Startup Phantom Space quer fabricar foguetes em massa para reduzir custos

Startup Phantom Space quer fabricar foguetes em massa para reduzir custos

Por Danielle Cassita | Editado por Luciana Zaramela | 15 de Abril de 2021 às 08h20
Reprodução/PhantomSpaceInc/Twitter

Em breve, o mercado de lançamentos de pequenos satélites será composto pelos serviços de mais uma empresa. A startup Phantom Space planeja lançar pequenas cargas úteis com alta frequência e baixo custo, usando os foguetes Daytona e Laguna, que serão fabricados em massa. A Phantom Space planeja iniciar os lançamentos para a órbita em 2023 e, para isso, irá dedicar um investimento de US$ 5 milhões.

A empresa foi fundada por Jim Cantrell, que foi um dos primeiros engenheiros da SpaceX e já trabalhou no Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA. Segundo ele, a ideia é que a empresa se torne uma espécie de Henry Ford da indústria espacial por meio da produção em massa: “na Phantom, para conseguirmos vender rapidamente e produzir em massa, vamos aumentar a cadeia de suprimentos das nossas inovações para chegar à órbita mais rápido do que se pensava”, disse ele em uma entrevista.

Representação do foguete Daytona (Imagem: Reprodução/PhantomSpaceInc/Twitter)

Richard Chenel, fundador e parceiro da Chenel Capital, a organização que liderou as iniciativas para a obtenção de fundos para a empresa, explica que muitas empresas de lançamento tentaram "reinventar a roda", o que tem algumas consequências para os lançamentos: “eles ‘começam no A e tentam desenvolver tudo até Z’, e isso leva a altos custos e atrasos de cronograma”, disse. Assim, a empresa está desenvolvendo o foguete Daytona, seu primeiro veículo, que deverá realizar missões com custo de US$ 4 milhões. Quando estiver finalizado, o foguete de dois estágios terá 19 m de altura, e será capaz de transportar 450 kg de cargas úteis para a órbita baixa da Terra.

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O veículo será alimentado por sete motores Hadley no primeiro estágio e um no estágio superior, alimentados por uma mistura de oxigênio líquido e querosene. O nome “Daytona” foi escolhido por Cantrell inspirado em um circuito de corrida, e o foguete deverá ter desempenho semelhante ao Falcon 9, da SpaceX, além de pernas de pouso e um sistema de guia para retornar à base. Esse não será o único veículo na frota da Phantom Space: a empresa está desenvolvendo também o Laguna, que deverá ser ainda mais poderoso que o Daytona. Este será um veículo com primeiro estágio reutilizável, que poderá transportar 1.200 kg de cargas para a órbita baixa da Terra a cada lançamento. O foguete irá contar com um motor Hadley em seu estágio superior e três motores Ripley no primeiro estágio.

Os veículos serão desenvolvidos para o mercado de lançamentos que já tem grandes empresas: a Rocket Lab, empresa sediada na Califórnia, vem realizando lançamentos de pequenos satélites para a órbita — mas empresas como Aerospace, Orbex e outras podem abraçar estes serviços de lançamentos dedicados em breve. Além disso, quando falamos dos lançamentos compartilhados, já há grandes foguetes como o Falcon 9, que transportam cargas úteis para a órbita.

Ainda há bastante trabalho pela frente até que esses veículos sejam lançados e, enquanto isso, a Phantom já está licenciando um design da NASA, que seria usado para pequenos foguetes, sendo que as baterias serão feitas por um fabricante comercial. Então, o trabalho interno da empresa vai consistir na construção de válvulas, da estrutura dos foguetes e do sistema de separação dos estágios: "ainda há muito a se fazer", disse Cantrell.

Fonte: Space.com, Bloomberg

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