a empresa, e que criará novas regras de atuação que coloquem a transparência e os direitos humanos como principal norteador de suas decisões. Enquanto isso, nos próximos dias a Anistia irá decidir se revogará ou não a permissão para exportação de software da NSO. Caso a licença seja revogada, a empresa israelense levará um baque, já que isso significará que seus programas não poderão ser usados em qualquer país que não seja Israel.

O WhatsApp foi rápido em resolver o problema, e na terça-feira (14) já pediu para que os usuários atualizassem seus aplicativos, já que a versão mais recente do programa corrigia essa vulnerabilidade criada pela ferramenta da NSO. Caso você não saiba como fazer isso, nós te ensinamos o passo a passo do que deve ser feito.

Fonte: Reuters

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