Depois de violação de segurança, NSA continuou coletando dados de americanos

Por Thaís Augusto | 26 de Junho de 2019 às 16h58
Divulgação

Em maio do ano passado, a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) se envolveu em uma violação de segurança quando foi descoberta a coleta indevida de 600 milhões de dados de ligações e mensagens de texto enviadas por usuários americanos. Na época, o órgão culpou empresas de telecomunicações, que teriam compartilhado as informações por engano.

Agora, um documento divulgado pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) aponta que a violação foi maior do que o relatado. De acordo com as informações, apenas alguns meses depois do compartilhamento irregular, a NSA voltou a obter dados de ligações telefônicas de cidadãos americanos, infringindo – mais uma vez – o decreto Freedom Act, que determina como as informações podem ser manuseadas e armazenadas por autoridades.

O relatório conclui que a NSA coletou indevidamente dados de registro de chamadas em novembro de 2017, fevereiro de 2018 e outubro de 2018. A violação de outubro sugere que a coleta indevida foi mantida mesmo depois que a NSA admitiu seu erro e passou a recomendar que a Casa Branca abandonasse o seu programa de vigilância por telefone.

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.
Mulher protesta contra espionagem da NSA

"Estes documentos confirmam que este programa de vigilância é um desastre de privacidade e de liberdades civis", disse Patrick Toomey, advogado do Projeto de Segurança Nacional da ACLU. "A coleção de registros de chamadas dos americanos da NSA é muito abrangente, os problemas de conformidade são muitos e a evidência do valor do programa é praticamente inexistente. Não há justificativa para deixar esse poder de vigilância nas mãos da NSA", acrescentou Toomey.

A agência america de segurança não tem um bom histórico: em 2018, por exemplo, a NSA se baseou em informações coletadas indevidamente para solicitar autorização do Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISC) para espionar indivíduos. Em dezembro, o Freedom Act expira e a ACLU acredita que as informações obtidas nesta semana devem contribuir para o debate sobre o decreto. 

Fonte: EngadgetACLU

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.