Tudo o que você precisa saber sobre o eclipse solar que veremos em 2 de julho

Por Patrícia Gnipper | 28 de Junho de 2019 às 14h25

No próximo dia 2 (terça-feira), a América do Sul testemunhará o único eclipse solar de 2019, enquanto a Lua passa em frente ao Sol por alguns minutos sob o nosso ponto de vista. Este eclipse será visível em sua totalidade em países como Chile e Argentina, e aqui no Brasil será observado de maneira parcial — mas, ainda assim, será um fenômeno de tirar o fôlego.

Mais ou menos uma vez a cada 18 meses a Lua, durante sua órbita ao redor da Terra, passa em frente ao Sol, bloqueando temporariamente a luz solar e escurecendo o dia por alguns minutos. Durante o eclipse, podemos acompanhar a sombra da Lua aparecendo em frente ao astro — mas atenção: não se pode observar um eclipse solar diretamente a olho nu, a não ser que se trate de um eclipse solar total e mirando seus olhos apenas no auge do fenômeno, quando o Sol estiver completamente encoberto.

Na animação acima, você vê como acontecem eclipses solares e lunares (Imagem: Vox)

Como este eclipse será parcial aqui no Brasil, é preciso usar uma proteção ocular adequada para olhar para o Sol, como óculos especiais ou placas de máscara de soldador. Especialistas alertam que você jamais deve usar, para ver o Sol, coisas como óculos escuros tradicionais, chapas de raio-x, negativos de filmes antigos, filtros polarizados, vidros escuros e câmeras digitais (incluindo a câmera de seu celular). Quem tem binóculos e telescópios deve usar filtros de proteção especialmente desenvolvidos para uma observação solar.

Então como nós, meros mortais, podemos assistir a um eclipse solar em completa segurança? Pela internet, claro!

Como, quando e onde observar o eclipse solar de 2019

Não vá fazer como o pessoal aí da foto, observando o eclipse sem proteção ocular ou pelo smartphone! (Foto: Beawiharta Beawiharta / Reuters)

Se você decidir fazer uma observação direta, considerando os cuidados mencionados acima, saiba que algumas cidades do Brasil terão a oportunidade de assistir de 9% a 60% de ocultação do Sol, e o eclipse será visível em quase todo o Brasil — com exceção do nordeste brasileiro, pois o eclipse começará em um horário em que o Sol já começa a sumir no horizonte dessa região.

Tudo começa por volta das 17h, com o pico do eclipse acontecendo às 17h49 no horário de Brasília. Mas em outras partes do mundo o fenômeno começa mais cedo, então os "gringos" que farão a transmissão do evento ao vivo na internet começarão suas lives em horários variados.

O ESO (European Southern Observatory), por exemplo, transmitirá tudo em seu site oficial. A transmissão não contará com comentários ao vivo, mas alternará as imagens entre diversas fontes para mostrar como o eclipse está sendo capturado por diferentes telescópios. A live começa às 16h15 no dia 2 de julho.

Outra opção é acompanhar o fenômeno pelo site do museu Exploratium, com imagens registradas no observatório Cerro Tololo no Chile. Também poderemos assistir ao eclipse pela live do TimeAndDate.com, que acontecerá em seu canal do YouTube, incluindo a visão de telescópio e comentários de especialistas. A transmissão começa às 16h.

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